Com o objectivo de desfrutar um pouco do belo sol que ultimamente tem marcado presença no nosso país e, numa tentativa de desanuviar um pouco do quotidiano diário, desloquei-me por estes dias, ao final da tarde, aqueles espaços comummente conhecidos por “parques da cidade”, aí buscando alguma calmia, distracção e, porventura, algum entretenimento também.
São espaços que algumas cidades disponibilizam aos seus cidadãos, compostos habitualmente por percursos pedestres, campos de jogos e também por pistas várias, cujos objectivos se prendem com o exercício físico que cada utilizador pretende.
É comum verem-se conjuntos de pessoas exercitando movimentos com bola; de uma maneira geral, dominados pelo futebol; pessoas a correr em grupo ou individualmente, em marchas percorridas a diferentes ritmos. Vêem-se também pares de namorados sentados em bancos, em poses mais ou menos apaixonadas e felizes. É usual ver-se de tudo um pouco nos “fregueses” destes espaços.
De entre todo este emaranhado de frequentadores, uma coisa me chamou à atenção: a quantidade de crianças que aí acorre. Mas não é a criança em si o “objecto” desta minha atenção! O que me desperta para este fenómeno são as pessoas que habitualmente as acompanham.
Até há bem pouco tempo, era usual vermos crianças a passear, acompanhadas pelos jovens pais, com o objectivo de as distrair e de lhes proporcionar momentos de entretenimento. Perante as novas exigências diárias com que a contemporaneidade nos foi invadindo, muitos dos anteriores hábitos de família foram-se diluindo, dando lugar a fenómenos interessantes, que é como quem diz, a companhia dos pais está sendo substituída pela dos avós.
Vêem-se crianças de tenra idade a serem encaminhadas e acompanhadas por pessoas cuja idade não deixa quaisquer dúvidas. A generalização do acesso ao trabalho a homens e mulheres, fortemente estabelecido na Europa, em meados do século XX e a melhoria das condições sociais, trouxe como consequência a permanência dos pais durante o dia nos seus locais de trabalho e a formação de uma classe de aposentados com idade não muito avançada, capaz de ajudar na educação dos novos “rebentos”.
Desta forma, a incessante procura de melhores condições de vida leva os jovens pais a delegarem nos avós uma permanente presença na educação dos netos, prática muito pouco usual até há algumas décadas.
Não deixa de ser enternecedor e porventura engraçado ver jovens de tenra idade a serem mimados e acarinhados, em frenéticas correrias, ziguezagueando à frente de pessoas de idade visivelmente avançada!
Quantas vezes, esta geração “new wave” sentirá a necessidade de recorrer ao senso comum e ao seu rico pragmatismo diário para satisfazer os anseios e as perguntas ingenuamente infantis, quase sempre tão despropositadas quanto embaraçantes que estas crianças fazem? Pelos vistos, até para se ser avô é necessário um curso: o da universidade da vida!...
São espaços que algumas cidades disponibilizam aos seus cidadãos, compostos habitualmente por percursos pedestres, campos de jogos e também por pistas várias, cujos objectivos se prendem com o exercício físico que cada utilizador pretende.
É comum verem-se conjuntos de pessoas exercitando movimentos com bola; de uma maneira geral, dominados pelo futebol; pessoas a correr em grupo ou individualmente, em marchas percorridas a diferentes ritmos. Vêem-se também pares de namorados sentados em bancos, em poses mais ou menos apaixonadas e felizes. É usual ver-se de tudo um pouco nos “fregueses” destes espaços.
De entre todo este emaranhado de frequentadores, uma coisa me chamou à atenção: a quantidade de crianças que aí acorre. Mas não é a criança em si o “objecto” desta minha atenção! O que me desperta para este fenómeno são as pessoas que habitualmente as acompanham.
Até há bem pouco tempo, era usual vermos crianças a passear, acompanhadas pelos jovens pais, com o objectivo de as distrair e de lhes proporcionar momentos de entretenimento. Perante as novas exigências diárias com que a contemporaneidade nos foi invadindo, muitos dos anteriores hábitos de família foram-se diluindo, dando lugar a fenómenos interessantes, que é como quem diz, a companhia dos pais está sendo substituída pela dos avós.
Vêem-se crianças de tenra idade a serem encaminhadas e acompanhadas por pessoas cuja idade não deixa quaisquer dúvidas. A generalização do acesso ao trabalho a homens e mulheres, fortemente estabelecido na Europa, em meados do século XX e a melhoria das condições sociais, trouxe como consequência a permanência dos pais durante o dia nos seus locais de trabalho e a formação de uma classe de aposentados com idade não muito avançada, capaz de ajudar na educação dos novos “rebentos”.
Desta forma, a incessante procura de melhores condições de vida leva os jovens pais a delegarem nos avós uma permanente presença na educação dos netos, prática muito pouco usual até há algumas décadas.
Não deixa de ser enternecedor e porventura engraçado ver jovens de tenra idade a serem mimados e acarinhados, em frenéticas correrias, ziguezagueando à frente de pessoas de idade visivelmente avançada!
Quantas vezes, esta geração “new wave” sentirá a necessidade de recorrer ao senso comum e ao seu rico pragmatismo diário para satisfazer os anseios e as perguntas ingenuamente infantis, quase sempre tão despropositadas quanto embaraçantes que estas crianças fazem? Pelos vistos, até para se ser avô é necessário um curso: o da universidade da vida!...
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