Por norma, não costumo acreditar muito em génios mas, com o desenrolar de alguns acontecimentos, acabo por embarcar na “adoração” ou no endeusamento de alguns personagens que povoam o meu imaginário. Embora esta frenética admiração não surja com a mesma assiduidade com que se muda de camisa ela, por vezes, acaba por entusiasmar alguns dos meus momentos.
Sou um apaixonado pelas corridas de automóveis da Fórmula 1. Desde cedo que o início dos meus Domingos à tarde era preenchido olhando o pequeno ecrã a assistir a Grandes Prémios. Personagens como Mário Andretti, Niki Lauda, Nigel Mansel, Nelson Piquet ou Alain Prost eram nomes que me soavam com frequência ao ouvido.
Todavia, havia um que, pela sua irreverência, pelo seu leal comportamento em pista e sobretudo pela simpatia que semeava junto do público, se demarcava dos demais. Foi por todas estas qualidades que o malogrado brasileiro Ayrton Senna conquistou um lugar de grande destaque na minha preferência. Como diria um conceituado jornal da época, Ayrton Senna tudo vencia, só não conseguiu vencer a morte!
Passado o luto criado com o seu desaparecimento, esta longa década da Formula 1 não me conseguiu oferecer um novo ídolo, capaz de preencher este meu vazio competitivo, muito embora, pelo meio tivesse aparecido um Michael Schumacher, que, apesar da sua valia e dos resultados obtidos, muito deixava a desejar na lealdade e na simpatia presentes no seu comportamento junto dos companheiros de profissão.
Finalmente, parece surgir na presente temporada uma figura que, perante a aplicação que tem demonstrado na pista, se encontra à altura de um dos grandes, predestinando-se-lhe um futuro risonho, apesar da sua juventude. O seu nome é Lewis Hamilton e compete na McLaren.
Proveniente de uma família de alguns parcos recursos, este jovem britânico, um verdadeiro desconhecido no círculo da Formula 1, tem dado cartas nos grandes palcos por onde se tem passeado. Num total de sete corridas, soma já um número considerável de pontos que o catapultam para o topo da classificação geral, à frente do bicampeão espanhol, Fernando Alonso.
Quem é apaixonado por este desporto, só pode vibrar com as corridas imaculadas que este “rookie” vem proporcionado. Trata-se de um condutor inteligente, calculista e sempre veloz aquele que “desaparece” ao longo das pistas da Fórmula 1!
Quem assistiu neste Domingo ao Grande Prémio, no circuito oval de Indianápolis, nos Estados Unidos, viu uma corrida serena, sem erros e muito, muito veloz, demasiado perfeita para um “miúdo” de 22 aninhos. No final, foi lindo vê-lo dedicar a vitória a quem outrora, mais terá contribuído para ela – o seu pai.
Mas, nem tudo parece ser perfeito. No rescaldo, lá vêm os vários media rematar com títulos, revelando que “é o primeiro negro a vencer no círculo da Fórmula 1”, em vez de enaltecerem as inigualáveis qualidades do jovem britânico. Afinal, com títulos destes e com a mediatização que este desporto oferece, parece-me que não precisamos de mais lutas anti-racismo!...
Sou um apaixonado pelas corridas de automóveis da Fórmula 1. Desde cedo que o início dos meus Domingos à tarde era preenchido olhando o pequeno ecrã a assistir a Grandes Prémios. Personagens como Mário Andretti, Niki Lauda, Nigel Mansel, Nelson Piquet ou Alain Prost eram nomes que me soavam com frequência ao ouvido.
Todavia, havia um que, pela sua irreverência, pelo seu leal comportamento em pista e sobretudo pela simpatia que semeava junto do público, se demarcava dos demais. Foi por todas estas qualidades que o malogrado brasileiro Ayrton Senna conquistou um lugar de grande destaque na minha preferência. Como diria um conceituado jornal da época, Ayrton Senna tudo vencia, só não conseguiu vencer a morte!
Passado o luto criado com o seu desaparecimento, esta longa década da Formula 1 não me conseguiu oferecer um novo ídolo, capaz de preencher este meu vazio competitivo, muito embora, pelo meio tivesse aparecido um Michael Schumacher, que, apesar da sua valia e dos resultados obtidos, muito deixava a desejar na lealdade e na simpatia presentes no seu comportamento junto dos companheiros de profissão.
Finalmente, parece surgir na presente temporada uma figura que, perante a aplicação que tem demonstrado na pista, se encontra à altura de um dos grandes, predestinando-se-lhe um futuro risonho, apesar da sua juventude. O seu nome é Lewis Hamilton e compete na McLaren.
Proveniente de uma família de alguns parcos recursos, este jovem britânico, um verdadeiro desconhecido no círculo da Formula 1, tem dado cartas nos grandes palcos por onde se tem passeado. Num total de sete corridas, soma já um número considerável de pontos que o catapultam para o topo da classificação geral, à frente do bicampeão espanhol, Fernando Alonso.
Quem é apaixonado por este desporto, só pode vibrar com as corridas imaculadas que este “rookie” vem proporcionado. Trata-se de um condutor inteligente, calculista e sempre veloz aquele que “desaparece” ao longo das pistas da Fórmula 1!
Quem assistiu neste Domingo ao Grande Prémio, no circuito oval de Indianápolis, nos Estados Unidos, viu uma corrida serena, sem erros e muito, muito veloz, demasiado perfeita para um “miúdo” de 22 aninhos. No final, foi lindo vê-lo dedicar a vitória a quem outrora, mais terá contribuído para ela – o seu pai.
Mas, nem tudo parece ser perfeito. No rescaldo, lá vêm os vários media rematar com títulos, revelando que “é o primeiro negro a vencer no círculo da Fórmula 1”, em vez de enaltecerem as inigualáveis qualidades do jovem britânico. Afinal, com títulos destes e com a mediatização que este desporto oferece, parece-me que não precisamos de mais lutas anti-racismo!...
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