Hoje sou uma pessoa triste, amargurada e, sobretudo desapontada.
Há quase treze anos que exerço a minha actividade profissional na Função Pública. Durante este tempo, já me senti um privilegiado pelo lugar de trabalho que ocupo e que com capacidade conquistei, submetendo-me para isso a provas públicas de selecção, perante júris de inegável capacidade e insuspeitos.
Ao longo da minha curta carreira, sempre a ela dediquei tudo aquilo que sabia e de que era capaz. Confesso que muitas vezes me socorri da “universidade da vida” para, no meu local de trabalho, desenvolver projectos, ideias e novas pedagogias, capazes de projectar estes conteúdos numa melhor e mais eficaz resposta aos novos desafios que habitualmente se me colocam.
Pela resposta que me foi sendo dada durante estes anos, através da classificação de serviço elaborada pelas pessoas responsáveis, a minha dedicação, o meu empenho e o seu reconhecimento eram evidentes. Sempre obtive a máxima classificação de serviço – dez valores.
Ora, eu penso que esta mítica classificação na Função Pública, há muito que se vulgarizou, pois muitos eram os que ultimamente a obtinham! A partir de um dado momento, o tal “dez” passou, não a expressar a excelência e a invulgar capacidade de trabalho de cada um, antes sim, a estar ligado à vulgaridade, à inoperacionalidade de um sistema classificativo e a um Estado completamente desfasado e arredado da actual realidade. A "Res Publica" gera destas coisas!
Hoje recebi a minha classificação de serviço. Os números expressos ficaram muito aquém dos anos anteriores. Pela sua interpretação, concluí que andei quase treze anos enganado, sendo apenas mais um; ou então, que durante o ano de 2005 eu me “marimbei” positivamente para o meu trabalho.
Ao longo da minha curta carreira, sempre a ela dediquei tudo aquilo que sabia e de que era capaz. Confesso que muitas vezes me socorri da “universidade da vida” para, no meu local de trabalho, desenvolver projectos, ideias e novas pedagogias, capazes de projectar estes conteúdos numa melhor e mais eficaz resposta aos novos desafios que habitualmente se me colocam.
Pela resposta que me foi sendo dada durante estes anos, através da classificação de serviço elaborada pelas pessoas responsáveis, a minha dedicação, o meu empenho e o seu reconhecimento eram evidentes. Sempre obtive a máxima classificação de serviço – dez valores.
Ora, eu penso que esta mítica classificação na Função Pública, há muito que se vulgarizou, pois muitos eram os que ultimamente a obtinham! A partir de um dado momento, o tal “dez” passou, não a expressar a excelência e a invulgar capacidade de trabalho de cada um, antes sim, a estar ligado à vulgaridade, à inoperacionalidade de um sistema classificativo e a um Estado completamente desfasado e arredado da actual realidade. A "Res Publica" gera destas coisas!
Hoje recebi a minha classificação de serviço. Os números expressos ficaram muito aquém dos anos anteriores. Pela sua interpretação, concluí que andei quase treze anos enganado, sendo apenas mais um; ou então, que durante o ano de 2005 eu me “marimbei” positivamente para o meu trabalho.
Tentei fazer uma reflexão profunda e recordo que, se houve algum ano em que dei mais de mim, este foi um deles. Se houve algum ano em que mais me valorizei profissionalmente, adquirindo novas habilitações e participando em diversas acções de formação para as poder por em prática, este foi um deles. Ora, então porque é que a minha classificação de serviço terá ficado muito aquém do tal número mítico? Não sei, confesso que não sei.
Parece-me que a nova reforma na Administração Pública começa precisamente pela vulgarização dos seus quadros. Se até aqui eram todos bons e isso não podia ser, no entender da tutela, agora devem ser todos maus ou mais ou menos. Reformar, embora rime com vulgarizar, não são de todo sinónimos! E sabem quem foi o pai desta “brilhante” ideia? Bagão Félix! Há que dar então os parabéns a este senhor, que é um génio!
Bagão Félix impôs, eu repito, impôs que na Administração Pública apenas 5% dos seus funcionários poderiam ter a classificação de Excelente; 20% a classificação de Muito Bom; 40% de Bom e por aí abaixo. E o mais grave disto tudo é que, para se ser Excelente ou Muito Bom tem de haver uma justificação! Grande reforma senhor Félix, viva a mediocridade! Já viram se esta tipologia se aplicasse aos ministros, deputados, directores gerais e aos tais Félix que vagueiam pelos ministérios e por esse país fora?
O que vale é que não é por energúmenos como este cavalheiro que a minha atitude vai mudar. Dei e continuarei a dar tudo de mim para que consigamos ter uma Administração Pública moderna, capaz de levar por diante este país. Para isso, há que acabar com as “culturas promíscuas” onde o trigo dá suporte ao joio! Mondemos esta praga!
Pegando nas palavras de um ilustre economista, a “boa moeda” tem de dar cabo da “má moeda”. Para ter esta, prefiro andar com o porta-moedas vazio!
Parece-me que a nova reforma na Administração Pública começa precisamente pela vulgarização dos seus quadros. Se até aqui eram todos bons e isso não podia ser, no entender da tutela, agora devem ser todos maus ou mais ou menos. Reformar, embora rime com vulgarizar, não são de todo sinónimos! E sabem quem foi o pai desta “brilhante” ideia? Bagão Félix! Há que dar então os parabéns a este senhor, que é um génio!
Bagão Félix impôs, eu repito, impôs que na Administração Pública apenas 5% dos seus funcionários poderiam ter a classificação de Excelente; 20% a classificação de Muito Bom; 40% de Bom e por aí abaixo. E o mais grave disto tudo é que, para se ser Excelente ou Muito Bom tem de haver uma justificação! Grande reforma senhor Félix, viva a mediocridade! Já viram se esta tipologia se aplicasse aos ministros, deputados, directores gerais e aos tais Félix que vagueiam pelos ministérios e por esse país fora?
O que vale é que não é por energúmenos como este cavalheiro que a minha atitude vai mudar. Dei e continuarei a dar tudo de mim para que consigamos ter uma Administração Pública moderna, capaz de levar por diante este país. Para isso, há que acabar com as “culturas promíscuas” onde o trigo dá suporte ao joio! Mondemos esta praga!
Pegando nas palavras de um ilustre economista, a “boa moeda” tem de dar cabo da “má moeda”. Para ter esta, prefiro andar com o porta-moedas vazio!