Em democracia, aquela máxima em que “o povo é quem mais ordena”, nem sempre é condizente com os anseios da generalidade das populações, pelo mais paradoxal que nos possa parecer. O povo, através do exercício do seu direito de cidadania, escolhe, de entre diversos candidatos a sufrágio, aquele ou aqueles em quem mais confia os seus próprios destinos. É certo que, por vezes, muitos destes candidatos maquinam ideologias e projectos através de um consertado, populista e demagógico discurso, induzindo as populações em erro.
O que se vinha a passar, nos últimos tempos, no Médio Oriente, sobre o relacionamento entre a Autoridade Palestiniana e Israel, fornecia-nos indicadores muito positivos, na busca da harmonia entre estes dois povos. Embora muito poucas pessoas acreditassem, estavam a ser dados passos largos e muito importantes, rumo a uma concórdia entre estes dois povos, há muito desavindos e de costas voltadas.
Não quero aqui colocar um tom de culpabilidade deste ou daquele lado. Por vezes, isso até nem é o mais importante. O que é verdadeiramente fundamental é a solução deste conflito ideológico e geracional, que tantas vidas já ceifou e que se arrasta há já muito tempo. Sempre defendi que, se a “troika” entre estes dois povos e a representação americana não funcionava, havia que arranjar outros interlocutores para mediarem este processo. Entretanto, Israel faz marcha-atrás, retirando-se dos colonatos ocupados e a Palestina, com o desaparecimento do seu carismático líder – Yasser Arafat, torna-se mais dialogante, permitindo negociações importantes, rumo a um efectivo processo de paz.
Perante estes dados, os últimos tempos indicavam-nos uma aproximação de ideias, um apaziguar de desavenças, provocando uma maior estabilidade. Com esta crescente normalidade, organizaram-se na Palestina eleições livres e, para espanto de muitos, “o povo ordenou” mesmo e decidiu dar o seu voto de confiança a um partido, considerado pelo mundo Ocidental como terrorista e fundamentalista – o Hamas.
Quantos de nós já ouvimos falar deste partido? E em que circunstâncias o conhecemos? Pois é, ele encontra-se associado a verdadeiras chacinas perpetradas em autocarros, em restaurantes e bares israelitas, matando centenas de pessoas inocentes, levando por diante um ideal de fanatismo religioso. Por outro lado, não se inibem de atacar importantes alvos onde permanecem cidadãos ou interesses ocidentais como foi o caso da bela estância balnear egípcia de Sharm-el-Sheik.
É certo que, nem sempre os dirigentes israelitas terão usado das estratégias mais condizentes e adequadas, atacando e assassinando líderes do Hamas, com sucedeu com o Sheik Yassim mas, com os passos ultimamente dados, esperava-se um desfecho diferente, para melhor.
Com os resultados eleitorais que se conhecem, os palestinianos deram uma vitória tão clara quanto inesperada do Hamas sobre o partido que há muito vinha conduzindo os destinos da Autoridade – a Fatah. Assim, os palestinianos escolheram um partido que não reconhece o Estado de Israel e, está-se mesmo a ver, o povo ordenou sim mas, com consequências imprevisíveis. Quem sabe, até desastrosas. Hamas ou Fatah, tanto faz, só espero que populismo e fanatismo não rimem com terrorismo e que as armas, essas sim, sejam silenciadas pela tão desejada paz!
O que se vinha a passar, nos últimos tempos, no Médio Oriente, sobre o relacionamento entre a Autoridade Palestiniana e Israel, fornecia-nos indicadores muito positivos, na busca da harmonia entre estes dois povos. Embora muito poucas pessoas acreditassem, estavam a ser dados passos largos e muito importantes, rumo a uma concórdia entre estes dois povos, há muito desavindos e de costas voltadas.
Não quero aqui colocar um tom de culpabilidade deste ou daquele lado. Por vezes, isso até nem é o mais importante. O que é verdadeiramente fundamental é a solução deste conflito ideológico e geracional, que tantas vidas já ceifou e que se arrasta há já muito tempo. Sempre defendi que, se a “troika” entre estes dois povos e a representação americana não funcionava, havia que arranjar outros interlocutores para mediarem este processo. Entretanto, Israel faz marcha-atrás, retirando-se dos colonatos ocupados e a Palestina, com o desaparecimento do seu carismático líder – Yasser Arafat, torna-se mais dialogante, permitindo negociações importantes, rumo a um efectivo processo de paz.
Perante estes dados, os últimos tempos indicavam-nos uma aproximação de ideias, um apaziguar de desavenças, provocando uma maior estabilidade. Com esta crescente normalidade, organizaram-se na Palestina eleições livres e, para espanto de muitos, “o povo ordenou” mesmo e decidiu dar o seu voto de confiança a um partido, considerado pelo mundo Ocidental como terrorista e fundamentalista – o Hamas.
Quantos de nós já ouvimos falar deste partido? E em que circunstâncias o conhecemos? Pois é, ele encontra-se associado a verdadeiras chacinas perpetradas em autocarros, em restaurantes e bares israelitas, matando centenas de pessoas inocentes, levando por diante um ideal de fanatismo religioso. Por outro lado, não se inibem de atacar importantes alvos onde permanecem cidadãos ou interesses ocidentais como foi o caso da bela estância balnear egípcia de Sharm-el-Sheik.
É certo que, nem sempre os dirigentes israelitas terão usado das estratégias mais condizentes e adequadas, atacando e assassinando líderes do Hamas, com sucedeu com o Sheik Yassim mas, com os passos ultimamente dados, esperava-se um desfecho diferente, para melhor.
Com os resultados eleitorais que se conhecem, os palestinianos deram uma vitória tão clara quanto inesperada do Hamas sobre o partido que há muito vinha conduzindo os destinos da Autoridade – a Fatah. Assim, os palestinianos escolheram um partido que não reconhece o Estado de Israel e, está-se mesmo a ver, o povo ordenou sim mas, com consequências imprevisíveis. Quem sabe, até desastrosas. Hamas ou Fatah, tanto faz, só espero que populismo e fanatismo não rimem com terrorismo e que as armas, essas sim, sejam silenciadas pela tão desejada paz!
1 comentário:
dfgdfghdhg
Enviar um comentário