Em determinadas etapas da nossa vida, é comum, quando acabamos de chegar a um determinado lugar (profissional ou outro), passarmos por aquele ritual da praxe, cujo objectivo, é o da melhor inserção e introdução no meio onde acabamos de chegar.
Estes rituais são visíveis nos mais variados quadrantes, desde a entrada nos primeiros estudos, nas universidades, na tropa, nos mais variados locais de trabalho, enfim, num número incontável de situações e de casos.
Fiz a tropa em Santa Margarida e ainda hoje recordo com um sorriso nos lábios alguns momentos de praxe aí vividos. Como se tratava de um Campo Militar, onde os carros blindados faziam parte do nosso dia a dia, lembro-me, quando aí cheguei, de me terem levado dentro de um desses carros, completamente fechado, para um lugar bem longe do quartel. Pararam a marcha num descampado, deram-me um pedaço do rodado da viatura (vulgarmente conhecido por lagarta), dizendo-me que era uma bússola e que esta iria servir-me de orientação no meu regresso ao quartel.
Embora na altura tivesse ficado algo atrapalhado, pois nada conhecia do terreno, hoje, à distância, vejo aí um bom momento de praxe, sobretudo se atendermos ao enquadramento no mundo para onde eu acabava de entrar.
Como me lembro, quando a noite já ia “alta” de, frequentemente, ser posto a marchar na “parada”, vestindo como indumentária uma t’shirt, calções e as botas altas da tropa (imagine-se!), utilizando ao ombro a escova de dentes, em vez da célebre arma (G3)!
Dois momentos bem exemplificativos do quotidiano militar.
Como, por imperativos profissionais me encontro inserido num ambiente académico, há algumas semanas que me venho deparando com as ocorrências inerentes à praxe aqui vivida.
Por norma, como estamos inseridos num espaço onde se buscam o conhecimento, a sabedoria, a capacidade de melhor pensar e agir, a praxe académica deveria transbordar de criatividade, de elevação, de educação e, sobretudo, de uma aceitação dos valores de cada um. Ora, tudo isto, pelos vistos, anda completamente arredado neste “maravilhoso mundo” da academia. As “mais belas” letras das músicas do Quim Barreiros e os “slogans” das claques do futebol são quem mais ordena e repetidos vezes sem conta; o barulho ensurdecedor, a asneira e o palavrão são incutidos à força nas mentes dos caloiros. Que grande inserção! Quão ilustres são estes praxantes! E tem tudo a ver com a academia!
Não será fácil pois que, a reprodução em dose dupla ou tripla sejam o resultado futuro, ou seja, as gargantas que hoje se encontram caladas e envergonhadas, anseiem avidamente pela inversão dos papéis, desejando ardentemente, no futuro, pelo seu momento de glória. Que assim seja. Afinal, se a semente já não é boa, algum dia poderá dar bom fruto? Onde é que eu já vi isto!
Estes rituais são visíveis nos mais variados quadrantes, desde a entrada nos primeiros estudos, nas universidades, na tropa, nos mais variados locais de trabalho, enfim, num número incontável de situações e de casos.
Fiz a tropa em Santa Margarida e ainda hoje recordo com um sorriso nos lábios alguns momentos de praxe aí vividos. Como se tratava de um Campo Militar, onde os carros blindados faziam parte do nosso dia a dia, lembro-me, quando aí cheguei, de me terem levado dentro de um desses carros, completamente fechado, para um lugar bem longe do quartel. Pararam a marcha num descampado, deram-me um pedaço do rodado da viatura (vulgarmente conhecido por lagarta), dizendo-me que era uma bússola e que esta iria servir-me de orientação no meu regresso ao quartel.
Embora na altura tivesse ficado algo atrapalhado, pois nada conhecia do terreno, hoje, à distância, vejo aí um bom momento de praxe, sobretudo se atendermos ao enquadramento no mundo para onde eu acabava de entrar.
Como me lembro, quando a noite já ia “alta” de, frequentemente, ser posto a marchar na “parada”, vestindo como indumentária uma t’shirt, calções e as botas altas da tropa (imagine-se!), utilizando ao ombro a escova de dentes, em vez da célebre arma (G3)!
Dois momentos bem exemplificativos do quotidiano militar.
Como, por imperativos profissionais me encontro inserido num ambiente académico, há algumas semanas que me venho deparando com as ocorrências inerentes à praxe aqui vivida.
Por norma, como estamos inseridos num espaço onde se buscam o conhecimento, a sabedoria, a capacidade de melhor pensar e agir, a praxe académica deveria transbordar de criatividade, de elevação, de educação e, sobretudo, de uma aceitação dos valores de cada um. Ora, tudo isto, pelos vistos, anda completamente arredado neste “maravilhoso mundo” da academia. As “mais belas” letras das músicas do Quim Barreiros e os “slogans” das claques do futebol são quem mais ordena e repetidos vezes sem conta; o barulho ensurdecedor, a asneira e o palavrão são incutidos à força nas mentes dos caloiros. Que grande inserção! Quão ilustres são estes praxantes! E tem tudo a ver com a academia!
Não será fácil pois que, a reprodução em dose dupla ou tripla sejam o resultado futuro, ou seja, as gargantas que hoje se encontram caladas e envergonhadas, anseiem avidamente pela inversão dos papéis, desejando ardentemente, no futuro, pelo seu momento de glória. Que assim seja. Afinal, se a semente já não é boa, algum dia poderá dar bom fruto? Onde é que eu já vi isto!
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