Ciclicamente, as grandes superfícies comerciais fazem promoções de produtos variados, em que o valor aquisitivo desses bens confere uma possibilidade maior de compra, afigurando-se assim, acessível à carteira da generalidade das pessoas.
Para divulgar essas mesmas promoções, estes espaços costumam socorrer-se de elaborados e vistosos fascículos cuja distribuição e difusão é feita, quer nas caixas de correio de cada um, quer na compra de um qualquer jornal semanário ou mesmo diário.
É habitual nestas promoções, por exemplo, organizarem-se as feiras dos vinhos onde as marcas oferecidas são mais do que muitas, à semelhança dos valores que a elas se juntam. Por aqui há de tudo um pouco. Um bom discípulo do Deus Baco sabe que existem no país diversas regiões onde, por excelência, se produz sabia e singularmente este apetecido néctar. Todas elas esgrimem argumentos, valorizando-se, relegando as concorrentes para segundo plano.
Certamente quem se consola com este precioso líquido sabe, com certeza, identificar a sua preferência regional, em função do seu gosto e do paladar que o vinho apresenta.
Acho que o vinho é daquelas bebidas que, ou somos apreciadores ou não o somos. Meios-termos aqui não entram! E, quem o aprecia, reconhece de imediato as características que um bom “tintol” deve possuir. Estou a falar, claro está, no papel de um qualquer consumidor. Para mim, o vinho não deve possuir um teor alcoólico muito elevado, deve ter uma cor bonita e, essencialmente, um agradável sabor. Isto é, por assim dizer e em traços muito gerais, as particularidades de uma boa “pinga”.
Mas, se eu entrar pelo lado profissional, tentando obter as tais características junto de um enólogo, apercebo-me que o mesmo vinho apresenta singularidades que eu desconhecia totalmente. Vejamos a apreciação do enólogo e a linguagem utilizada: “este vinho é generoso, doce e aveludado, com um trago leve e de sabor a frutas. Os seus aromas complexos e fortes conferem um estilo incomparável. Encorpado e poderoso, cobre o paladar com aromas de especiarias e riqueza doce. É delicado, mas intensamente aromático, suave e extremamente elegante, tem a doçura da fruta, do mel, e especiarias leves. É igualmente vigoroso e robusto, rico na cor e doçura, com aromas poderosos, recordando a selecção mais complexa de aromas de frutos e perfumes silvestres”.
Quem reparar nesta adjectivação toda conclui que talvez só lhe falte mesmo falar! Bom, falar, pode não falar mas… às vezes consegue colocar as pessoas a falar até pelos cotovelos!
Será que Baco era conhecedor de todas estas particularidades? Não acredito, até porque, quando bebido em demasia, a delicadeza dá lugar à agressividade; a doçura ao intragável; a leveza e elegância, à indisposição e ao mal-estar! Ai se Baco soubesse!...
Para divulgar essas mesmas promoções, estes espaços costumam socorrer-se de elaborados e vistosos fascículos cuja distribuição e difusão é feita, quer nas caixas de correio de cada um, quer na compra de um qualquer jornal semanário ou mesmo diário.
É habitual nestas promoções, por exemplo, organizarem-se as feiras dos vinhos onde as marcas oferecidas são mais do que muitas, à semelhança dos valores que a elas se juntam. Por aqui há de tudo um pouco. Um bom discípulo do Deus Baco sabe que existem no país diversas regiões onde, por excelência, se produz sabia e singularmente este apetecido néctar. Todas elas esgrimem argumentos, valorizando-se, relegando as concorrentes para segundo plano.
Certamente quem se consola com este precioso líquido sabe, com certeza, identificar a sua preferência regional, em função do seu gosto e do paladar que o vinho apresenta.
Acho que o vinho é daquelas bebidas que, ou somos apreciadores ou não o somos. Meios-termos aqui não entram! E, quem o aprecia, reconhece de imediato as características que um bom “tintol” deve possuir. Estou a falar, claro está, no papel de um qualquer consumidor. Para mim, o vinho não deve possuir um teor alcoólico muito elevado, deve ter uma cor bonita e, essencialmente, um agradável sabor. Isto é, por assim dizer e em traços muito gerais, as particularidades de uma boa “pinga”.
Mas, se eu entrar pelo lado profissional, tentando obter as tais características junto de um enólogo, apercebo-me que o mesmo vinho apresenta singularidades que eu desconhecia totalmente. Vejamos a apreciação do enólogo e a linguagem utilizada: “este vinho é generoso, doce e aveludado, com um trago leve e de sabor a frutas. Os seus aromas complexos e fortes conferem um estilo incomparável. Encorpado e poderoso, cobre o paladar com aromas de especiarias e riqueza doce. É delicado, mas intensamente aromático, suave e extremamente elegante, tem a doçura da fruta, do mel, e especiarias leves. É igualmente vigoroso e robusto, rico na cor e doçura, com aromas poderosos, recordando a selecção mais complexa de aromas de frutos e perfumes silvestres”.
Quem reparar nesta adjectivação toda conclui que talvez só lhe falte mesmo falar! Bom, falar, pode não falar mas… às vezes consegue colocar as pessoas a falar até pelos cotovelos!
Será que Baco era conhecedor de todas estas particularidades? Não acredito, até porque, quando bebido em demasia, a delicadeza dá lugar à agressividade; a doçura ao intragável; a leveza e elegância, à indisposição e ao mal-estar! Ai se Baco soubesse!...
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