A democracia portuguesa passa por momentos de alguma expectativa. É que, por estes dias, as vozes pró e contra a interrupção voluntária da gravidez, a que vulgarmente alguns apelidam de aborto, vão fazer-se ouvir.
Não é que no universo feminino - parte mais directamente circunscrita, se sintam movimentações desmedidas ou com alguma relevância. O mesmo se passa junto do cidadão comum, fazendo uso de uma postura expectante, relativamente ao desfecho deste já demorado, politizado e mediático folhetim.
No fundo, onde se sente o maior alarido e as maiores movimentações é junto de grupos minoritários, manietados religiosa e politicamente, que usualmente vêem o mundo sob duas tonalidades e dimensões: o preto e o branco.
Estes, os que mais barulho fazem, não procuram a solução do “problema”. Afinal, o tal flagelo social, como já lhe chamaram, há muito que tem legislação e aplicabilidade adequadas. Buscam sim “tempo de antena” para daí retirarem dividendos políticos junto de um eleitorado desinteressado e cansado de tanta venda de “gato por lebre”. A prova foi a fraca adesão da população ao referendo realizado em 1998.
O problema desta democracia prende-se com a inépcia dos políticos em lutarem verdadeiramente contra os flagelos reais, cuja existência põe em causa a vida de um elevado número de populações. Devemos atacar, referendando assuntos que envolvam coisas grandes, coisas vitais para as actividades do país e não gastarmos energias e atenções sobre um tema já referendado e que não mereceu o devido interesse pela maioria dos portugueses.
Algum destes (i)responsáveis políticos saberá o preço a pagar na organização destas gigantescas máquinas referendárias, depois de saber as dificuldades económicas pelas quais o país passa? Parece que não! Onde está afinal o sentido de Estado e a responsabilidade política?
Um assunto que afecta mil ou duas mil pessoas anualmente não poderá nunca sobrepor-se, ganhando notoriedade e relevância relativamente a assuntos vitais do país. O desemprego, a saúde, a economia e a calamidade dos incêndios de Verão são assuntos nos quais devemos concentrar todas as nossas energias e esforços.
Há muito que ouço dizer que, sempre que nos ocupamos com pequenas coisas, jamais conseguiremos chegar às grandes. Apesar de Portugal ser um país geograficamente exíguo e de “brandos costumes”, devemos empenhar-nos na luta por grandes e nobres causas, capazes de catapultar o país para a vanguarda europeia e não gastarmos as nossas energias, aferroando esta ou aquela ideologia, esta ou aquela religião. Afinal, é ou não o direito à vida que nos preocupa?
Não é que no universo feminino - parte mais directamente circunscrita, se sintam movimentações desmedidas ou com alguma relevância. O mesmo se passa junto do cidadão comum, fazendo uso de uma postura expectante, relativamente ao desfecho deste já demorado, politizado e mediático folhetim.
No fundo, onde se sente o maior alarido e as maiores movimentações é junto de grupos minoritários, manietados religiosa e politicamente, que usualmente vêem o mundo sob duas tonalidades e dimensões: o preto e o branco.
Estes, os que mais barulho fazem, não procuram a solução do “problema”. Afinal, o tal flagelo social, como já lhe chamaram, há muito que tem legislação e aplicabilidade adequadas. Buscam sim “tempo de antena” para daí retirarem dividendos políticos junto de um eleitorado desinteressado e cansado de tanta venda de “gato por lebre”. A prova foi a fraca adesão da população ao referendo realizado em 1998.
O problema desta democracia prende-se com a inépcia dos políticos em lutarem verdadeiramente contra os flagelos reais, cuja existência põe em causa a vida de um elevado número de populações. Devemos atacar, referendando assuntos que envolvam coisas grandes, coisas vitais para as actividades do país e não gastarmos energias e atenções sobre um tema já referendado e que não mereceu o devido interesse pela maioria dos portugueses.
Algum destes (i)responsáveis políticos saberá o preço a pagar na organização destas gigantescas máquinas referendárias, depois de saber as dificuldades económicas pelas quais o país passa? Parece que não! Onde está afinal o sentido de Estado e a responsabilidade política?
Um assunto que afecta mil ou duas mil pessoas anualmente não poderá nunca sobrepor-se, ganhando notoriedade e relevância relativamente a assuntos vitais do país. O desemprego, a saúde, a economia e a calamidade dos incêndios de Verão são assuntos nos quais devemos concentrar todas as nossas energias e esforços.
Há muito que ouço dizer que, sempre que nos ocupamos com pequenas coisas, jamais conseguiremos chegar às grandes. Apesar de Portugal ser um país geograficamente exíguo e de “brandos costumes”, devemos empenhar-nos na luta por grandes e nobres causas, capazes de catapultar o país para a vanguarda europeia e não gastarmos as nossas energias, aferroando esta ou aquela ideologia, esta ou aquela religião. Afinal, é ou não o direito à vida que nos preocupa?
Sem comentários:
Enviar um comentário