Dizia há dias o candidato presidencial Mário Soares que “comigo em Belém, os portugueses podem dormir tranquilos”!
Pois é. Uma boa forma de gratidão que esses mesmos portugueses poderiam ter para com ele era oferecerem-lhe o seu voto, permitindo ao candidato Mário Soares a ascensão à tão desejada cadeira presidencial, onde poderia, finalmente, dormir as suas tão desejadas sestinhas, bem refastelado e descansadinho durante os próximos cinco anos. Afinal, como em muitas outras sociedades, a uma dádiva retribui-se com uma contra dádiva!
Acabavam-se assim as conferências de imprensa enfadonhas entre o meio-dia e as cinco da tarde; a agenda do Presidente passava a ser mais selectiva, com aparições públicas apenas quando este as desejasse e não quando o seu “ofício” assim o impusesse. As horas de ponta teriam de se adequar à nova realidade: as filas de trânsito desapareciam, deixava de se ouvir falar nos congestionamentos do IC19, da Calçada de Carriche ou da Ponte 25 de Abril e, com toda a certeza que a adesão popular seria maciça. Isto seria o ponto de partida da tal “coesão nacional” de que tanto se vem falando!
As outrora “presidências abertas” dariam agora lugar às inovadoras “presidências fechadas”, onde em vez de Sua Excelência ir ao encontro das várias populações, como no passado, seriam agora as populações a deslocarem-se ao leito do Senhor Presidente, não fosse ele perder aquele maravilhoso momento, ou quem sabe, cair da tal cadeira!
E, já agora, um “dois em um”, juntando um homem do passado com um programa igualmente do passado – as “conversas em família”. Porque não as dinamizar e renovar, visto estarmos na presença de um conversador nato! Que coesão nacional seria assim conseguida!
Em vez de políticas justas, de ideias necessárias, de decisões acertadas, teríamos agora o povo enfartado de “conversas da treta”. O que vale é que, conversas leva-as o vento!... E ainda bem!
Pois é. Uma boa forma de gratidão que esses mesmos portugueses poderiam ter para com ele era oferecerem-lhe o seu voto, permitindo ao candidato Mário Soares a ascensão à tão desejada cadeira presidencial, onde poderia, finalmente, dormir as suas tão desejadas sestinhas, bem refastelado e descansadinho durante os próximos cinco anos. Afinal, como em muitas outras sociedades, a uma dádiva retribui-se com uma contra dádiva!
Acabavam-se assim as conferências de imprensa enfadonhas entre o meio-dia e as cinco da tarde; a agenda do Presidente passava a ser mais selectiva, com aparições públicas apenas quando este as desejasse e não quando o seu “ofício” assim o impusesse. As horas de ponta teriam de se adequar à nova realidade: as filas de trânsito desapareciam, deixava de se ouvir falar nos congestionamentos do IC19, da Calçada de Carriche ou da Ponte 25 de Abril e, com toda a certeza que a adesão popular seria maciça. Isto seria o ponto de partida da tal “coesão nacional” de que tanto se vem falando!
As outrora “presidências abertas” dariam agora lugar às inovadoras “presidências fechadas”, onde em vez de Sua Excelência ir ao encontro das várias populações, como no passado, seriam agora as populações a deslocarem-se ao leito do Senhor Presidente, não fosse ele perder aquele maravilhoso momento, ou quem sabe, cair da tal cadeira!
E, já agora, um “dois em um”, juntando um homem do passado com um programa igualmente do passado – as “conversas em família”. Porque não as dinamizar e renovar, visto estarmos na presença de um conversador nato! Que coesão nacional seria assim conseguida!
Em vez de políticas justas, de ideias necessárias, de decisões acertadas, teríamos agora o povo enfartado de “conversas da treta”. O que vale é que, conversas leva-as o vento!... E ainda bem!