No final do século XIX, o escritor Eça de Queirós descrevia-nos com grande detalhe e com uma invulgar habilidade, pormenores relativos a práticas culturais trazidas de Inglaterra e introduzidas na cultura do nosso país. No livro “Os Maias”, entre outros variados enredos, Eça descreve-nos com a mestria que lhe é reconhecida, uma aristocracia portuguesa, engalanada a preceito para assistir às famosas corridas de cavalos.
Na perspectiva de Eça, as pessoas ataviadas com vestes muito “chic”, personificavam na perfeição as práticas trazidas da “Velha Albion”. Todavia, não deixava de empregar uma feroz crítica à forma degradante como as corridas terminavam. Ao contrário de Inglaterra, país que ostentava uma verdadeira cultura desportiva, onde imperavam valores morais e sociais bem vincados, em Portugal, quando as coisas não corriam de feição, toca logo a armar confusão, a guerrear uns com os outros e a não acatar as regras da cordialidade, como requer uma sociedade culta e civilizada, terminando este entretenimento quase sempre em escaramuças e pancadaria.
Hoje, apetece-me fazer um contraponto entre o que se passa nos estádios de futebol em Inglaterra, pátria do futebol, onde as pessoas se deliciam assistindo a verdadeiros espectáculos dentro do mesmo espectáculo e o que se passa em Portugal com este miserável comportamento degradante que alguns adeptos manifestam nos estádios nacionais.
Como foi amplamente divulgado, por estes dias Portugal viu partir um dos grandes desportistas nacionais que ao longo dos vários anos, com grande empenho e dedicação sempre deu tudo em prol das cores nacionais. Não interessa se era do clube A, B ou C interessa sim é que foi um notável atleta nacional!
Como é habitual nestes casos, no fim-de-semana imediato, cumpre-se um minuto de silêncio no início de cada jogo de futebol. A meu ver, esta é a última e a mais nobre forma de homenagear alguém que durante tantos anos nos presenteou com a espectacularidade das suas exibições.
O que me deixou profundamente aborrecido no passado sábado foi, quando se guardava um minuto de silêncio em memória do guarda-redes Bento, presenciar a conduta anti desportiva de alguns energúmenos e arruaceiros presentes no estádio do Dragão, no Porto, assobiando ruidosamente o momento. Pelo que vi, reconheço que a postura elevada, a cultura ou mesmo a educação não se compram mas, não custava nada fazerem um pequeno “esforço”!
Estes desordeiros deveriam ser banidos dos espectáculos de uma vez por todas. Acho as claques organizadas, quaisquer que sejam, a coisa mais degradante e deprimente que existe. Continuo e continuarei a achar que a cultura e a educação têm sempre lugar no nosso raio de acção. Mas… quando ela não existe, algo vai muito mal! Como Eça tinha razão e já lá vai mais de um século! Como por cá os cavalos não mudaram!...
Na perspectiva de Eça, as pessoas ataviadas com vestes muito “chic”, personificavam na perfeição as práticas trazidas da “Velha Albion”. Todavia, não deixava de empregar uma feroz crítica à forma degradante como as corridas terminavam. Ao contrário de Inglaterra, país que ostentava uma verdadeira cultura desportiva, onde imperavam valores morais e sociais bem vincados, em Portugal, quando as coisas não corriam de feição, toca logo a armar confusão, a guerrear uns com os outros e a não acatar as regras da cordialidade, como requer uma sociedade culta e civilizada, terminando este entretenimento quase sempre em escaramuças e pancadaria.
Hoje, apetece-me fazer um contraponto entre o que se passa nos estádios de futebol em Inglaterra, pátria do futebol, onde as pessoas se deliciam assistindo a verdadeiros espectáculos dentro do mesmo espectáculo e o que se passa em Portugal com este miserável comportamento degradante que alguns adeptos manifestam nos estádios nacionais.
Como foi amplamente divulgado, por estes dias Portugal viu partir um dos grandes desportistas nacionais que ao longo dos vários anos, com grande empenho e dedicação sempre deu tudo em prol das cores nacionais. Não interessa se era do clube A, B ou C interessa sim é que foi um notável atleta nacional!
Como é habitual nestes casos, no fim-de-semana imediato, cumpre-se um minuto de silêncio no início de cada jogo de futebol. A meu ver, esta é a última e a mais nobre forma de homenagear alguém que durante tantos anos nos presenteou com a espectacularidade das suas exibições.
O que me deixou profundamente aborrecido no passado sábado foi, quando se guardava um minuto de silêncio em memória do guarda-redes Bento, presenciar a conduta anti desportiva de alguns energúmenos e arruaceiros presentes no estádio do Dragão, no Porto, assobiando ruidosamente o momento. Pelo que vi, reconheço que a postura elevada, a cultura ou mesmo a educação não se compram mas, não custava nada fazerem um pequeno “esforço”!
Estes desordeiros deveriam ser banidos dos espectáculos de uma vez por todas. Acho as claques organizadas, quaisquer que sejam, a coisa mais degradante e deprimente que existe. Continuo e continuarei a achar que a cultura e a educação têm sempre lugar no nosso raio de acção. Mas… quando ela não existe, algo vai muito mal! Como Eça tinha razão e já lá vai mais de um século! Como por cá os cavalos não mudaram!...
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