Portugal e os portugueses vão ser chamados brevemente, por meio da consulta popular, a legitimar ou não a interrupção voluntária da gravidez (IVG), a partir das dez semanas de gestação, quando realizada em instituições de saúde pública, legalmente autorizadas.
A este propósito e sem querer tomar partido por esta ou aquela corrente, aos meus olhos já muita coisa se inventou, muitas opiniões se fabricaram e muitos argumentos se forjaram. Põe-se abusivamente de parte aquilo que é verdadeiramente essencial discutir, politizando e ofuscando o assunto, valendo-se para tal, de um incisivo papel retórico e persuasivo que apenas serve os interesses de algumas facções.
De um lado é notório o desconforto de alguns quando inquiridos a emitir a sua opinião. Outra facção, não olha a meios para atingir os fins, usando práticas onde tudo vale e de tudo se servem para as fundamentar. Usualmente servem-se de posições levianas, alicerçadas nas velhinhas e esquerdistas “cassetes falantes”, alegando como sempre, serem os singulares donos da verdade.
Portugal, há uns anos a esta parte, é um país que apresenta uma taxa de natalidade baixa, em que a pirâmide de idades exibe um aspecto nada jovem. Este sintoma leva a que a taxa de potenciais votantes, relativamente à população total seja elevada. Ao mesmo tempo, constata-se que a percentagem feminina é superior à masculina. Aproveitando estes indicadores, é legítimo concluir-se que mais de 50% da população votante pertence ao sexo feminino.
Não deixa de ser caricato que no referendo anterior, realizado em 1998 menos de 50% dos votantes tenha exercido o seu direito de cidadania! E não deixa de causar alguma perplexidade, o desfecho previsto para a taxa de adesão à consulta popular, a ocorrer em Fevereiro próximo.
É que, à luz da Constituição Portuguesa, se o número da adesão às urnas for inferior a 50%, a consulta popular não terá validade. Então, porque será que, como dizem, um assunto tão importante para as mulheres portuguesas que as faz sofrer tanto, que tão marginalizadas são com julgamentos aos “magotes”; elas próprias demonstrarem tão pouco interesse e vontade para dar um novo rumo a este “colossal flagelo” feminino?
É que, “nem tudo o que luz é ouro” e, quando assim é, nem sempre quem mais barulho faz consegue dar mostras de ser o verdadeiro detentor da tal racionalidade cartesiana. É chegado o momento de afirmar: “penso, logo resisto”!...
A este propósito e sem querer tomar partido por esta ou aquela corrente, aos meus olhos já muita coisa se inventou, muitas opiniões se fabricaram e muitos argumentos se forjaram. Põe-se abusivamente de parte aquilo que é verdadeiramente essencial discutir, politizando e ofuscando o assunto, valendo-se para tal, de um incisivo papel retórico e persuasivo que apenas serve os interesses de algumas facções.
De um lado é notório o desconforto de alguns quando inquiridos a emitir a sua opinião. Outra facção, não olha a meios para atingir os fins, usando práticas onde tudo vale e de tudo se servem para as fundamentar. Usualmente servem-se de posições levianas, alicerçadas nas velhinhas e esquerdistas “cassetes falantes”, alegando como sempre, serem os singulares donos da verdade.
Portugal, há uns anos a esta parte, é um país que apresenta uma taxa de natalidade baixa, em que a pirâmide de idades exibe um aspecto nada jovem. Este sintoma leva a que a taxa de potenciais votantes, relativamente à população total seja elevada. Ao mesmo tempo, constata-se que a percentagem feminina é superior à masculina. Aproveitando estes indicadores, é legítimo concluir-se que mais de 50% da população votante pertence ao sexo feminino.
Não deixa de ser caricato que no referendo anterior, realizado em 1998 menos de 50% dos votantes tenha exercido o seu direito de cidadania! E não deixa de causar alguma perplexidade, o desfecho previsto para a taxa de adesão à consulta popular, a ocorrer em Fevereiro próximo.
É que, à luz da Constituição Portuguesa, se o número da adesão às urnas for inferior a 50%, a consulta popular não terá validade. Então, porque será que, como dizem, um assunto tão importante para as mulheres portuguesas que as faz sofrer tanto, que tão marginalizadas são com julgamentos aos “magotes”; elas próprias demonstrarem tão pouco interesse e vontade para dar um novo rumo a este “colossal flagelo” feminino?
É que, “nem tudo o que luz é ouro” e, quando assim é, nem sempre quem mais barulho faz consegue dar mostras de ser o verdadeiro detentor da tal racionalidade cartesiana. É chegado o momento de afirmar: “penso, logo resisto”!...