Geograficamente, Portugal é um país pequeno, mas a sua exiguidade, esconde por vezes, uma pluralidade de práticas, de usos e de costumes desconhecidos da grande maioria da população portuguesa.
Por estes dias, a estação de televisão SIC, colocou no seu alinhamento informativo um documentário em jeito de pequenos fascículos, cujo tema central era a sobrevivência dos pastores da Serra da Estrela, intitulado “Ainda há pastores”.
Fernando Alves, jornalista de inegável talento e faculdades, deu voz a este magnífico trabalho da autoria de Jorge Pelicano, convidando-nos, de maneira sábia e harmoniosa, a entrar numa viagem às raízes e ao estilo de vida dos pastores, outrora muito falados e referência cultural desta região.
Mas, como uma imagem vale sempre mais que mil palavras, o autor socorre-se de um magnífico jogo de planos de imagem para nos traçar um retrato muito cuidado dos últimos e resistentes pastores.
Mostra-nos com detalhe a essência de cada um, com as suas “teimosas” e invulgares histórias de sobrevivência, inseridos que estão num habitat quase perdido, encurralado entre agrestes montanhas ventosas e frias.
Foi este estilo de vida que marcou os antepassados e é com ele que ainda hoje, alguns, teimosamente tentam levá-lo por diante, imbuídos num espírito de luta e de salvação de uma “arte” que os seus antecessores lhes legaram.
O autor faz-nos um retrato sobre os obstáculos com que estas pessoas se deparam na sua jornada diária. Mostra-nos um dia a dia calmo, penoso e de grande solidão. As tarefas são quase sempre as mesmas: cuidar e alimentar o gado e ordenhar os animais, daí resultando o leite tão necessário no fabrico do afamado “Queijo da Serra”.
Os penedos, recortados aqui e acolá por raios de sol, são muitas vezes mais acolhedores que as próprias habitações, invadidas por raios de sol que entram sorrateira e distraidamente no interior das casas. As noites são geladas, as casas não apresentam conforto e as fogueiras “lutam” arduamente para dominar o frio.
Acordados das “trevas”, Jorge Pelicano convida-nos a viajar por locais perdidos nas montanhas da Serra da Estrela. Debaixo de chuva, neve ou sol, descobre vivências variadas por entre os vales e o bálsamo das serranias. Durante os cinco anos que aí passou, testemunhou o chegar da luz eléctrica aos locais mais recônditos e remotos e assistiu ao crescimento das poucas crianças que por lá moravam. Muitas mutações e a todas se dedicou. No essencial, retratou uma realidade, porventura, em vias de extinção! Afinal, a televisão forma, deforma mas também informa, felizmente!...
Por estes dias, a estação de televisão SIC, colocou no seu alinhamento informativo um documentário em jeito de pequenos fascículos, cujo tema central era a sobrevivência dos pastores da Serra da Estrela, intitulado “Ainda há pastores”.
Fernando Alves, jornalista de inegável talento e faculdades, deu voz a este magnífico trabalho da autoria de Jorge Pelicano, convidando-nos, de maneira sábia e harmoniosa, a entrar numa viagem às raízes e ao estilo de vida dos pastores, outrora muito falados e referência cultural desta região.
Mas, como uma imagem vale sempre mais que mil palavras, o autor socorre-se de um magnífico jogo de planos de imagem para nos traçar um retrato muito cuidado dos últimos e resistentes pastores.
Mostra-nos com detalhe a essência de cada um, com as suas “teimosas” e invulgares histórias de sobrevivência, inseridos que estão num habitat quase perdido, encurralado entre agrestes montanhas ventosas e frias.
Foi este estilo de vida que marcou os antepassados e é com ele que ainda hoje, alguns, teimosamente tentam levá-lo por diante, imbuídos num espírito de luta e de salvação de uma “arte” que os seus antecessores lhes legaram.
O autor faz-nos um retrato sobre os obstáculos com que estas pessoas se deparam na sua jornada diária. Mostra-nos um dia a dia calmo, penoso e de grande solidão. As tarefas são quase sempre as mesmas: cuidar e alimentar o gado e ordenhar os animais, daí resultando o leite tão necessário no fabrico do afamado “Queijo da Serra”.
Os penedos, recortados aqui e acolá por raios de sol, são muitas vezes mais acolhedores que as próprias habitações, invadidas por raios de sol que entram sorrateira e distraidamente no interior das casas. As noites são geladas, as casas não apresentam conforto e as fogueiras “lutam” arduamente para dominar o frio.
Acordados das “trevas”, Jorge Pelicano convida-nos a viajar por locais perdidos nas montanhas da Serra da Estrela. Debaixo de chuva, neve ou sol, descobre vivências variadas por entre os vales e o bálsamo das serranias. Durante os cinco anos que aí passou, testemunhou o chegar da luz eléctrica aos locais mais recônditos e remotos e assistiu ao crescimento das poucas crianças que por lá moravam. Muitas mutações e a todas se dedicou. No essencial, retratou uma realidade, porventura, em vias de extinção! Afinal, a televisão forma, deforma mas também informa, felizmente!...
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