terça-feira, fevereiro 07, 2006

A impressão do "Impressionista"

Como pessoa interessada por assuntos que se relacionam com a História da Arte Moderna e Contemporânea, hoje decidi, num tributo a uma figura emblemática e inigualável da pintura impressionista europeia, escrever alguma coisa sobre ele.
O seu nome é Vincent Van Gogh, figura ilustre que nasceu no coração da Europa, na Holanda, em meados do século XIX, período áureo e próspero de um desenfreado crescimento económico e de fortes transformações sociais. É com este homem que nascem as bases da pintura do século XX.
Este holandês teve uma vida conturbada, com sucessivas doenças de foro mental que o levaram a uma morte precoce. Apesar de não ser propriamente um membro da Escola Impressionista, foi desta que Van Gogh retirou as suas maiores influências para a sua obra pós-impressionista, da qual terá sido o seu maior expoente, ao lado de artistas como Gauguin e Paul Cézanne.
A luz e o movimento, utilizando pinceladas soltas tornam-se o principal elemento da sua pintura, onde geralmente as telas eram pintadas ao ar livre para que ele, o pintor, pudesse sentir melhor as particularidades da natureza. Os quadros pintadas deviam ser o reflexo da primeira impressão do artista perante um cenário natural.
Apesar de todo o talento artístico reconhecido nos dias de hoje, Van Gogh não sentiu a fama nem a fortuna em vida. Este verdadeiro mago da pintura apenas chegou a vender um único quadro seu. Durante os seus 37 anos de vida, passou fome e frio, viveu em barracos e conheceu a pobreza absoluta. Foi quase sempre ignorado pela crítica e pela maior parte do mundo artístico. No entanto, terá vivido o suficiente para nos deixar importantes testemunhos vivos e marcantes da sua arte. Van Gogh apenas se tornou numa figura célebre e lhe foi reconhecido o seu génio após a sua morte. Hoje, os seus quadros encontram-se entre os mais caros e apetecidos do mundo. Se as 37 jovens primaveras deram tempo para tudo isto, o que não daria se a precocidade não o tivesse atingido?

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