Desde meados da década de oitenta que sou um utilizador assíduo do Itinerário Principal 4 (IP4), estrada que une as cidades de Amarante a Bragança.
Numa fase inicial da minha utilização, os percursos eram feitos através dos diversos transportes públicos oferecidos entre as cidades de Vila Real e a do Porto, cidade que adoptei para exercer a minha actividade profissional e, consequentemente, para viver.
À medida que os tempos foram avançando rumo a nova década, coisas houve que foram sofrendo algumas alterações: a construção faseada do IP4 foi-se concluindo, o automóvel particular passou a ser o meu meio de transporte utilizado e a minha cidade adoptiva passou a ser Braga, igualmente por imperativos profissionais. Como as coisas foram mudando!…
Com o avançar dos tempos, muitos automóveis se cruzaram nesta artéria, muitos quilómetros foram percorridos e, infelizmente, muitas pessoas aí perderam as suas vidas!
Já muito se falou sobre esse elevado número de mortos, já muito se escreveu também mas, pelo que continuo a ver, acho que continuamos sem nada fazer. Apenas meras modificações de cosmética que nada reflectem na inversão dos trágicos acontecimentos que atrás referi.
É um itinerário que conheço muito bem pelos laços que me unem a essa região (Vila Real). E é por este conhecimento que julgo ter que, quando ouço ou leio pessoas a dizerem que esta estrada é perigosa, eu discordo desta apreciação. É-o, em condições climatéricas adversas como quando há neve, nevoeiro, muita chuva, como acontece com outra qualquer via.
A meu ver, existem dois grandes causadores desses acidentes: por um lado, a impreparação e a irresponsabilidade de algumas pessoas que aí circulam, não respeitando os sinais de trânsito aí existentes, sobretudo linhas contínuas e sinais condicionadores de velocidade. Isto é gritante e é prática comum!
O outro causador tem a ver com a pedagogia utilizada pelas forças de segurança. Imaginavam estes responsáveis que, mudando alguma coisa no Código da Estrada, leia-se aumento das multas, o problema seria imediatamente resolvido! Que ideia franciscana esta! Deparo-me, muitas vezes, com patrulhas da Brigada de Trânsito, escondidas, a controlar a velocidade de cada um, com o objectivo único de, uns quilómetros mais à frente, saindo no seu encalço bem ao jeito daquela figura mítica do “Zé do Telhado”, extorquir o dinheiro correspondente à infracção cometida!
Ora a leitura lógica que daqui retiro é que, o objectivo primeiro é conseguir o dinheiro junto dos infractores. Não seria mais lógico e válido, nas zonas mais propícias a acidentes, instalarem sofisticados radares ou, caso optem por outra solução, colocar patrulhas a percorrer as tais zonas mais críticas, com alguma assiduidade e a uma velocidade constante, de forma a não haver exageros por parte dos infractores?
Pois é, só que, a ser assim, os cofres ficariam mais magros e os acidentes diminuiriam e, pelo que vejo, não será essa a solução ideal. Para alguns, claro!...
Numa fase inicial da minha utilização, os percursos eram feitos através dos diversos transportes públicos oferecidos entre as cidades de Vila Real e a do Porto, cidade que adoptei para exercer a minha actividade profissional e, consequentemente, para viver.
À medida que os tempos foram avançando rumo a nova década, coisas houve que foram sofrendo algumas alterações: a construção faseada do IP4 foi-se concluindo, o automóvel particular passou a ser o meu meio de transporte utilizado e a minha cidade adoptiva passou a ser Braga, igualmente por imperativos profissionais. Como as coisas foram mudando!…
Com o avançar dos tempos, muitos automóveis se cruzaram nesta artéria, muitos quilómetros foram percorridos e, infelizmente, muitas pessoas aí perderam as suas vidas!
Já muito se falou sobre esse elevado número de mortos, já muito se escreveu também mas, pelo que continuo a ver, acho que continuamos sem nada fazer. Apenas meras modificações de cosmética que nada reflectem na inversão dos trágicos acontecimentos que atrás referi.
É um itinerário que conheço muito bem pelos laços que me unem a essa região (Vila Real). E é por este conhecimento que julgo ter que, quando ouço ou leio pessoas a dizerem que esta estrada é perigosa, eu discordo desta apreciação. É-o, em condições climatéricas adversas como quando há neve, nevoeiro, muita chuva, como acontece com outra qualquer via.
A meu ver, existem dois grandes causadores desses acidentes: por um lado, a impreparação e a irresponsabilidade de algumas pessoas que aí circulam, não respeitando os sinais de trânsito aí existentes, sobretudo linhas contínuas e sinais condicionadores de velocidade. Isto é gritante e é prática comum!
O outro causador tem a ver com a pedagogia utilizada pelas forças de segurança. Imaginavam estes responsáveis que, mudando alguma coisa no Código da Estrada, leia-se aumento das multas, o problema seria imediatamente resolvido! Que ideia franciscana esta! Deparo-me, muitas vezes, com patrulhas da Brigada de Trânsito, escondidas, a controlar a velocidade de cada um, com o objectivo único de, uns quilómetros mais à frente, saindo no seu encalço bem ao jeito daquela figura mítica do “Zé do Telhado”, extorquir o dinheiro correspondente à infracção cometida!
Ora a leitura lógica que daqui retiro é que, o objectivo primeiro é conseguir o dinheiro junto dos infractores. Não seria mais lógico e válido, nas zonas mais propícias a acidentes, instalarem sofisticados radares ou, caso optem por outra solução, colocar patrulhas a percorrer as tais zonas mais críticas, com alguma assiduidade e a uma velocidade constante, de forma a não haver exageros por parte dos infractores?
Pois é, só que, a ser assim, os cofres ficariam mais magros e os acidentes diminuiriam e, pelo que vejo, não será essa a solução ideal. Para alguns, claro!...
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