segunda-feira, outubro 10, 2005

A "geração dourada"

No passado sábado, Portugal e os portugueses viveram um dos momentos mais marcantes na história do nosso futebol: a qualificação para a fase final do Campeonato do Mundo de Futebol a disputar na Alemanha em 2006.
Embora, previsivelmente, tenha sido uma noite de glória, com o estádio de Aveiro engalanado a preceito, a “selecção de todos nós” (mesmo com Scolari a ser o único a fazer as suas opções!) exibiu-se a um nível paupérrimo e de fraca beleza, face a um adversário com pergaminhos bem abaixo dos nossos. É que jogar com o Lichtenstein não será, com certeza, a mesma coisa que jogar com uma equipa de top europeu ou mesmo mundial, mas o que ficou para a história foi a qualificação e, assim, os objectivos foram conseguidos.
Resta agora evidenciar os grandes responsáveis por este feito.
Para quem como eu não estava habituado a estas presenças assíduas da nossa selecção em fases finais de europeus e mundiais, o momento pelo qual a selecção nacional passa é muito positivo e de enorme felicidade para os portugueses.
A meu ver, o grande obreiro destes feitos prende-se com o extraordinário trabalho desenvolvido na área da formação nas camadas jovens, efectuado na década de oitenta pelo Professor Carlos Queirós.
Foi ele que, com novos métodos de treino, de concepção e de jogo colectivo lançou na alta-roda mundial grandes valores, conseguindo desta forma, a nível de selecção, dois títulos mundiais de futebol. Foi obra!
Quem não se terá deliciado, nos grandes palcos espalhados por essa Europa fora com as defesas fantásticas do Vítor Baía, com os cortes providenciais do Fernando Couto, com as recuperações de bola de Paulo Sousa, com os dribles e passes milimétricos do Rui Costa ou com aquele perfume nas assistências de Luis Figo?
Pois é, tudo isto teve um trabalho sério e de profundidade e Carlos Queirós consegui-o.
A ele o meu “muito obrigado”!

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