Fantástico e sem contestação! Esta é a adjectivação que me ocorre para descrever o maravilhoso jogo de futebol, disputado no Estádio do Dragão no passado sábado, entre o Porto e o Benfica. Não só pelo jogo, foi também pelo resultado que o Benfica obteve, sobretudo, porque há muito não conseguia aí um resultado vitorioso.
Como foi bonita aquela exibição; como foi lindo ver aquelas escassas “manchas” vermelhas a darem um “look” diferente ao espectáculo através do seu apoio!
Preferia aqui falar apenas desta exibição maravilhosa mas, infelizmente, outras incidências merecem igualmente destaque. Mais uma vez, em pleno século XXI, alguém denota não saber perder no momento de felicitar o adversário. Eu sei que não são todos uns “santinhos” mas aquela história dos petardos no hotel, a ameaça de bomba, o lançamento de cal hidráulica!... Imagine-se, lançar cal hidráulica para uma casa, filial do Benfica, só porque os adeptos deste clube se encontravam a festejar uma vitória!
Como foi bonita aquela exibição; como foi lindo ver aquelas escassas “manchas” vermelhas a darem um “look” diferente ao espectáculo através do seu apoio!
Preferia aqui falar apenas desta exibição maravilhosa mas, infelizmente, outras incidências merecem igualmente destaque. Mais uma vez, em pleno século XXI, alguém denota não saber perder no momento de felicitar o adversário. Eu sei que não são todos uns “santinhos” mas aquela história dos petardos no hotel, a ameaça de bomba, o lançamento de cal hidráulica!... Imagine-se, lançar cal hidráulica para uma casa, filial do Benfica, só porque os adeptos deste clube se encontravam a festejar uma vitória!
A avaliar por tudo isto, qualquer dia, quando me encontrar a festejar o meu aniversário ou qualquer outro acontecimento relevante em minha casa, terei de pensar duas vezes, não vão os meus vizinhos, com dor de cotovelo dos meus festejos, provocar algum rebentamento no interior do meu apartamento! Afinal, em que país vivemos?
Sempre ouvi dizer que, para bem falarmos, bem devemos saber ouvir. Agora apetece-me dizer que, para bem podermos ganhar, importa, acima de tudo, bem saber perder e, pelo que vi, não me parece que tal tenha acontecido.
Mas, voltando à estrondosa vitória, quando vi o senhor Co Adrianse na conferência de imprensa a falar, lembrei-me daquilo que um antigo presidente encarnado disse há alguns anos. Dizia ele que, a “nação benfiquista” era composta por cerca de seis milhões de portugueses! Muito se conjecturou, muito se questionou e escreveu sobre a veracidade ou não destes números. Mas, a avaliar pelas palavras proferidas pelo técnico portista, dizendo que os lenços brancos eram de adeptos benfiquistas, então estes não serão apenas seis milhões de portugueses, serão certamente mais alguns milhares, a fazer fé na quantidade de lenços acenados no Dragão!
Sempre ouvi dizer que, para bem falarmos, bem devemos saber ouvir. Agora apetece-me dizer que, para bem podermos ganhar, importa, acima de tudo, bem saber perder e, pelo que vi, não me parece que tal tenha acontecido.
Mas, voltando à estrondosa vitória, quando vi o senhor Co Adrianse na conferência de imprensa a falar, lembrei-me daquilo que um antigo presidente encarnado disse há alguns anos. Dizia ele que, a “nação benfiquista” era composta por cerca de seis milhões de portugueses! Muito se conjecturou, muito se questionou e escreveu sobre a veracidade ou não destes números. Mas, a avaliar pelas palavras proferidas pelo técnico portista, dizendo que os lenços brancos eram de adeptos benfiquistas, então estes não serão apenas seis milhões de portugueses, serão certamente mais alguns milhares, a fazer fé na quantidade de lenços acenados no Dragão!
Olhe que eram lenços, senhor Adrianse... eram lenços… e para si!
2 comentários:
Há mau perder e mau ganhar e ainda pior: há mau (con)viver. Não concordo nem me agradam as manipulações que se fazem para estimular o velho conceito de que no Porto só há violência e mau gosto. Gostaria apenas de recordar: o presidente do Benfica esteve no camarote presidencial sem qualquer incidente; a conferância de imprensa decorreu na maior normalidade sem nenhuns palhaços a interromperem de forma a impedir a liberdade de expressão; os portistas estiveram no estádio num comportamento irrepreensível, completamente boquiabertos e estupefactos com o aparato provocatório da chegada do benfica (bem ao estilo do nível cultural dos seus dirigentes).
E fico escandalizado com o nível dos benfiquistas que mesmo vitoriosos (merecidamente) ainda tiveram tempo e arte de destruir algumas estações de serviço (ou algo parecido) no regresso a lisboa. Se destacamos o mau perder de alguns energúmenos não podemos ser complacentes com o mau ganhar de outros, correndo o risco de, por omissão e parcialidade, protegermos e incentivarmos a violência.
Estimada Ana Rita: Concordo com muitas coisas que diz, inclusivé, se bem terá lido, a dada altura escrevo que "todos eles não são santos nenhuns".
Em relação ao presidente do Benfica ou do Porto ou outro qualquer, acho que o lugar deles é estar nos respectivos camarotes e sem quaisquer tipos de problemas, até aqui, não vejo nada excepcional, porque releva assim tanto a normalidade de sábado?
Nas conferências de imprensa acho que a normalidade deve imperar, sempre. E, permita-me que lhe diga que, as conferências de imprensa são para os verdadeiros intervenientes no espectáculo e não para os que querem protagonismo como aconteceu com o presidente do Porto e outros o ano passado na Luz. Nunca vi nunhum presidewnte irromper por um espaço dentro e interromper a cerimónia de entrega de um prémio que estava a ser feita. Convido-a a imaginar que, se tal se tivesse passado no estádio do Porto, o que aconteceria? Não sei se a menina se lembra de um tal guarda Abel, aquele que a todos colocava em sentido quando visitavam as velhas Antas, lembra? Pois é, a memória não pode nem deve ser curta.
Em relação ao aparato, quando surgem petardos num hotel, ameaças de bomba e coisas tais, quem será o cidadão que não se protege? E a história da cal é mesmo terceiro mundista, desculpe que lhe diga!
Se partiram estações de serviço, mais uma vez a minha teoria de que são todos iguais prevalece. Que o diga a estação de Aveiras e a da Mealhada, deve lembrar-se com certeza, com adeptos portistas!
Mas agradeço e respeito as suas opiniões.
Apenas para complementar, gostaria de lhe dizer que sou a favor de um completo desmenbramento de todas as claques organizadas para, de uma vez por todas, o futebol regressar ao "povo", às massas e não apenas para um conjunto de arruaceiros.
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