Muitas vezes, nas mais variadas latitudes acontecem fenómenos absolutamente devastadores e catastróficos que marcam os seus habitantes, não apenas naqueles momentos, antes sim, marcam para toda uma vida. Quem não se lembra dos vulcões, dos ciclones ou dos tremores de terra que ciclicamente nos atacam?
Por causa da dimensão e do alcance destas catástrofes, a solidariedade alarga-se à escala global, pois toda a ajuda é necessária e é sempre bem-vinda. Na nossa memória recente, encontra-se retida aquela imagem devastadora do “tsunami” que assolou a costa asiática, provocando centenas de milhar de mortos e desaparecidos, lançando o caos junto daquelas populações moribundas.
Num gesto sem precedentes, o mundo uniu-se movendo um espantoso programa de reconstrução e de auxílio às vítimas. Equipas de especialistas em saúde pública e em outras áreas reuniram-se e atiraram mãos à obra, no sentido de ajudar a sarar algumas feridas, auxiliando na reconstrução de estruturas, tornando-as novamente capazes para dar novo rumo às vidas daqueles que sofrem e choram os seus mortos.
Pelo que se vê, as catástrofes não escolhem lugar, dia nem hora. Há dias, um forte sismo, quase destruiu a velha cidade italiana de Aquilla, causando com a sua fúria cerca de trezentos mortos. A notícia correu mundo e, com certeza, não faltaram palavras e gestos de solidariedade para com tanta gente ferida. Foi confrangedor ver pessoas amontoadas em acampamentos improvisados, à procura de algo que fizesse inverter o sentido da vida.
Mas… apesar de estarmos a viver a época da ressurreição, onde os nossos corações ficam mais sensíveis, abertos e solidários, o chefe do governo italiano, Sílvio Berlusconi, dirigindo-se aos seus concidadãos de Aquilla, os aconselhou a “encarar aquela situação como um acampamento de fim-de-semana”. Para além do mau gosto evidenciado por este político, as vítimas mereciam um maior respeito e uma maior atenção e cuidado com as palavras proferidas.
Moribundos, famintos e destroçados pelo infortúnio de um momento, as vítimas dispensavam muito bem aquele tipo de tiradas, dignas de um governante sem escrúpulos, irresponsável, insensível e sem os princípios fundamentais que regem a conduta humana.
Num gesto sem precedentes, o mundo uniu-se movendo um espantoso programa de reconstrução e de auxílio às vítimas. Equipas de especialistas em saúde pública e em outras áreas reuniram-se e atiraram mãos à obra, no sentido de ajudar a sarar algumas feridas, auxiliando na reconstrução de estruturas, tornando-as novamente capazes para dar novo rumo às vidas daqueles que sofrem e choram os seus mortos.
Pelo que se vê, as catástrofes não escolhem lugar, dia nem hora. Há dias, um forte sismo, quase destruiu a velha cidade italiana de Aquilla, causando com a sua fúria cerca de trezentos mortos. A notícia correu mundo e, com certeza, não faltaram palavras e gestos de solidariedade para com tanta gente ferida. Foi confrangedor ver pessoas amontoadas em acampamentos improvisados, à procura de algo que fizesse inverter o sentido da vida.
Mas… apesar de estarmos a viver a época da ressurreição, onde os nossos corações ficam mais sensíveis, abertos e solidários, o chefe do governo italiano, Sílvio Berlusconi, dirigindo-se aos seus concidadãos de Aquilla, os aconselhou a “encarar aquela situação como um acampamento de fim-de-semana”. Para além do mau gosto evidenciado por este político, as vítimas mereciam um maior respeito e uma maior atenção e cuidado com as palavras proferidas.
Moribundos, famintos e destroçados pelo infortúnio de um momento, as vítimas dispensavam muito bem aquele tipo de tiradas, dignas de um governante sem escrúpulos, irresponsável, insensível e sem os princípios fundamentais que regem a conduta humana.