Mal vai um país quando o desejo de poder, o anseio por lugares decisórios e de destaque se sobrepõem às verdadeiras responsabilidades de cidadania e de representatividade. Mas, o que ainda é mais grave é quando se sobrepõem aos propósitos de um verdadeiro Estado democrático, que se quer igualmente de direito!
Em Portugal habita uma jovem democracia, como muitos apregoam. Todavia, este jovem e imperfeito sistema político, mesmo”verde” já mostra uma putrefacta fase “neo adolescente” empedernida numa viciação de práticas, compadrios e jogos de poder muito pouco saudáveis para tamanha “juventude”.
Afinal, parece que o rei vai nu. A “partidocracia” portuguesa, sobretudo nestes últimos dias, tem dado uma péssima imagem daquilo que preceituam as tradicionais e genuínas democracias modelo! Inquieta-me que no seio dos partidos políticos, o desejo pelo poder seja desmedido, existindo com frequência atropelos às regras de boa conduta (eu falei em boa conduta!) dignas de um verdadeiro Estado “terceiromundista”.
Afinal comparamo-nos com o resto da Europa para umas coisas e depois, na prática, comportamo-nos como um qualquer despótico Estado africano? Pegando numa ideia deixada por Eça nos “Maias”, somos todos realistas mas, no fundo, não passamos de românticos!
É confrangedor ver partidos a auto intitularem-se de garantes da democracia representativa, comportando-se como autênticas sanguessugas, espalhando aqui e acolá os seus vermes como forma de tentaculizar o poder, bem ao jeito do “rei leão” na sua extensa savana.
Como pode o Partido Social Democrata, partido com largos pergaminhos na política nacional, partido de poder e há muito a maior voz da oposição, a propósito de uma normal eleição do seu líder, arranjar tantos problemas como aqueles que têm vindo a público?
Como poderei eu confiar nestes ditos representantes se nem os seus próprios pares neles confiam? O que pensarei eu sabendo que há mortos a votar; que quem não paga as quotas também vota ou então, num arranjinho de última hora, o empresário lá do sítio, a troco de futuros favorecimentos, paga na mesma caixa Multibanco, as quotas de dezenas de “figurantes”? É isto a representatividade?
Como é que sendo um partido à escala nacional tem nichos diferenciados de comportamentos e de benesses? É que, a haver regras, elas devem ser aplicadas em todo o seu universo!
Abomino este “peditório” para o qual nunca contribuí. Tenho ouvido nos últimos dias falar de seriedade, elevação e competência. Parece-me um verdadeiro atropelo às qualidades humanas quando se apela a estes nobres valores, mesmo sabendo de antemão que são meras figuras retóricas para quem as profere. Haja decência e tino na língua. Ou então, façam-me um favor: vão-se embora, por amor de Deus!... Acreditem que no final, eu rezo pela vossa alma!
Em Portugal habita uma jovem democracia, como muitos apregoam. Todavia, este jovem e imperfeito sistema político, mesmo”verde” já mostra uma putrefacta fase “neo adolescente” empedernida numa viciação de práticas, compadrios e jogos de poder muito pouco saudáveis para tamanha “juventude”.
Afinal, parece que o rei vai nu. A “partidocracia” portuguesa, sobretudo nestes últimos dias, tem dado uma péssima imagem daquilo que preceituam as tradicionais e genuínas democracias modelo! Inquieta-me que no seio dos partidos políticos, o desejo pelo poder seja desmedido, existindo com frequência atropelos às regras de boa conduta (eu falei em boa conduta!) dignas de um verdadeiro Estado “terceiromundista”.
Afinal comparamo-nos com o resto da Europa para umas coisas e depois, na prática, comportamo-nos como um qualquer despótico Estado africano? Pegando numa ideia deixada por Eça nos “Maias”, somos todos realistas mas, no fundo, não passamos de românticos!
É confrangedor ver partidos a auto intitularem-se de garantes da democracia representativa, comportando-se como autênticas sanguessugas, espalhando aqui e acolá os seus vermes como forma de tentaculizar o poder, bem ao jeito do “rei leão” na sua extensa savana.
Como pode o Partido Social Democrata, partido com largos pergaminhos na política nacional, partido de poder e há muito a maior voz da oposição, a propósito de uma normal eleição do seu líder, arranjar tantos problemas como aqueles que têm vindo a público?
Como poderei eu confiar nestes ditos representantes se nem os seus próprios pares neles confiam? O que pensarei eu sabendo que há mortos a votar; que quem não paga as quotas também vota ou então, num arranjinho de última hora, o empresário lá do sítio, a troco de futuros favorecimentos, paga na mesma caixa Multibanco, as quotas de dezenas de “figurantes”? É isto a representatividade?
Como é que sendo um partido à escala nacional tem nichos diferenciados de comportamentos e de benesses? É que, a haver regras, elas devem ser aplicadas em todo o seu universo!
Abomino este “peditório” para o qual nunca contribuí. Tenho ouvido nos últimos dias falar de seriedade, elevação e competência. Parece-me um verdadeiro atropelo às qualidades humanas quando se apela a estes nobres valores, mesmo sabendo de antemão que são meras figuras retóricas para quem as profere. Haja decência e tino na língua. Ou então, façam-me um favor: vão-se embora, por amor de Deus!... Acreditem que no final, eu rezo pela vossa alma!
1 comentário:
Citando uma notícia publicada no Jornal "Correio da Manhã" do dia 27.9.07, sob título ÍNDIOS TAMBÉM VOTAM, diz-se o seguinte: "...a polémica com as quotas continua a aquecer o partido. Luís Filipe Menezes denunciou ontem um escândalo: Em 24 horas, passam de 80 para 1200 militantes [emigrantes] com quotas pagas. Uma recôndita cidade da Amazónia que nunca ninguém ouviu falar tem 200 militantes do PSD. Devem ser os índios yanomani, com certeza...", refere Menezes.
Grande e cosmopolita esta representatividade, digo eu!...
Fernando
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