Em finais de Junho de 1998, os portugueses foram “convidados” a pronunciarem-se sobre a sua concordância ou não com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez.
As várias facções políticas cá da “nossa praça” esgrimiram argumentos e contra argumentos, opiniões e mais sugestões e, aquilo que muitas pessoas acharam por bem foi não “passar cartão” a essas autenticas “campânulas falantes” que mais não faziam do que expressar não a sua posição pró ou anti aborto mas sim a sua posição a favor ou contra a Igreja Católica. Eu, por mim, prefiro discutir aquilo que é essencial, que é a causa, do que a consequência da causa.
Foi desolador ver como os nossos políticos não tiveram a capacidade argumentativa e apelativa para chamar às urnas um número suficientemente elevado de participantes para aquele referendo!
Esta não adesão, não me leva a concluir que o assunto em si se constitua como de menor importância; penso é que, os políticos não foram suficientemente audazes e com a capacidade de, em seu redor, conseguirem mover e congregar um número elevado de participantes, que respondessem ao apelo lançado para a solução desta causa.
Ao ver alguns políticos revoltados, dizendo que em Portugal ainda vigoram leis conotadas com a época Medieval soa-me a um certo surrealismo. Eles deveriam era preocupar-se em saber porque é que cerca de 68% dos eleitores lhes viraram as costas, tendo como consequência uma taxa de abstenção inimaginável!
Como é que, sendo um assunto de tamanha importância para o país, como muitos políticos apregoavam, foi possível somente cerca de 32% da população votante interessar-se por esta matéria, respondendo com a sua opinião?
Pois é, esta nossa classe política não devia abortar as verdadeiras e nobres causas em detrimento da sua incapacidade e dos seus interesses. Que se criem então políticas e leis justas para o aborto e que se abortem mas é alguns políticos!
As várias facções políticas cá da “nossa praça” esgrimiram argumentos e contra argumentos, opiniões e mais sugestões e, aquilo que muitas pessoas acharam por bem foi não “passar cartão” a essas autenticas “campânulas falantes” que mais não faziam do que expressar não a sua posição pró ou anti aborto mas sim a sua posição a favor ou contra a Igreja Católica. Eu, por mim, prefiro discutir aquilo que é essencial, que é a causa, do que a consequência da causa.
Foi desolador ver como os nossos políticos não tiveram a capacidade argumentativa e apelativa para chamar às urnas um número suficientemente elevado de participantes para aquele referendo!
Esta não adesão, não me leva a concluir que o assunto em si se constitua como de menor importância; penso é que, os políticos não foram suficientemente audazes e com a capacidade de, em seu redor, conseguirem mover e congregar um número elevado de participantes, que respondessem ao apelo lançado para a solução desta causa.
Ao ver alguns políticos revoltados, dizendo que em Portugal ainda vigoram leis conotadas com a época Medieval soa-me a um certo surrealismo. Eles deveriam era preocupar-se em saber porque é que cerca de 68% dos eleitores lhes viraram as costas, tendo como consequência uma taxa de abstenção inimaginável!
Como é que, sendo um assunto de tamanha importância para o país, como muitos políticos apregoavam, foi possível somente cerca de 32% da população votante interessar-se por esta matéria, respondendo com a sua opinião?
Pois é, esta nossa classe política não devia abortar as verdadeiras e nobres causas em detrimento da sua incapacidade e dos seus interesses. Que se criem então políticas e leis justas para o aborto e que se abortem mas é alguns políticos!
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