O Ensino Superior em Portugal passa por momentos expectantes e de profundas mudanças. No seu horizonte perspectivam-se alterações estruturais importantes, quando nos vemos confrontados com a aplicação do promissor "Processo de Bolonha".
E o que é afinal o Processo de Bolonha? Nada ou pouco mais que isto, saberão muitos por esta altura! A informação fornecida pela tutela é escassa e, aqueles que tentam encontrar resposta para tão grande “empreendimento” esbarram quase sempre nas indefinições e indecisões das pessoas envolvidas. A única coisa que se vai sabendo é que o tempo urge, para que ele seja posto em prática!
Antes de mais, convém esclarecer sobre o que envolve este Processo? Em traços muito gerais, é uma mudança que visa uniformizar o Ensino Superior no espaço europeu, tornando o “Velho Continente” numa vasta área de ensino supranacional. Esta modalidade irá conseguir, de uma forma muito clara, uma grande mobilidade estudantil entre países e, ao mesmo tempo, permitir que as várias graduações obtidas, tenham a mesma validade, independentemente do país ou países aderentes onde os alunos se tenham graduado.
Tudo isto, dito desta forma, afigura-se-nos de um “trivialismo primário”. Todavia, a realidade estudantil dos diversos povos envolvidos não é assim tão uniforme, encontrando-se o ensino no vasto espaço europeu, a caminhar por vários e muito diferenciados caminhos.
Portugal, pelo atraso que sofreu relativamente a outros países, nomeadamente na segunda metade do século XIX e quase todo o século XX, sentirá hoje dificuldades acrescidas, quando chamado a ombrear com outras nações. Embora com a democratização do país, muita dessa distância tenha sido encurtada, há aspectos estruturais para os quais será ainda hoje muito arriscado caminhar lado a lado com alguns deles.
Mas, como dizia Fernando Pessoa, se “Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”, há que acreditar no esforço e na capacidade das pessoas envolvidas. Foi com uma Europa dilacerada, destruída e devastada por ódios profundos, que no pós-guerra terá sido possível a sua reconstrução, através da aplicação do famoso Plano Marshall. Mais tarde, mesmo com as evidentes assimetrias, foi igualmente possível a Robert Schuman (ministro francês e "pai" da unificação europeia – 1950), com um profundo sentido de união e de solidariedade, deitar “mãos à obra” na construção deste amplo espaço político, económico e social, perspectivando no seu horizonte, uma Europa unida, viva e organizada.
Se nas palavras de Schuman, esta união “…não se fará de um golpe, nem numa construção de conjunto: far-se-á por meio de realizações concretas…” então, há que empreender todos os esforços e tentar agarrar o “pelotão da frente” da educação! Com certeza que, para tão grande causa não faltarão “corredores” de fundo, de montanha ou mesmo “sprinters”. Por mim, preferia uma equipa organizada, onde o objectivo de todos fosse igual: o de chegar ao fim, se possível, com a camisola amarela! A ver vamos!
E o que é afinal o Processo de Bolonha? Nada ou pouco mais que isto, saberão muitos por esta altura! A informação fornecida pela tutela é escassa e, aqueles que tentam encontrar resposta para tão grande “empreendimento” esbarram quase sempre nas indefinições e indecisões das pessoas envolvidas. A única coisa que se vai sabendo é que o tempo urge, para que ele seja posto em prática!
Antes de mais, convém esclarecer sobre o que envolve este Processo? Em traços muito gerais, é uma mudança que visa uniformizar o Ensino Superior no espaço europeu, tornando o “Velho Continente” numa vasta área de ensino supranacional. Esta modalidade irá conseguir, de uma forma muito clara, uma grande mobilidade estudantil entre países e, ao mesmo tempo, permitir que as várias graduações obtidas, tenham a mesma validade, independentemente do país ou países aderentes onde os alunos se tenham graduado.
Tudo isto, dito desta forma, afigura-se-nos de um “trivialismo primário”. Todavia, a realidade estudantil dos diversos povos envolvidos não é assim tão uniforme, encontrando-se o ensino no vasto espaço europeu, a caminhar por vários e muito diferenciados caminhos.
Portugal, pelo atraso que sofreu relativamente a outros países, nomeadamente na segunda metade do século XIX e quase todo o século XX, sentirá hoje dificuldades acrescidas, quando chamado a ombrear com outras nações. Embora com a democratização do país, muita dessa distância tenha sido encurtada, há aspectos estruturais para os quais será ainda hoje muito arriscado caminhar lado a lado com alguns deles.
Mas, como dizia Fernando Pessoa, se “Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”, há que acreditar no esforço e na capacidade das pessoas envolvidas. Foi com uma Europa dilacerada, destruída e devastada por ódios profundos, que no pós-guerra terá sido possível a sua reconstrução, através da aplicação do famoso Plano Marshall. Mais tarde, mesmo com as evidentes assimetrias, foi igualmente possível a Robert Schuman (ministro francês e "pai" da unificação europeia – 1950), com um profundo sentido de união e de solidariedade, deitar “mãos à obra” na construção deste amplo espaço político, económico e social, perspectivando no seu horizonte, uma Europa unida, viva e organizada.
Se nas palavras de Schuman, esta união “…não se fará de um golpe, nem numa construção de conjunto: far-se-á por meio de realizações concretas…” então, há que empreender todos os esforços e tentar agarrar o “pelotão da frente” da educação! Com certeza que, para tão grande causa não faltarão “corredores” de fundo, de montanha ou mesmo “sprinters”. Por mim, preferia uma equipa organizada, onde o objectivo de todos fosse igual: o de chegar ao fim, se possível, com a camisola amarela! A ver vamos!
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