Com o forte desenvolvimento e aplicação das novas tecnologias da comunicação, o Homem, hoje em dia, coloca ao seu dispor, imagens e ocorrências, captadas nos locais mais recônditos e impensados do planeta, mostrando casos e situações que jamais terão passado pela mente humana.
Este fim-de-semana foi visto na quase totalidade dos canais de televisão mundiais, imagens de horror, praticadas por soldados ingleses no Iraque, supostamente contra-atacando autóctones que protestavam com alguma veemência, chamando à atenção para que os seus anseios e pretensões fossem atendidos.
Ora, as imagens correram mundo; muitos olhares se debruçaram sobre elas, muitos dedos esbarraram nas teclas, muita tinta se verteu e muitas ideias se esgrimiram sobre tamanhas atrocidades.
Estas novas tecnologias são sempre muito bem vindas, sobretudo quando o seu objectivo é o de chamar a atenção da opinião pública mundial para tão hediondos comportamentos, nomeadamente quando praticados por aqueles que se intitulam defensores do “eixo do bem”. Até aqui, nada haverá a repudiar a não ser aqueles comportamentos verdadeiramente animalescos, praticados pelos tais “súbditos de Sua Majestade”.
Todavia, em todas as opiniões que vi expressas, não vi, em momento algum, uma chamada de atenção para o “timing” usado na difusão das imagens. Porque terá sido que, imagens registadas no ano de 2004, apenas agora foram difundidas? Atenção, estamos no ano da graça de 2006! Quem estará por detrás desta difusão ou confusão tardia? Será que o propósito foi mesmo o de informar, de chamar à atenção, ou o de deformar e deturpar a opinião pública?
Pelo que me apercebi, as imagens não terão sido recolhidas por um repórter de imagem ingénuo. Ora, se a pessoa que as recolheu ficou tão entusiasmada e, posteriormente, tão impressionada, porque não partiu então em direcção aos jovens espancados e os tentou libertar de tamanho pesadelo? Com tão nobre gesto, sempre seria agraciado por Sua Alteza Real! Porque exultava de tanta fúria e raiva? Afinal, pactuava com tudo aquilo!
À luz da tal “liberdade de expressão” tão em voga hoje em dia, sou livre de pensar que as imagens do espancamento daqueles jovens terão permitido o encaixe de largos milhares de libras, quer ao suposto “repórter”, quer ao sensacionalista tablóide inglês. E chamam a isto “liberdade de expressão”!
Não quero acreditar que haja alguém que ache que as guerras se fazem com palavras mansas e com regras. As guerras são apenas uma parte de tudo aquilo que este fim-de-semana todos vimos: atrocidades, mortes, sofrimento, devastação e loucura. Afinal, porque se terá dado tanta ênfase a este caso das imagens se, quando um qualquer suicida mata (eu disse mata) algumas centenas de indefesos e inocentes e pouco ou nada se diz? Já tudo é normal? Gostava sim que se apurassem, não só os prevaricadores destes espancamentos, bem como, os verdadeiros aproveitadores das desgraças de outrem. Caso contrário, no futuro, situações como estas acabarão vulgarizadas.
A quem terá interessado esta gigantesca divulgação, sobretudo nesta época tão conturbada entre os dois mundos: o muçulmano e o ocidental? Não quero acreditar que aconteceu como nos “cartoons” que foram publicados na Dinamarca em Setembro passado e, posteriormente, publicados num diário egípcio, imagine-se! No entanto, apenas agora, após a eleição do Hamas na Pelestina, é que foram retiradas ilações! Só espero que não voltem a pedir desculpa, dizendo novamente que as imagens, afinal eram falsas!
Este fim-de-semana foi visto na quase totalidade dos canais de televisão mundiais, imagens de horror, praticadas por soldados ingleses no Iraque, supostamente contra-atacando autóctones que protestavam com alguma veemência, chamando à atenção para que os seus anseios e pretensões fossem atendidos.
Ora, as imagens correram mundo; muitos olhares se debruçaram sobre elas, muitos dedos esbarraram nas teclas, muita tinta se verteu e muitas ideias se esgrimiram sobre tamanhas atrocidades.
Estas novas tecnologias são sempre muito bem vindas, sobretudo quando o seu objectivo é o de chamar a atenção da opinião pública mundial para tão hediondos comportamentos, nomeadamente quando praticados por aqueles que se intitulam defensores do “eixo do bem”. Até aqui, nada haverá a repudiar a não ser aqueles comportamentos verdadeiramente animalescos, praticados pelos tais “súbditos de Sua Majestade”.
Todavia, em todas as opiniões que vi expressas, não vi, em momento algum, uma chamada de atenção para o “timing” usado na difusão das imagens. Porque terá sido que, imagens registadas no ano de 2004, apenas agora foram difundidas? Atenção, estamos no ano da graça de 2006! Quem estará por detrás desta difusão ou confusão tardia? Será que o propósito foi mesmo o de informar, de chamar à atenção, ou o de deformar e deturpar a opinião pública?
Pelo que me apercebi, as imagens não terão sido recolhidas por um repórter de imagem ingénuo. Ora, se a pessoa que as recolheu ficou tão entusiasmada e, posteriormente, tão impressionada, porque não partiu então em direcção aos jovens espancados e os tentou libertar de tamanho pesadelo? Com tão nobre gesto, sempre seria agraciado por Sua Alteza Real! Porque exultava de tanta fúria e raiva? Afinal, pactuava com tudo aquilo!
À luz da tal “liberdade de expressão” tão em voga hoje em dia, sou livre de pensar que as imagens do espancamento daqueles jovens terão permitido o encaixe de largos milhares de libras, quer ao suposto “repórter”, quer ao sensacionalista tablóide inglês. E chamam a isto “liberdade de expressão”!
Não quero acreditar que haja alguém que ache que as guerras se fazem com palavras mansas e com regras. As guerras são apenas uma parte de tudo aquilo que este fim-de-semana todos vimos: atrocidades, mortes, sofrimento, devastação e loucura. Afinal, porque se terá dado tanta ênfase a este caso das imagens se, quando um qualquer suicida mata (eu disse mata) algumas centenas de indefesos e inocentes e pouco ou nada se diz? Já tudo é normal? Gostava sim que se apurassem, não só os prevaricadores destes espancamentos, bem como, os verdadeiros aproveitadores das desgraças de outrem. Caso contrário, no futuro, situações como estas acabarão vulgarizadas.
A quem terá interessado esta gigantesca divulgação, sobretudo nesta época tão conturbada entre os dois mundos: o muçulmano e o ocidental? Não quero acreditar que aconteceu como nos “cartoons” que foram publicados na Dinamarca em Setembro passado e, posteriormente, publicados num diário egípcio, imagine-se! No entanto, apenas agora, após a eleição do Hamas na Pelestina, é que foram retiradas ilações! Só espero que não voltem a pedir desculpa, dizendo novamente que as imagens, afinal eram falsas!
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