Feito o rescaldo da noite eleitoral presidencial e, ao olhar os resultados, devemos daí retirar algumas ilações. Por um lado, os portugueses presentearam os candidatos com uma elevada abstenção, talvez como forma de contestarem a ausência de nível destes para com os aqueles. Por outro lado, quando alguns dos candidatos foram chamados a comentar os resultados obtidos, ficou bem provado porque é que o ensino da Matemática em Portugal anda pelas “ruas da amargura”. Um candidato da esquerda, obtendo qualquer coisa como 5,3% e perdendo 1% relativamente a anteriores eleições, teve a “lata” de dizer no seu discurso que nas forças de esquerda reinou a “unidade, convergência e a vitória”. Deve ter sido a brincar, mas eu prometo que ouvi bem!
Vindo da mesma ala política, um apoiante de um outro candidato que acabava de obter pouco mais de 14%, ex Comissário europeu, teve o “condão” de dizer uma verdadeira barbaridade: “Mário Soares não foi derrotado”. Ora, se em eleições há derrotas e vitórias… quem não perde, bem ao jeito de um qualquer “lapalissiano”, ganha! Então, Soares terá sido um grande vencedor! E sou eu governado por pessoas que fazem estas leituras políticas! Será que estou mesmo na Europa ou eu não entendo português?
Com estas palavras, associadas ao atropelo que o senhor Primeiro-ministro fez a um dos grandes vencedores da noite – Manuel Alegre, quando este falava para as câmaras de televisão, se explica tão elevada abstenção. Pensando bem, ela até terá sido escassa para um nível tão baixo demonstrado por alguns desses políticos. Afinal, não me arrependo de lhes ter virado as costas!
A noite eleitoral de ontem permitiu igualmente, para além do tal “passeio na avenida”, dado por Cavaco e Alegre, perceber que alguns candidatos terão, em futuras eleições, de disputar a liga dos últimos, uma vez que os resultados obtidos não corresponderam em nada ao enorme alarido que por aí fizeram. Só falta virem agora dizer que afinal, são os mais de 50% de portugueses que estão errados! Por outro lado, talvez a candidatura de Soares tenha que disputar a antiga “liguilha” para ver se se manterá entre os grandes. Esta candidatura fez-me lembrar aqueles clubes que lutam para serem campeões e acabam despromovidos!
O governo, esse é que terá de arrepiar caminho. A partir de hoje, terá que pensar melhor em ajudar os pacientes, comparticipando mais activamente em determinados medicamentos, como o “prozac”, o “bromalex” ou outros ansiolíticos. É que, pelos vistos, cerca de 14% dos portugueses vão deixar de “dormir descansados”. Coitados, e agora? Já não chegavam os problemas do dia a dia como o deficit, os aumentos dos produtos, vem agora aí o desassossego!
Finalmente, o que fica para a História é que Portugal tem um novo Presidente da República. A “jarra” do Palácio de Belém ficou novamente decorada e à primeira. Os problemas, esses, irão com toda a certeza continuar: os aumentos dos bens e impostos, os atropelos, os discursos inflamados, o “show off” e as tricas políticas continuarão a fazer parte do nosso quotidiano. Ah… e a fantochada também. Só espero que um dia permitam que eu vote, finalmente! Como escreveu um poeta brasileiro, aquando da sua estadia no exílio em Portugal, “essa terra tem palmeiras, onde canta o sabiá; as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”! Afinal, quem serão as tais aves?
Vindo da mesma ala política, um apoiante de um outro candidato que acabava de obter pouco mais de 14%, ex Comissário europeu, teve o “condão” de dizer uma verdadeira barbaridade: “Mário Soares não foi derrotado”. Ora, se em eleições há derrotas e vitórias… quem não perde, bem ao jeito de um qualquer “lapalissiano”, ganha! Então, Soares terá sido um grande vencedor! E sou eu governado por pessoas que fazem estas leituras políticas! Será que estou mesmo na Europa ou eu não entendo português?
Com estas palavras, associadas ao atropelo que o senhor Primeiro-ministro fez a um dos grandes vencedores da noite – Manuel Alegre, quando este falava para as câmaras de televisão, se explica tão elevada abstenção. Pensando bem, ela até terá sido escassa para um nível tão baixo demonstrado por alguns desses políticos. Afinal, não me arrependo de lhes ter virado as costas!
A noite eleitoral de ontem permitiu igualmente, para além do tal “passeio na avenida”, dado por Cavaco e Alegre, perceber que alguns candidatos terão, em futuras eleições, de disputar a liga dos últimos, uma vez que os resultados obtidos não corresponderam em nada ao enorme alarido que por aí fizeram. Só falta virem agora dizer que afinal, são os mais de 50% de portugueses que estão errados! Por outro lado, talvez a candidatura de Soares tenha que disputar a antiga “liguilha” para ver se se manterá entre os grandes. Esta candidatura fez-me lembrar aqueles clubes que lutam para serem campeões e acabam despromovidos!
O governo, esse é que terá de arrepiar caminho. A partir de hoje, terá que pensar melhor em ajudar os pacientes, comparticipando mais activamente em determinados medicamentos, como o “prozac”, o “bromalex” ou outros ansiolíticos. É que, pelos vistos, cerca de 14% dos portugueses vão deixar de “dormir descansados”. Coitados, e agora? Já não chegavam os problemas do dia a dia como o deficit, os aumentos dos produtos, vem agora aí o desassossego!
Finalmente, o que fica para a História é que Portugal tem um novo Presidente da República. A “jarra” do Palácio de Belém ficou novamente decorada e à primeira. Os problemas, esses, irão com toda a certeza continuar: os aumentos dos bens e impostos, os atropelos, os discursos inflamados, o “show off” e as tricas políticas continuarão a fazer parte do nosso quotidiano. Ah… e a fantochada também. Só espero que um dia permitam que eu vote, finalmente! Como escreveu um poeta brasileiro, aquando da sua estadia no exílio em Portugal, “essa terra tem palmeiras, onde canta o sabiá; as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”! Afinal, quem serão as tais aves?
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