segunda-feira, outubro 02, 2006

De "partir o coco"

Hoje vou falar de uma nação que me é particularmente querida: o Brasil. Para além das amizades que por lá mantenho e do enorme fascínio que esse país me provoca, a ele me unem igualmente, fortes laços familiares. Apesar de tudo isto, proponho-me revelar aqui algumas das suas singularidades, capazes de espantar o mais comum e distraído mortal.
Quantos de nós não nos abismamos anualmente, com o gigantesco frenesim montado à volta do Carnaval? Quem não assistiu já às extravagâncias e exageros que por lá se praticam durante as “copas mundiais”, sobretudo, se o Brasil delas sai vencedor? Quem não assistiu, directamente pela televisão, ao desmesurado cortejo fúnebre do mítico Ayrton Senna? Pois é, pelos vistos e pelas práticas, o Brasil é mesmo assim!
Ainda há bem pouco tempo, num jogo de futebol, após a bola ter sido jogada para fora das quatro linhas e os atletas terem voltado costas à “redondinha”, um atento apanha-bolas decidiu recolhê-la e introduzi-la na baliza, perante o olhar incrédulo de milhares de espectadores. O caricato da história é que, a árbitra da partida acabou por validar o golo! Mas, o cúmulo mor ocorreu quando o tribunal foi chamado a pronunciar-se sobre o facto, concluindo pela legitimação do tento! Onde ocorreria este episódio e onde ele teria este desfecho?
Mas, não fiquemos por aqui: este “brasilsão”, como alguém já lhe chamou, possui ainda outras singularidades. Detive-me há dias, por momentos, a apreciar a campanha eleitoral que por lá se faz e, acreditem, é mesmo de “partir o coco” a rir! Mas é mesmo!...
Depois, como será possível um país com aquela dimensão geográfica, política e económica ser dirigido por um analfabeto, mentiroso e corrupto ex sindicalista? Será que o Brasil atravessa uma tão elevada crise de intelectualidade que não consegue gerar no seio de tantos milhões alguém que faça jus aos seus pergaminhos?
Já alguém imaginou o número de tradutores a quem Lula da Silva tem de se socorrer frequentemente? E se eles imitarem os polícias, virando aqueles as costas ao seu chefe, à semelhança do que estes fazem com os bandidos? A sério, eu não queria nunca um cavalheiro destes à frente dos destinos do meu país.
Mas, as tais singularidades a que me propus retratar ainda não acabaram. Então, não é que, à luz da lei brasileira é obrigatório votar? Caso não o façam, os brasileiros arriscam-se ao pagamento de elevadas multas!
Eu, se fosse brasileiro, acatava a lei se ela fosse equitativa e coerente. No dia em que a campanha se baseasse em mentiras e ocultações, o político que fosse mentiroso compulsivo teria igualmente de pagar avultadas condenações ou mesmo a perda do seu mandato.
Mas, nada disto se passa. Afinal, “o rei vai nú” e aquilo que importa é o “show off” montado em redor de uma personalidade, tenha ou não carisma, use ou não da inevitável honestidade. Afinal, a famosa “guerra contra a fome” foi um miserável trampolim que o analfabeto Luís Inácio utilizou, apenas possível num país com pouca alfabetização. Porque os outros, os que têm a liberdade e o privilégio de pensarem pelas suas próprias cabeças, esses não caiem nas bananadas dos bananas!

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