segunda-feira, outubro 10, 2005

As infracções do "papá"

Foi com incredulidade e estupefacção que tive conhecimento das declarações proferidas pelo Dr. Mário Soares, em plena assembleia de voto, apelando à decisão popular a favor do seu filho!
O “pai da democracia e da liberdade” em Portugal, como gosta de se intitular, ou pelo menos, como gosta que o intitulem, acabou por violar a lei eleitoral que há muito vigora no país. Ora, que eu saiba, influentes ou não, até para os pais existem regras e, se assim for, o “papá” Soares incorreu, entre outras punições, numa pena de prisão até seis meses, segundo informações postas a circular!
Que mau exemplo o “papá” deu, mesmo com o intuito de ajudar o seu filho!
Com que imagem dos seus “papás” terão ficado os muitos filhos espalhados por esse país fora?
E se Soares, contrariamente ao que usualmente apregoa, não fosse republicano? Talvez o sufrágio fosse desnecessário. A “linhagem” encarregar-se-ia de escolher o sucessor.
Ainda bem que assim não é, e nem todos os “papás” agem da mesma forma! A elevação não se ganha nem se perde com a idade. Ela nasce connosco; simplesmente “uns têm, outros… não”!

3 comentários:

Anónimo disse...

Este é um dos muitos lados negros da vida política portuguesa. Na verdade, os nossos políticos resultam do povo que os elege e como tal, não há muito por onde queixar. Gostava de deixar aqui um dos aspectos que mais me desagradou na recente campanha eleitoral: as visitas às feiras.
A economia portuguesa sofre de um enorme problema de falta de competitividade. Esta insuficiência manifesta-se em diversos domínios, mas há um que assume uma enorme importância: a falta de credibilidade das nossas empresas, quer se trate do não cumprimento dos prazos ou no desrespeito de outras normas contratuais. Mas há um aspecto que muito irrita os nossos clientes estrangeiros: é o roubo que fazemos de marcas de reconhecida notoriedade. Todos os anos a economia portuguesa sofre prejuízos imensos com a pirataria que fazemos a marcas consagradas. Basta ir a uma qualquer feira e torna-se difícil não encontrar qualquer marca de reconhecimento mundial. As feiras em Portugal, são o melhor repositório da vigarice nacional.
Perante este cenário, que vimos nós durante a campanha eleitoral? Uma escandalosa promiscuidade entre aqueles que deveriam ser os melhores, os “primus inter pares” e um grupo enorme de portugueses que fazem da batota o seu modo de vida. Onde se esperava um “sanitário” distanciamento, verifica-se uma escandalosa promiscuidade entre políticos e contrafactores.
Viva Portugal!

Anónimo disse...

Permitam-me que acrescente um outro sinal da hipocrisia dos políticos: alguém gosta de ser beijado por uma peixeira?

Anónimo disse...

Estimado "Anónimo":
Relativamente à sua pergunta, se alguém gosta de ser beijado por uma peixeira, eu responderei que talvez unicamente o peixeiro!