sexta-feira, novembro 03, 2006

Um "Jardim" à beira mar implantado!...

Já por diversas vezes que dou comigo a gracejar sobre o sistema democrático utilizado em alguns países que, com a aplicação do seu método, conseguem colocar no poder verdadeiros absurdos que impedem a existência de um pluralismo ideológico, político, cultural e mesmo social. Refiro-me concretamente a casos como o de Hugo Chavez, na Venezuela; Fidel Castro, em Cuba; Ahmadinejad, no Irão ou o norte coreano Kim Yong Il.
Pois é, eu troçava destes casos só que nós, também por cá os temos! Quem viu, tal como eu, na RTP 1, a entrevista da jornalista Judite de Sousa ao despótico líder madeirense Alberto João Jardim, apercebeu-se de que estávamos perante um homem, capaz de ombrear com os que atrás mencionei, despido dos mais basilares princípios democráticos, de cordialidade e de educação. Este “senhor Alberto” por momentos (e eles são muitos e longos) julga-se o dono do mundo e da verdade.
E anda o canal público de televisão, por estes dias, a convidar tanta gente a pronunciar-se sobre a figura nacional que ao longo dos séculos acham mais emblemática, gastando dinheiro a rodos! Bem que se podia poupar esse capital, promovendo antes um programa de sentido inverso: a pior figura nacional. Na minha opinião, acho que não arriscaria o pleno mas, a esmagadora maioria seria encontrada facilmente, votando massivamente na incontornável figura insular.
É inacreditável como um homem que pertence ao Conselho de Estado se porta desta maneira impetuosa e intimidatória. Este “senhor Alberto” não precisa de fundos para a sua região autónoma. Ele precisa é de se deixar de ser menino traquina e entrar de vez num sistema que se quer equitativo, deixando de vez os seus discursos inflamados e carregados de exaltação parola. Quem não se lembra da história do “senhor Silva” ou da maneira como ele se refere às mais altas figuras do Estado?
Este “cavalheiro” costuma demonstrar a sua reincidente ignorância quando chama aos continentais de “cubanos”. Ora que eu saiba, Cuba é um arquipélago, aí vigorando um regime absoluto e onde a democracia se manifesta como todos nós sabemos. Não haverá aqui uma certa inversão dos conceitos, ou será que estamos apenas na presença da manifestação primária do seu analfabetismo? Quem serão afinal os verdadeiros cubanos?
Mas, pensando bem, até se compreende. Um homem que gasta o tempo que ele gastou para concluir um curso superior e, quando o conseguiu, fê-lo com o cinzentismo que toda a gente conhece, já muita esperteza demonstra ele!
É pois chegada a hora de não alimentar mais este pagode e dar um destino adequado aos parodiantes que o alimentam. Por mim, dava andamento a um processo de descolonização iniciado no pós 25 de Abril. Assim, não tinha de pagar mais tempo de antena para este “senhor Alberto” e, ao mesmo tempo, não tinha de aturar as suas baboseiras e idiotices.

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