terça-feira, janeiro 16, 2007

As "sete maravilhas" portuguesas!...

O fenómeno televisivo tem destas coisas. Para além da dependência que provoca junto das pessoas, ele consegue congregar em seu redor, interesses muito variados, quer em formato informativo, lúdico ou de mero entretenimento.
Foi, valendo-se da sua imensa capacidade de difusão e de penetração junto dos vários públicos, que o canal público de televisão estimulou um programa sobre um conjunto de grandes e notáveis figuras portuguesas da nossa história.
Embora este programa não passe de um mero momento de entretenimento, ele consegue adicionar junto do seu público algo que as pessoas desconheciam. No fundo, é como que um “dois em um” num misto de passatempo informativo e cultural.
Correndo lado a lado e com objectivos muito parecidos, um conjunto de “notáveis” figuras públicas, provenientes dos mais variados quadrantes da sociedade reuniu-se, no sentido de conseguir, através de critérios preestabelecidos, chegar aos sete monumentos maravilha de Portugal.
A lista inicial apresentou-se composta por cerca de oitocentos exemplares da nossa cultura. Deste numeroso grupo foram escolhidos pela tal Comissão, setenta e sete monumentos.
Posteriormente, este “Conselho de Notáveis”, composto por arquitectos, historiadores, políticos, actores, sociólogos, engenheiros, empresários, gestores, artistas, jornalistas, economistas, cientistas, escritores, arqueólogos, professores, psicólogos, entre outros, escolheram os vinte e um monumentos finalistas. Foram escolhidos os castelos de Almourol, de Guimarães, de Marvão e de Óbidos; os conventos de Cristo em Tomar e o de Mafra; a Fortaleza de Sagres; a Fortificação de Monsaraz; as Igrejas de São Francisco e dos Clérigos no Porto; os mosteiros da Batalha, de Alcobaça e dos Jerónimos; o Paço Ducal de Vila Viçosa; a Universidade de Coimbra; os Palácios de Mateus, da Pena e de Queluz; as Ruínas de Conímbriga; o Templo Romano de Évora e, finalmente, a Torre de Belém.
Para quem se interessa pela nossa cultura deve ver nestes maravilhosos exemplares um misto de simbolismo, de arte, de beleza e de harmonia, representando na perfeição, estilos e correntes arquitectónicas, bem como o percurso deste rico caminho da nossa História.
É certo que corremos o risco de adicionar um certo bairrismo quando confrontados com a escolha. Todavia, depois de reunidas as muitas opções, as escolhas recairão, com certeza, sobre aquelas que mais se aproximam das verdadeiras maravilhas nacionais.
O narrador, por norma, nestas coisas não deve tomar partido por esta ou aquela opção. Hoje, apetece-me quebrar essa prática e apontar as minhas sete preferências. Desde logo, o castelo de Guimarães, pelo seu simbolismo e pela associação à fundação da nacionalidade. Depois, o convento de Cristo, em Tomar, os mosteiros da Batalha e dos Jerónimos e a torre de Belém, verdadeiros exemplares da expansão portuguesa e do rendilhado estilo manuelino.
Sob um outro olhar, pela encantadora envolvência e beleza, a minha sexta predilecção vai para o castelo de Almourol, um exemplar romântico próprio de um verdadeiro conto de fadas, situado no leito do rio Tejo.
Finalmente, rodeado por uma bela cidade património mundial, surge o majestoso templo romano de Diana em Évora, com as suas imponentes e bem definidas colunas coríntias.
É certo que uma escolha não deixa de ser uma opção coberta de grande subjectividade. Contudo, aqui, apenas quis expressar as minhas preferências, diante de tanta monumentalidade. Mas, que foi difícil, lá isso foi!...

Sem comentários: