Há pessoas que costumam comemorar as épocas festivas anuais debaixo de uma aura de grande emotividade e alegria. Para mim, enquanto criança, esse sentimento também prevalecia em cada período festivo que passava. Mas, à medida que nos tornamos adultos, muita coisa muda. E quando muda, nem sempre é pelas melhores formas.
Obviamente que o lado material da festa, quando somos crianças, tem um peso superior a qualquer um outro, com as tais prendinhas a sobreporem-se a outros sentimentos e valores. Todavia, à medida que nos vamos afastando da nossa “meninice”, vamo-nos apercebendo que a vida é composta por um conjunto de sentimentos que geram fortes laços de amor e de amizade.
A nossa vida tem um trajecto que é percorrido por ciclos, onde estes nem sempre são lineares e fáceis de ultrapassar. À vista desarmada, muitas vezes comparamos a nossa vida a um livro que, enquanto objecto de leitura, nos oferece múltiplas e variadas situações, onde nele nos deliciamos com as ideias e situações aí expressas. Contudo, após a sua leitura, embora o livro permaneça agradável e bonito, há que partir para novas leituras, mesmo que a anterior nos tenha ficado saudosamente retida na memória. Na nossa vida e nos laços de amor ou de amizade que nela criamos passa-se um bocadinho o mesmo.
É sobretudo pelas saudades e pelo sentir que a tal “leitura” terminou que hoje não consigo sentir os festejos anuais como em outros tempos. A festa do Natal e da Páscoa eram por assim dizer, o grande “concílio” da minha família. A mesa rodeava-se de gente, uma vez que o agregado familiar era numeroso. O repasto era a preceito e as conversas prolongavam-se infindavelmente. Falava-se da actualidade e dos projectos de cada um, mas no final, lá vinha o número mágico das anedotas e das brincadeiras.
Obviamente que ali o "todo familiar" era muito superior à soma das suas partes: o importante era a presença em conjunto de todos, sem excepção!
Hoje já não é assim. As tais festividades já não têm o encanto de outrora. Tudo porque, ao tal “todo” faltam-lhe agora dois elementos preponderantes: pai e irmã, inviabilizando assim estas reuniões. Não é que elas não se façam agora, mas a tal “névoa” de felicidade que invadia o meu coração tornou-se demasiado densa. Agora, ao mítico “livro que eu já li”, sinto que lhe faltam "duas maravilhosas páginas" que jamais poderei folhear. Que saudades da sua primeira leitura!...
Obviamente que o lado material da festa, quando somos crianças, tem um peso superior a qualquer um outro, com as tais prendinhas a sobreporem-se a outros sentimentos e valores. Todavia, à medida que nos vamos afastando da nossa “meninice”, vamo-nos apercebendo que a vida é composta por um conjunto de sentimentos que geram fortes laços de amor e de amizade.
A nossa vida tem um trajecto que é percorrido por ciclos, onde estes nem sempre são lineares e fáceis de ultrapassar. À vista desarmada, muitas vezes comparamos a nossa vida a um livro que, enquanto objecto de leitura, nos oferece múltiplas e variadas situações, onde nele nos deliciamos com as ideias e situações aí expressas. Contudo, após a sua leitura, embora o livro permaneça agradável e bonito, há que partir para novas leituras, mesmo que a anterior nos tenha ficado saudosamente retida na memória. Na nossa vida e nos laços de amor ou de amizade que nela criamos passa-se um bocadinho o mesmo.
É sobretudo pelas saudades e pelo sentir que a tal “leitura” terminou que hoje não consigo sentir os festejos anuais como em outros tempos. A festa do Natal e da Páscoa eram por assim dizer, o grande “concílio” da minha família. A mesa rodeava-se de gente, uma vez que o agregado familiar era numeroso. O repasto era a preceito e as conversas prolongavam-se infindavelmente. Falava-se da actualidade e dos projectos de cada um, mas no final, lá vinha o número mágico das anedotas e das brincadeiras.
Obviamente que ali o "todo familiar" era muito superior à soma das suas partes: o importante era a presença em conjunto de todos, sem excepção!
Hoje já não é assim. As tais festividades já não têm o encanto de outrora. Tudo porque, ao tal “todo” faltam-lhe agora dois elementos preponderantes: pai e irmã, inviabilizando assim estas reuniões. Não é que elas não se façam agora, mas a tal “névoa” de felicidade que invadia o meu coração tornou-se demasiado densa. Agora, ao mítico “livro que eu já li”, sinto que lhe faltam "duas maravilhosas páginas" que jamais poderei folhear. Que saudades da sua primeira leitura!...
Boa Páscoa para quem ainda não perdeu "páginas" ou, se as perdeu já, que se vá confortando com as que ainda lhe restam!...
2 comentários:
Olá Fernando!
Que melancolia!!
Realmente a nossa vida é um virar de páginas e algumas perdem-se irremediavelmente. Mas há tantos livros para ler! Escolhe um bem bonito.
Beijinhos
Inês
Olá Inês:
Há de facto, uma infinidade de livros capazes de nos despertarem curiosidade, pela sua beleza e/ou pelo seu encanto. Mas há sempre o livro da nossa vida. Esse sim, é insubstituível!
Acho que vou então seguir a tua sugestão de leitura. Tens assim algum em vista? :)
Beijinhos
Fernando
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