Descansem meus amigos e amigas, não estamos perante o “cardápio” de um qualquer restaurante tipicamente nortenho, nem é de culinária que vos quero falar. Li há dias, numa notícia publicada “on-line” no jornal “Público”, diário de referência e insuspeito, que um deputado do Partido Social Democrata, eleito pelo círculo do Porto, de nome Ricardo Almeida, já foi multado quase duas dezenas de vezes e todas elas, infracções relacionadas com trânsito automóvel. Todavia, apesar da gravidade cometida, quase todas foram já objecto de arquivamento ou haviam mesmo prescrito.
Dito isto assim, já dá para arrepiar, sobretudo sabendo-se que estamos em Portugal, num Estado de Direito, onde os cidadãos, “à priori”, deviam ter direitos e deveres semelhantes, para com a lei. Entretanto, o arrepio passa a “pele de galinha” quando tomo conhecimento de que o “deputado Fangio” (antigo campeão de Formula 1) foi interceptado na auto-estrada, junto à cidade de Coimbra, a circular a uma velocidade superior a 200 quilómetros por hora, imagine-se!
Como se tudo isto não bastasse, este “prevaricador profissional”, desculpem, deputado, redigiu um pedido ao Governo Civil de Coimbra, no sentido de lhe ser perdoada a apreensão da carta de condução. O mais caricato de tudo isto, ainda não foi contado! É que ele, sempre que era apanhado ao volante, fazia-se transportar em carros diferentes e todos eles registados em nomes de outras pessoas!
Entretanto, o “mago deputado”, quando se justificou aos jornalistas, afirmou-se surpreendido com o seu “historial” de transgressões, dizendo não se lembrar de tão elevado número! No entanto, reconheceu que “… às vezes ultrapasso os limites de velocidade, mas isso é porque sou um deputado que cumpre horários. Não sou como outros que não chegam a horas às reuniões…”. Será que isto não dá para rir? O que vale é que o Senhor Governador Civil de Coimbra deu a garantia de que “não perdoará multas a ninguém, independentemente do seu estatuto”.
Dito isto assim, já dá para arrepiar, sobretudo sabendo-se que estamos em Portugal, num Estado de Direito, onde os cidadãos, “à priori”, deviam ter direitos e deveres semelhantes, para com a lei. Entretanto, o arrepio passa a “pele de galinha” quando tomo conhecimento de que o “deputado Fangio” (antigo campeão de Formula 1) foi interceptado na auto-estrada, junto à cidade de Coimbra, a circular a uma velocidade superior a 200 quilómetros por hora, imagine-se!
Como se tudo isto não bastasse, este “prevaricador profissional”, desculpem, deputado, redigiu um pedido ao Governo Civil de Coimbra, no sentido de lhe ser perdoada a apreensão da carta de condução. O mais caricato de tudo isto, ainda não foi contado! É que ele, sempre que era apanhado ao volante, fazia-se transportar em carros diferentes e todos eles registados em nomes de outras pessoas!
Entretanto, o “mago deputado”, quando se justificou aos jornalistas, afirmou-se surpreendido com o seu “historial” de transgressões, dizendo não se lembrar de tão elevado número! No entanto, reconheceu que “… às vezes ultrapasso os limites de velocidade, mas isso é porque sou um deputado que cumpre horários. Não sou como outros que não chegam a horas às reuniões…”. Será que isto não dá para rir? O que vale é que o Senhor Governador Civil de Coimbra deu a garantia de que “não perdoará multas a ninguém, independentemente do seu estatuto”.
Confesso que se fosse eleitor do círculo do Porto e tivesse contribuído directamente para a eleição deste senhor (eu chamei-lhe senhor?), hoje sentir-me-ia verdadeiramente envergonhado e triste! Todavia, como mero cidadão português, sinto que o “Salão Nobre” do meu país, onde as leias são apresentadas, discutidas e aprovadas, devia ser composto por gente de trato igualmente nobre, exemplar, sério e honesto, e não estar a ser invadido por ácaros e parasitas deste tipo.
Nunca morri de amores por parasitas; aliás, sempre os combati como pude, mesmo em criança, quando me perseguiam na escola. Penso que nos dias de hoje, se o velhinho “quitoso” já não se mostrar eficiente e actual, usem outro! Talvez o mais adequado e nobre para este combate seja aquele ciclicamente disponível. Usa de uma eficácia rara e perfila-se como o mais elementar direito de cidadania – as eleições!
