“O pavão perdeu a pena”! Este bem poderia ser o mote utilizado na poesia trovadoresca, com aplicação numa qualquer cantiga de amigo ou de amor, à boa maneira provençal; canções que se revelaram muito úteis e marcantes nos vastos reportórios medievais.
Mas, afinal, o “trovador” deste blog, embora passe por uma fase de grandes movimentações profissionais, ainda não perdeu a pena, que é como quem diz, ainda não perdeu o gosto em “dar ao dedo”!
A generalidade das pessoas, nasce num espaço físico, onde nele se forma, evolui e se afeiçoa, aí adquirindo capacidades e afectos muitas vezes difíceis de superar. Frequentemente, é usual mudarmo-nos, sobretudo quando a nossa condição social ou o nosso estado civil são alterados. Mas há outras causas!
Na vida como na profissão: quantos de nós, em função de novos desafios que se afiguram; da renovada complexidade e exigência do dia a dia; do ajuste e da procura de melhores condições, nos propomos a mudar de espaço de trabalho, ou mesmo de profissão, movidos por esse tal anseio da realização ou estimulados por um melhor e mais eficaz desempenho?
Já por diversas vezes senti na pele mudanças a este nível: de cidade, de profissão, de casa (de estado civil ainda não!). Daí que hoje possa, neste campo, retirar algumas ilações. Contudo, mesmo depois de alguma experiência, não imaginava que os laços profissionais criados e as nossas práticas diárias ocupassem de uma forma tão vincada a nossa mente.
Há dias, mudei de instalações no meu local de trabalho. Embora as mudanças não tenham envolvido grandes distâncias, é notório agora, no novo gabinete, um ambiente e uma paisagem diferentes; o computador tem programas e ferramentas igualmente diferentes; o parque de estacionamento é outro; já não tenho disponível a amabilidade do António, que no bar, me preparava pela manhã, o meu pão com manteiga aquecido e o meu galão morno, como só ele sabia; é o restaurante que fica fora de mão, enfim… tanta coisa que muda e nós não nos apercebemos!
Mas, com todas estas mudanças, o teclado continua operacional e os dedos saltitam de tecla em tecla, na ânsia de melhor retratar e relatar as ocorrências do nosso quotidiano. E ainda bem que assim é! Citando uma ideia de Garrett expressa no livro “Viagens na minha terra”, continuarei por aqui a prometer que “de tudo quanto vir e ouvir, pensar e sentir, se há-de fazer crónica”.
Mas, afinal, o “trovador” deste blog, embora passe por uma fase de grandes movimentações profissionais, ainda não perdeu a pena, que é como quem diz, ainda não perdeu o gosto em “dar ao dedo”!
A generalidade das pessoas, nasce num espaço físico, onde nele se forma, evolui e se afeiçoa, aí adquirindo capacidades e afectos muitas vezes difíceis de superar. Frequentemente, é usual mudarmo-nos, sobretudo quando a nossa condição social ou o nosso estado civil são alterados. Mas há outras causas!
Na vida como na profissão: quantos de nós, em função de novos desafios que se afiguram; da renovada complexidade e exigência do dia a dia; do ajuste e da procura de melhores condições, nos propomos a mudar de espaço de trabalho, ou mesmo de profissão, movidos por esse tal anseio da realização ou estimulados por um melhor e mais eficaz desempenho?
Já por diversas vezes senti na pele mudanças a este nível: de cidade, de profissão, de casa (de estado civil ainda não!). Daí que hoje possa, neste campo, retirar algumas ilações. Contudo, mesmo depois de alguma experiência, não imaginava que os laços profissionais criados e as nossas práticas diárias ocupassem de uma forma tão vincada a nossa mente.
Há dias, mudei de instalações no meu local de trabalho. Embora as mudanças não tenham envolvido grandes distâncias, é notório agora, no novo gabinete, um ambiente e uma paisagem diferentes; o computador tem programas e ferramentas igualmente diferentes; o parque de estacionamento é outro; já não tenho disponível a amabilidade do António, que no bar, me preparava pela manhã, o meu pão com manteiga aquecido e o meu galão morno, como só ele sabia; é o restaurante que fica fora de mão, enfim… tanta coisa que muda e nós não nos apercebemos!
Mas, com todas estas mudanças, o teclado continua operacional e os dedos saltitam de tecla em tecla, na ânsia de melhor retratar e relatar as ocorrências do nosso quotidiano. E ainda bem que assim é! Citando uma ideia de Garrett expressa no livro “Viagens na minha terra”, continuarei por aqui a prometer que “de tudo quanto vir e ouvir, pensar e sentir, se há-de fazer crónica”.




