segunda-feira, junho 26, 2006

O "Tribunal de Nuremberga"

Nuremberga, histórica cidade alemã, noutros tempos símbolo do expansionismo doentio hitleriano, foi ontem palco de um dos maiores momentos vividos pelo futebol português.
É comum ouvir-se falar no “Tribunal de Nuremberga”, a propósito de julgamentos de actos criminosos, praticados noutros tempos; todavia, hoje, esta simbólica e simpática cidade bávara fica na retina dos portugueses como o lugar que catapultou a selecção portuguesa para a ribalta do futebol mundial, onde há muito não marcava presença.
Porventura uns, os críticos e os adversários dirão que foi uma batalha campal, com um jogo cheio de admoestações, com cartões de vária ordem. Contudo, se nos abstrairmos por breves momentos do nosso chauvinismo primário ou à falta dele, concluiremos que, afinal, não terá sido bem assim.
Ontem, como adepto e praticante deste desporto, vi algumas incidências do jogo que me deixaram atónito e pasmado! Ainda o jogo dava os seus primeiros passos, surge uma entrada verdadeiramente assassina, digna de um autêntico julgamento no Tribunal desta bonita cidade! Interrogo-me, como será possível um homem entrar em campo, de mão dada com uma inocente criança e, passados apenas seis minutos cometer aquele acto cobarde? Será que a criança viu? E, se visse, o que lhe diria ela? Felicitava-o? Não creio!
Mas, não me propus hoje aqui relatar violência holandesa, ou ausência do tão desejado “fair play”. Hoje, quero enaltecer o grande jogo de sacrifício que aqueles verdadeiros heróis lusos ontem puseram em campo, sobretudo depois das adversidades sentidas precocemente!
Quem lê este blog com alguma assiduidade, sabe que costumo criticar os jogadores quando a sua aplicação não é a mais desejada mas, também não regateio elogios quando esta mesma aplicação e espírito de sacrifício são evidentes em outros momentos.
Nota-se que temos um grupo unido e com vontade de vencer. Este espírito de grupo deve-se, em grande parte, ao “naipe” de jogadores de elevada craveira, capacidade e experiência e também ao fantástico trabalho desenvolvido por um técnico brasileiro que, com a sua equipa e a sua mestria nos possibilita estes fantásticos momentos.
Para finalizar, gostava que este “tribunal” tivesse sido justo, mostrando também ao juiz da partida um qualquer cartão. A cor, a mim não me importa. Importa sim que a tonalidade escolhida o impeça de apitar jogos com decisões ou falta delas como as que tomou.
Ah, já agora, como estamos na era da imagem, existindo em todos os estádios gigantescos ecrãs de televisão, que tal visionarem mais de perto as entradas faltosas e assassinas e punirem severamente quem as comete? É que arruaceiros e artistas, a meu ver, não cabem no mesmo palco! Deixem jogar os artistas!...

quinta-feira, junho 22, 2006

A "azia" e os sais de fruta!...

Sou daqueles portugueses que me interrogo frequentemente sobre o que é ser português? Esta dúvida ocorre-me sempre que Portugal é representado num qualquer certame supranacional, de índole política, económica, social ou mesmo desportiva.
Pegando neste último indicador – o desportivo, não me estou a ver, por exemplo, por motivos profissionais, a radicar-me num qualquer país, mesmo lusófono, aí obter a sua nacionalidade e disputar jogos, defendendo as suas cores. Não, definitivamente não faria isso!
Ora, como não faria isso e como costumo usar de uma total coerência nas minhas reflexões e nos meus pensamentos, nunca fui adepto da presença de elementos não portugueses nas nossas selecções nacionais, independentemente de se tratar de elementos muito válidos ou mesmo verdadeiros “magos” dessa modalidade.
Foi por isso, que sempre me opus à entrada dos brasileiros Deco e de Luís Felipe Scolari na selecção nacional de futebol, e de outros, em outras modalidades como o voleibol, o basquetebol, o andebol e até o atletismo.
A mim não me custa absolutamente nada admitir a genialidade de alguns ou mesmo os seus méritos e capacidades. Faço-o sem quaisquer problemas ou “azias”! Graças a Francis Obikwelu, Portugal entrou na restrita lista de países com um dos maiores velocistas mundiais. Com Alexander Donner, o andebol em Portugal evoluiu enormemente! Com Mike Plowden e outros, o basquetebol luso pôde voar mais alto! Os casos mais mediáticos centram-se em Deco, futebolista de inegáveis recursos e em Scolari, conceituado técnico brasileiro, habituado a mencionar no seu vasto curriculum, diversos troféus que não estão ao alcance de muitos!
Uma coisa é a coerência das ideias que defendemos e desejamos. Outra é o reconhecimento do valor das pessoas em apreço. Há ainda muita gente em Portugal que vê de forma ofuscada o grande trabalho desenvolvido por Scolari à frente da selecção de todos nós.
Confesso-me um crítico de Scolari mas, não me custa nada admitir que o sucesso o tem acompanhado. E quais os ingredientes do sucesso? Trabalho e capacidade, essencialmente! Se me questionarem sobres as suas escolhas para o Mundial da Alemanha, estou abertamente contra as suas opções. Se me questionarem sobre os objectivos a atingir, na altura em que escrevo este texto, eles estão completamente intocáveis!
Por alguma crítica que venho lendo sobre a selecção de todos nós, sinto numa pequena franja da população, um certo desejo com sabor a fracasso, coisa que não entendo, sinceramente!
Se abriram excepções sobre a nacionalidade de técnicos e atletas que nos representam, devemos estar com eles e apoiá-los! A vitória deles é a nossa vitória! Apenas lhes devemos pedir comportamentos tão básicos como empenho, dedicação e vontade em dar o máximo.
Por aqui concluo que, quase todas as doenças têm um qualquer analgésico capaz para as combater. Todavia, para uma doença chamada “clubite”, receio que os sais de fruta habituais não sejam suficientemente eficazes. Mesmo que estes sejam agora de venda livre nas farmácias e sem receita médica!...

terça-feira, junho 13, 2006

Baila comigo!...

Sou um ouvinte assíduo da rádio. Em função daquilo que procuro e do horário em que estou sintonizado, assim escolho a minha estação radiofónica. No entanto, a minha opção volta-se quase sempre para rádios nacionais, em detrimento das estações locais.
No que concerne aos jornais diários, passa-se o mesmo: gosto de ler notícias mais abrangentes e tratadas com maior profundidade. É certo que esta minha afirmação poderá chocar muitos destes profissionais mas… confesso que não tenho assim muita pachorra e paciência para ler, muitas vezes, as notícias lá da “paróquia” ou então aquelas que são encomendadas por algum personagem importante lá do “burgo”. O meu interesse busca outros objectivos.
Ora, se aquilo que me leva a procurar mais os media nacionais que os locais são os motivos que atrás evidenciei, há coisas para as quais não consigo ter uma explicação sustentada. Logo pela manhã, sintonizo a Antena 1 e lá vem o sempre alegre António Macedo a dar conta do trânsito em Lisboa. Diz-me ele, de ar alegre, que o trânsito se encontra congestionado na Calçada de Carriche, associando-lhe um rol infindável de locais com mais complicações de tráfego: a Avenida Padre Cruz; o IC 19; a Rotunda do Marquês; as Amoreiras; o “garrafão” de acesso à Ponte 25 de Abril, entre muitos outros.
Como se esta “viagem” não bastasse, lá me oferece ele outra! Esta rumo a norte, em direcção à cidade do Porto. Ouvem-se mais nomes e outros locais com trânsito difícil. É a Ponte da Arrábida; é a Circunvalação e o Amial, é a Ponte do Freixo, é o nó de Bonjóia ou a Avenida AIP.
Ora, tratando-se de uma rádio nacional, o que me dizem todos estes nomes ou locais, situados nestas duas cidades, se eu e a maioria dos portugueses dificilmente lá passaremos diariamente? Que importância terá tudo isto para a generalidade dos portugueses?
Se o objectivo é informar sobre problemas de trânsito, porque não fazem então referência a problemas idênticos na Avenida Luísa Todi, em Setúbal; na Rotunda do Sá de Miranda, em Braga; na Praça da Sé, na Guarda; na Avenida Abade de Baçal, em Bragança ou na Avenida Carvalho Araújo, em Vila Real? Se uma rádio nacional terá ou teria de fazer eco do trânsito, faria todo o sentido que o fizesse a nível nacional ou não?
Com o canal público de televisão passa-se o mesmo, embora com outros contornos. Desde jovem que fui habituado a assistir em directo, ao desfile das marchas populares em Lisboa. Se é certo que os festejos do Santo António são sempre uma data importante, com direito a feriado e tudo, então e em Castelo Branco, Beja ou Faro também não haverá essas datas festivas locais, como sucede em Lisboa? E onde está a tal cobertura televisiva nacional?
Para quem não sabe, em Vila Real, o Santo António também é dia 13 de Junho e também há festejos! Eu sei que no Porto, em Braga e em Évora, o São João também se comemora anualmente, no dia 24 de Junho, com grande pompa e igualmente com direito a feriado! Acreditem que é verdade! E onde estão então essas tais transmissões?
Concordo que devemos divulgar a cultura portuguesa mas, devemos fazê-lo na sua plenitude e não usar de um certo “etnocentrismo alfacinha”. Por favor, não nos macem mais com essas noites longas de desfiles ou então, bailemos todos!...

segunda-feira, junho 12, 2006

A "carruagem da vaidade"!...

De repente, o meu país virou oásis! Nos tempos da ditadura fascista dizia-se que o Dr. Oliveira Salazar baseava a sua orientação política sob três premissas importantes a saber: Deus, Pátria e Família. Hoje, a esta trilogia, eu acrescentaria o Futebol!
Portugal é hoje um país mergulhado numa profunda crise económica, política e social, arrastando consigo imensas dificuldades. Mas, o que importa isto? O que interessa é viver o momento; é consumir aquilo que meia dúzia de interessados querem que consumamos. O deficit, os problemas sociais, os incêndios, a reforma da Administração Pública, as manifestações por melhores condições de vida, os insultos e as agressões nas escolas, tudo isto por estes dias, não interessa!
No passado domingo, senti-me um profundo idiota! Os três canais televisivos generalistas que existem em Portugal, em todos enfadava o mesmo assunto ao longo do dia: o jogo de futebol entre Portugal e Angola.
As televisões e os seus profissionais esgrimiam-se para dar o primeiro plano, para contar a melhor história, apresentar o melhor comentário e trazer a figura mais marcante e emblemática. Durante o dia todo assim foi, com directos e mais directos, bandeiras e mais bandeiras soltando “vivas” em todas as direcções.
Por momentos senti-me feliz, imaginado que finalmente, a tal época dos incêndios tinha desaparecido; o encerramento das maternidades já não era relevante; o líder da Al Qaeda no Iraque, Abu Musab al Zarqawi, já não é notícia e em Timor, a tal rebelião iniciada há dias, parou para que o jogo fosse transmitido! Para quem se lembra, isto fazia lembrar aquela paródia do Raul Solnado “à porta da guerra”!
Como apaixonado do desporto rei, também eu me senti “fulminado” por tão gigantesca promoção televisiva e há hora certa, lá estava eu, de olhos esbugalhados, a olhar o pequeno ecrã. Pacote de batata frita numa mão, o comando e uma "Bohemia" na outra, posicionava-me a preceito para saltar de alegria com os golos da minha selecção. Confesso cegamente que pensei que isso fosse acontecer, sobretudo porque o adversário a isso me levava a pensar!
Mas, à medida que o jogo ia decorrendo, a ânsia e a esperança iam-se dissipando, vendo alguns protagonistas, arrastarem a sua vaidosa vulgaridade em campo! Pensei para mim, será que não lhes deram as melhores condições de preparação? Será que o hotel de estágio não era sossegado? Será que lhes faltaram com alguma coisa?
Afinal… as minhas preocupações não passavam de um imaginário. Instalaram-se no melhor que havia, gastaram o mais que puderam, gozaram como e com quem quiseram e, no final, na hora de retribuírem com o seu esforço, acabam por dizer que “o mais importante eram os três pontos!”.
Não, para mim isso não é o mais importante. Para mim, é a espectacularidade que os leva a estar lá! Não é dizerem que foi um jogo de elevada dificuldade, porque isso já não pega! Será que Angola é um sério candidato ao título e eu não sei? Pelas palavras de alguns intervenientes proferidas no final do jogo, até parecia que tinham feito o jogo das suas vidas!
O que mais doeu foi a análise feita pelo senhor primeiro-ministro dizendo que tinha sido um “bom jogo”. Por estas palavras eu percebo então o que é um bom governo! Lá diz o ditado: “pela aragem se vê quem vai na carruagem!”...

terça-feira, junho 06, 2006

O "Ouro" de excepção!...

Portugal e a cultura lusófona estão mais pobres. No passado domingo os portugueses tiveram conhecimento da morte de Raul Indipwo, membro ainda sobrevivente de um dos seus maiores e mais carismáticos grupos musicais – os “Duo Ouro Negro”, pondo desta forma , um ponto final a décadas de glória e de sucesso.
Este duo angolano, formado em finais da década de cinquenta por Raul Indipwo e Milo MacMahon, começou por centrar todo o seu repertório no folclore angolano, abarcando desta forma várias etnias.
Um memorável espectáculo dado em Luanda dá-lhes o “passaporte” rumo à metrópole para actuarem no cinema Roma, em Lisboa e no Casino do Estoril. Estes bem sucedidos espectáculos catapulta-os para uma auspiciosa internacionalização, levando-os a actuar em países como Suíça, França, Finlândia, Suécia e Dinamarca, entre outros, dando música a muita gente.
Na capital francesa chegam a actuar no mítico Olímpia e no Alhambra, durante semanas, sempre ovacionados por uma numerosa plateia. Chegam a tocar também para os príncipies do Mónaco na Ópera de Monte Carlo.
Mais tarde, procuram novos destinos actuando na América do Sul e América do Norte, constituindo-se como um verdadeiro grupo cosmopolita. Na Argentina, Brasil, Estados Unidos, Canadá e Japão, as salas vibravam com as suas actuações. Foi assim que tornaram populares muitas das suas músicas: “Muxima”, “Maria Rita”, “Amanhã”, “Muamba, banana e cola” e “Vou Levar-te Comigo”.
Tocam em espectáculos, actuam em programas televisivos e, num momento único, fazem parte nas comemorações do 20º aniversário da UNICEF, num espectáculo transmitido de Paris para mais de 200 milhões de telespectadores, espalhados pelo mundo. Aqui atingem a sua verdadeira consagração.
Radicado definitivamente em Portugal, após a revolução de Abril de 1974, o “Duo Ouro Negro” apadrinhou com a sua música o regresso de muitos desalojados portugueses e africanos provenientes das antigas possessões portuguesas em África.
Por esta altura, com a reputação já granjeada, Raul Indipwo manifestava o seu desagrado com a realidade portuguesa. Dizia ele que “a verdade é que não há um sítio, uma casa de music-hall para cantarmos. A televisão contrata como vedetas cançonetistas que lá fora ficam num plano inferior a nós”, num claro apelo ao reconhecimento do grupo no panorama musical português.
Com a morte de Milo no final da década de oitenta, o duo termina, continuando Raul Indipwo com uma carreira musical a solo, intervalada com a pintura, organizando inúmeras exposições no seio da comunidade lusófona.
Recentemente, ao saber da morte de Raul Indipwo, o cantor Luis Represas adjectivou o emblemático grupo, portador de "…uma identidade musical fascinante e foi todo esse trabalho fascinante ao longo do tempo que eles fizeram e de trazer a cultura africana e angolana para Portugal, numa altura extremamente difícil, que os fizeram ficar na primeira fila", explicou.
Já o jornalista Baptista-Bastos recordou a pintura “nostálgica” de Raul Indipwo. “Era uma pintura da memória que simultaneamente tem a ver com a própria cultura africana, onde as coisas não surgem manicaísticamente”.
Com o desaparecimento desta incontornável figura, a lusofonia perde uma das suas mais conceituadas vozes e um dos seus grandes embaixadores. Ao Raul, o meu agradecimento!...

sexta-feira, junho 02, 2006

A "mulher de César"!...

Em Portugal realizam-se anualmente as já muito famosas “feiras do livro”, onde editoras e livreiros dão a conhecer as suas mais recentes obras, ajudados muitas vezes nestas exposições, pela presença de muitos escritores.
Na perspectiva da difusão da cultura, do conhecimento e daquilo que artisticamente se vai produzindo, estes certames afiguram-se como verdadeiras “montras” promocionais. No entanto, muitos responsáveis aproveitam a ocasião para daí retirarem outras ilações.
As feiras mais emblemáticas e badaladas são aquelas que se realizam nas duas maiores cidades do país – Porto e Lisboa, embora semelhantes eventos se façam à escala nacional. Assim, a generalidade da comunicação social portuguesa é convidada a fazer eco destes “mercados de cultura”, promovendo sempre estes eventos. São muitas vezes convidados a participar em programas televisivos e outros, inúmeros escritores, livreiros e mesmo responsáveis pelas editoras, dando a sua opinião sobre o estado da cultura em Portugal.
É por esta altura que lá vem outra vez a já velha e gasta tecla, onde se mostram estudos em que se diz que "Portugal é dos países da União Europeia com mais alta iliteracia", tentando chamar à atenção para a alteração dos hábitos de leitura dos portugueses. Dito assim, penso que dentro do universo daqueles que buscam o seu enriquecimento cultural permanente, não haverá ninguém que pense de forma contrária! Mas, então porque será que, ciclicamente, aproveitam este momento para atirarem sempre com aquela “farpa” já tão gasta?
Nestas feiras, na maioria dos casos, conseguem-se livros a preços bastante mais acessíveis. Muitos deles com uma redução que chega aos cinquenta por cento, o que é óptimo, na perspectiva de quem lê. Agora, se pensarmos um pouco, se os livreiros e as editoras, vendendo os livros com uma redução até aos tais cinquenta por cento, mesmo assim daí obtêm lucros, porque será que os livros, em condições normais são vendidos a preços tão elevados e exorbitantes?
Será que se quer combater a iliteracia, “obrigando” as pessoas a ler? Ou será que, se se baixassem os valores envolvidos na sua compra, a vontade nas leituras não se tornava por si só mais elevada? É por isto que às vezes o argumento usado não confere uma total veracidade da realidade.
A leitura não deve nunca ser uma obrigação. Deve sim ser um gosto, um estado de espírito, uma vontade. Mas, neste caso, só haverá vontade, se houver recursos! Quantas são as pessoas que não vão a bons restaurantes por falta de dinheiro, quedando-se pelos restaurantes medianos? Quantas pessoas comem em casa porque não têm dinheiro para ir a um qualquer restaurante? Com os livros passa-se o mesmo! Se os recursos escasseiam como poderemos ler se não temos capacidade aquisitiva?
Acho uma boa altura para os agentes envolvidos neste comércio definirem, de uma vez por todas, aquilo que pretendem para a sociedade onde se inserem: se continuar a chamar-lhes iletrados ou, se pelo contrário, abdicam dos chorudos dividendos que desses iletrados conseguem. À mulher de César não basta ser séria…tem de parecê-lo também!...