Encontro no exercício da escrita, uma oportunidade de raro prazer e, para além deste valioso sentimento, oferece-nos igualmente, aquela nobre possibilidade que dá pelo nome de partilha. Partilham-se conhecimentos, partilham-se ideologias, partilham-se momentos, partilham-se estados de alma… tantos campos de partilha que ela nos permite!
Com a chamada “aldeia global” pensada há já algumas décadas pelo sociólogo canadiano Marshall Mc Luhan e com a enraizada e já popular globalização, as sociedades contemporâneas foram procurando formas capazes de comunicar entre si de maneira mais estreita, passando muitos dos conteúdos da esfera estritamente individual para uma esfera colectiva, de acesso liberalizado e num contexto permanente.
Este fenómeno dos blogs é um desses verdadeiros exemplares que definem na perfeição o conceito de comunicação: “tornar comum”. Todavia, para tornar comum, é necessário conjugar a acção de três elementos considerados essenciais: um emissor, um receptor e um canal comunicativo.
Num blog é fácil de encontrar o emissor que, no fundo, é aquele que emite e aí coloca os seus “posts”. Também é fácil encontrar o canal comunicativo que é este omnipresente mundo da Internet. Todavia, em determinados espaços, sente-se uma presença muito deficitária de um receptor.
Quando me lancei nesta “jangada” ainda muito deficitária, navegando ao sabor das ondas e aproveitando os ventos favoráveis que sopravam, pensava eu ser fácil alimentar este espaço com reflexões, com críticas, com sugestões, com elogios ou com algo que retratasse um pouco o nosso quotidiano. Nunca pretendi transformar este espaço num lugar de frases feitas, de citações, de banalidades, ou no célebre “copy past”. Não! Sempre lhe quis dar um cunho muito pessoal, embora reconheça a dimensão de alguns textos.
Mas, com o andar do tempo, começo a sentir algum cansaço e começam a escassear temas suficientemente atractivos. Obviamente que não faltarão temas. Faltará sim energia, ânimo e entusiasmo para os continuar a retratar. Escrever é, de facto, um acto de muita solidão.
Depois, um escritor escreve os seus livros para que os leiam. Quando isto não acontece, a culpa não é com certeza do leitor! Antes sim do escritor que não foi suficientemente incisivo e atractivo naquilo que pretendeu transmitir. O mesmo se passa nos blogs ou pelo menos neste. Esperemos que o mês de Abril e o futuro sejam mais benévolos e que Março passe depressa. Talvez amanhã seja outro dia e eu continue a dizer “eu blogo, tu blogas, ele bloga” e não, “eu bloguei, tu blogaste, ele blogou”!...
Com a chamada “aldeia global” pensada há já algumas décadas pelo sociólogo canadiano Marshall Mc Luhan e com a enraizada e já popular globalização, as sociedades contemporâneas foram procurando formas capazes de comunicar entre si de maneira mais estreita, passando muitos dos conteúdos da esfera estritamente individual para uma esfera colectiva, de acesso liberalizado e num contexto permanente.
Este fenómeno dos blogs é um desses verdadeiros exemplares que definem na perfeição o conceito de comunicação: “tornar comum”. Todavia, para tornar comum, é necessário conjugar a acção de três elementos considerados essenciais: um emissor, um receptor e um canal comunicativo.
Num blog é fácil de encontrar o emissor que, no fundo, é aquele que emite e aí coloca os seus “posts”. Também é fácil encontrar o canal comunicativo que é este omnipresente mundo da Internet. Todavia, em determinados espaços, sente-se uma presença muito deficitária de um receptor.
Quando me lancei nesta “jangada” ainda muito deficitária, navegando ao sabor das ondas e aproveitando os ventos favoráveis que sopravam, pensava eu ser fácil alimentar este espaço com reflexões, com críticas, com sugestões, com elogios ou com algo que retratasse um pouco o nosso quotidiano. Nunca pretendi transformar este espaço num lugar de frases feitas, de citações, de banalidades, ou no célebre “copy past”. Não! Sempre lhe quis dar um cunho muito pessoal, embora reconheça a dimensão de alguns textos.
Mas, com o andar do tempo, começo a sentir algum cansaço e começam a escassear temas suficientemente atractivos. Obviamente que não faltarão temas. Faltará sim energia, ânimo e entusiasmo para os continuar a retratar. Escrever é, de facto, um acto de muita solidão.
Depois, um escritor escreve os seus livros para que os leiam. Quando isto não acontece, a culpa não é com certeza do leitor! Antes sim do escritor que não foi suficientemente incisivo e atractivo naquilo que pretendeu transmitir. O mesmo se passa nos blogs ou pelo menos neste. Esperemos que o mês de Abril e o futuro sejam mais benévolos e que Março passe depressa. Talvez amanhã seja outro dia e eu continue a dizer “eu blogo, tu blogas, ele bloga” e não, “eu bloguei, tu blogaste, ele blogou”!...