A televisão tem este dom: o de proporcionar aos seus telespectadores um conjunto infindável de imagens das mais variadas proveniências e com os mais variados sentidos. Ora nos mostra imagens cobertas de uma grande emotividade, ora nos mostra imagens capazes de nos levar em longas viagens. Viagens anacrónicas, muitas vezes, onde nos vemos ou revemos como parte integrante de uma determinada situação.
Durante os anos setenta do passado século, a televisão pôs à nossa disposição séries que nos permitiram viagens alucinantes, rumo ao espaço, “fabricando” pessoas, envolvidas que estavam em verdadeiros cenários imaginativos, fazendo-se transportar em naves condizentes com essa mesma imaginação. Como era revolucionária na altura, toda aquela anacronia espacio-temporal personificada, por exemplo, na série “Espaço 1999”!
Se em relação ao futuro a criatividade e a imaginação imperaram, a televisão tem igualmente um papel preponderante na difusão de ideais, de culturas e de valores nos dias que correm. É comum, quando despertamos de manhã, após uma longa e agradável noite de sono, ficarmos a par daquilo que de mais relevante se passa em redor do planeta. São imagens de campanhas humanitárias, de acções políticas, de guerras, de discursos, de credos, de concertos, de pessoas ilustres, de cultura, enfim, a todas elas é dado ênfase, de forma a mantemo-nos informados e a partilhar muitos dos valores que nos são oferecidos.
Se o futuro e o presente são retratados, embora de forma diferente, ao passado também é dado relevo. Imagens que marcaram as sociedades actuais como os acontecimentos devastadores das duas guerras mundiais; os tratados de união entre povos, os movimentos de independência africanos, os maravilhosos testemunhos cinematográficos deixados por Charlie Chapelin, enfim, um número incontável de situações são apresentados.
Relativamente às imagens do passado, queria hoje relevar um programa difundido no passado sábado à noite, pela RTP, da autoria de Júlio Isidro, intitulado “Febre de Sábado – 25 anos”. Este extraordinário comunicador permitiu com este programa, uma maravilhosa viagem ao panorama musical do início dos anos oitenta, possibilitando o reviver de músicas há muito afastadas dos “tops” nacionais mas que, terão sido marcantes na vida dos portugueses. A tudo isto, associou-lhe uma peculiar originalidade: a de trazer ao palco alguns dos autores de então, cantando ao vivo!
Como foi lindo, lindo… recordar o “Perfume Patchouli” cantado pelo Grupo de Baile; “Chiclete”, dos Táxi; “Cavalos de Corrida”, dos UHF; “Chamem a Polícia”, dos Trabalhadores do Comércio ou “Ribeira” interpretado pelos Jafumega!
Como me deliciei ver e ouvir de novo aqueles que foram os grandes impulsionadores dos gostos musicais que percorrem o meu imaginário! Durante o programa, pensei para comigo: nos anos oitenta, cantava-se em português e não era necessária legislação especial para que as rádios passassem músicas “made in Portugal”! E porque seria? Será que, por essa altura o “bacalhau não precisava de alho”? Ou será que “elas gostavam de um abraço e de um beijinho e nós, pimba” também?
Pois é, utilizando aquela frase muito em voga na economia sobre a “boa e a má moeda”, também na música portuguesa esta máxima é aplicável. E é por isso que há músicas que perpassam de geração em geração e outras… essas, coitadas, estão destinadas ao seu eclipse! Por mim, preferia que a tal “boa moeda” continuasse em circulação por muitos e longos anos!
Durante os anos setenta do passado século, a televisão pôs à nossa disposição séries que nos permitiram viagens alucinantes, rumo ao espaço, “fabricando” pessoas, envolvidas que estavam em verdadeiros cenários imaginativos, fazendo-se transportar em naves condizentes com essa mesma imaginação. Como era revolucionária na altura, toda aquela anacronia espacio-temporal personificada, por exemplo, na série “Espaço 1999”!
Se em relação ao futuro a criatividade e a imaginação imperaram, a televisão tem igualmente um papel preponderante na difusão de ideais, de culturas e de valores nos dias que correm. É comum, quando despertamos de manhã, após uma longa e agradável noite de sono, ficarmos a par daquilo que de mais relevante se passa em redor do planeta. São imagens de campanhas humanitárias, de acções políticas, de guerras, de discursos, de credos, de concertos, de pessoas ilustres, de cultura, enfim, a todas elas é dado ênfase, de forma a mantemo-nos informados e a partilhar muitos dos valores que nos são oferecidos.
Se o futuro e o presente são retratados, embora de forma diferente, ao passado também é dado relevo. Imagens que marcaram as sociedades actuais como os acontecimentos devastadores das duas guerras mundiais; os tratados de união entre povos, os movimentos de independência africanos, os maravilhosos testemunhos cinematográficos deixados por Charlie Chapelin, enfim, um número incontável de situações são apresentados.
Relativamente às imagens do passado, queria hoje relevar um programa difundido no passado sábado à noite, pela RTP, da autoria de Júlio Isidro, intitulado “Febre de Sábado – 25 anos”. Este extraordinário comunicador permitiu com este programa, uma maravilhosa viagem ao panorama musical do início dos anos oitenta, possibilitando o reviver de músicas há muito afastadas dos “tops” nacionais mas que, terão sido marcantes na vida dos portugueses. A tudo isto, associou-lhe uma peculiar originalidade: a de trazer ao palco alguns dos autores de então, cantando ao vivo!
Como foi lindo, lindo… recordar o “Perfume Patchouli” cantado pelo Grupo de Baile; “Chiclete”, dos Táxi; “Cavalos de Corrida”, dos UHF; “Chamem a Polícia”, dos Trabalhadores do Comércio ou “Ribeira” interpretado pelos Jafumega!
Como me deliciei ver e ouvir de novo aqueles que foram os grandes impulsionadores dos gostos musicais que percorrem o meu imaginário! Durante o programa, pensei para comigo: nos anos oitenta, cantava-se em português e não era necessária legislação especial para que as rádios passassem músicas “made in Portugal”! E porque seria? Será que, por essa altura o “bacalhau não precisava de alho”? Ou será que “elas gostavam de um abraço e de um beijinho e nós, pimba” também?
Pois é, utilizando aquela frase muito em voga na economia sobre a “boa e a má moeda”, também na música portuguesa esta máxima é aplicável. E é por isso que há músicas que perpassam de geração em geração e outras… essas, coitadas, estão destinadas ao seu eclipse! Por mim, preferia que a tal “boa moeda” continuasse em circulação por muitos e longos anos!