Em pleno ambiente de pré-campanha eleitoral para as presidenciais, ouve-se frequentemente dizer, pela boca de alguns políticos que, para ocupar a cadeira presidencial é necessário possuir, entre outras coisas, experiência, ter sido combatente anti-fascista e, já agora, como convém a alguns, ter sido antigo combatente em África. A trilogia perfeita! Ora que ideias mais pacóvias e presunçosas!
As pessoas que proferem semelhantes palavras não querem saber, com certeza, o que tudo isto significa. Vejamos: que experiência presidencial possuíam Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio aquando da sua escolha para o mais alto cargo da Nação em 1976, 1986 e 1996 respectivamente?
Por outro lado, pelo que se encontra escrito na Constituição Portuguesa, qualquer cidadão português, com mais de 35 anos e que consiga reunir pelo menos sete mil e quinhentas assinaturas, poderá ser candidato presidencial. Se assim é, porque é que tem de ser um anti-fascista? Pelo que me parece, há muita gente a confundir anti-fascismo com alguns bons momentos vividos em alguns países do centro da Europa, inseridos num ambiente de “bon vivant” onde o protagonismo, a ânsia e o desejo do poder eram, na altura, já bem evidenciados.
Depois, é a quase obrigatoriedade de se ter participado na guerra colonial em África. Eu já vi tanta gente a enaltecer a deserção e a fuga de alguns portugueses a essa mesma guerra; inclusive a maltratar a bandeira portuguesa em pleno centro de Paris e esses… bem, esses é que foram considerados os verdadeiros heróis, imagine-se! Afinal, em que ficamos?
A alguma distância devo concluir que, qualquer dia alguém se irá lembrar, conforme a sua conveniência que, para ser um bom candidato presidencial devia ter participado, conjuntamente com Vasco da Gama, na expedição à Índia, ou ter participado, em comunhão com Richelieu, nas conspirações para levar por diante os ideais da Revolução Francesa ou, quem sabe mais recentemente, ter sido um dos combatentes no desembarque da Normandia, a fim de libertar os Países Aliados da opressão Nazi.
A ser assim e com pensamentos destes, daqui por uns trinta anos, arriscamo-nos a não ter candidatos presidenciais. Isto, porque nenhum terá experiência; nenhum terá sido anti-fascista e, embora a esperança média de vida esteja a ser cada vez mais elevada, nenhum terá participado na guerra colonial! Que chatice! E depois?
As pessoas que proferem semelhantes palavras não querem saber, com certeza, o que tudo isto significa. Vejamos: que experiência presidencial possuíam Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio aquando da sua escolha para o mais alto cargo da Nação em 1976, 1986 e 1996 respectivamente?
Por outro lado, pelo que se encontra escrito na Constituição Portuguesa, qualquer cidadão português, com mais de 35 anos e que consiga reunir pelo menos sete mil e quinhentas assinaturas, poderá ser candidato presidencial. Se assim é, porque é que tem de ser um anti-fascista? Pelo que me parece, há muita gente a confundir anti-fascismo com alguns bons momentos vividos em alguns países do centro da Europa, inseridos num ambiente de “bon vivant” onde o protagonismo, a ânsia e o desejo do poder eram, na altura, já bem evidenciados.
Depois, é a quase obrigatoriedade de se ter participado na guerra colonial em África. Eu já vi tanta gente a enaltecer a deserção e a fuga de alguns portugueses a essa mesma guerra; inclusive a maltratar a bandeira portuguesa em pleno centro de Paris e esses… bem, esses é que foram considerados os verdadeiros heróis, imagine-se! Afinal, em que ficamos?
A alguma distância devo concluir que, qualquer dia alguém se irá lembrar, conforme a sua conveniência que, para ser um bom candidato presidencial devia ter participado, conjuntamente com Vasco da Gama, na expedição à Índia, ou ter participado, em comunhão com Richelieu, nas conspirações para levar por diante os ideais da Revolução Francesa ou, quem sabe mais recentemente, ter sido um dos combatentes no desembarque da Normandia, a fim de libertar os Países Aliados da opressão Nazi.
A ser assim e com pensamentos destes, daqui por uns trinta anos, arriscamo-nos a não ter candidatos presidenciais. Isto, porque nenhum terá experiência; nenhum terá sido anti-fascista e, embora a esperança média de vida esteja a ser cada vez mais elevada, nenhum terá participado na guerra colonial! Que chatice! E depois?
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