segunda-feira, fevereiro 05, 2007

As palmas do Caetano!...

No virar de século, muitas comemorações de vária ordem se fizeram sentir pelas mais diferentes latitudes. Portugal não fugiu à regra e, aquela que porventura mais terá tocado e mais terá colocado o nome do nosso país no mundo terá sido a da comemoração dos quinhentos anos do “achamento” do Brasil.
Normalmente, pretende-se com este tipo de eventos, o reconhecimento público de feitos considerados valiosos, que se verificaram em determinados quadrantes e que ajudaram a mudar a filosofia do pensamento, da cultura, da geografia, enfim, da História no seu geral.
Não deixou de me causar estranheza as palavras proferidas então por um poeta, compositor, cantor e figura proeminente da música brasileira, de nome Caetano Veloso. Em determinado momento fiquei perplexo com algumas atrocidades que enunciou, ao minorar, diminuir e menosprezar o importante papel que os portugueses então fomentaram, aquando da ocupação do Brasil.
Confesso que fiquei muito desapontado com a atitude deste “irmão” e eminente figura da cultura brasileira! Interroguei-me por diversas vezes sobre a forma como ele entendia a ocupação portuguesa! Como terá sido possível um homem com uma vasta cultura e conhecimento, que no dia a dia se cruza com tantos pensamentos e pensadores, tomar uma atitude crítica daquelas?
Mas, e como na vida dos “génios”, haverá sempre um mas, a sonoridade musical produzida por este homem acaba por ultrapassar muitas daquelas mazelas que no virar do século se geraram! Para quem não conhece ou conhece pouco sobre este “embaixador” da canção brasileira, ele é um génio! É alguém que dá gosto ouvir.
Normalmente associamos determinado cantor quando estamos na praia, no carro, no banho, a cozinhar ou a fazer uma qualquer outra actividade. Mas, com Caetano, a música soa-nos quase sempre bem. A voz é deliciosa, os acordes magníficos, a sonoridade maravilhosa e até as palmas têm outro encanto. Daí que hoje tenha pensado partilhar aqui neste blog, uma das músicas mais fascinantes que lhe conheço.
A escolha afigurou-se difícil e a conclusão foi esta. Palmas para “sozinho” e para Caetano!...

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