sexta-feira, julho 07, 2006

Portugal e o resto do mundo!...

Com o Mundial de Futebol da Alemanha a aproximar-se do seu fim, muitas conclusões já foram lançadas e muitas ilações percorreram o imaginário de cada um. Em função daquilo que cada um pretende, assim se conjecturam desfechos.
Por exemplo: os europeístas convictos já dizem que este Mundial escolheu para países semi finalistas, quatro nações integrantes da Comunidade Europeia, desvalorizando países como o Brasil, Argentina ou mesmo o Gana, territórios onde o futebol se costuma viver à flor da pele, sempre com uma avivada paixão junto dos seus praticantes. Muitos até dizem que este Mundial mais parece um Europeu à escala planetária, face à inexistente representatividade de continentes sempre muito acostumada.
Independentemente dos resultados que os jogos das meias-finais e da final nos possam proporcionar, eu acho precisamente o inverso! Materializando este meu raciocínio, penso que a final, jogada entre a Itália e a França opõe, para além destes dois países, diversos continentes! Foi o que sucedeu no jogo com Portugal e em outros onde a França participou!
O jogo entre lusitanos e gauleses merece-me uma análise redobrada, tendo em conta a constituição da equipa francesa. A pátria da igualdade, mais poderia chamar-se Estados Unidos da França, isto porque, nas suas fileiras evoluem atletas dos mais variados quadrantes.
Para quem argumenta que o continente africano não tem representatividade nesta fase do torneio, eu discordo e apresento como “bandeiras” Makelele e Patrick Vieira, ambos atletas africanos, naturais do Zaire e do Senegal, respectivamente.
O mesmo se passa em relação ao continente americano. Quem disse que esta região não se encontra representada? Bem pelo contrário! A América Central mantém-se muito bem figurada: Thuram é natural de Guadalupe e Malouda é natural da Guiana Francesa! Apesar de tudo, esta minha reflexão apenas se centra nos titulares do jogo contra Portugal. Se eu analisasse todos os convocados, a “salada” seria outra bem maior, com toda a certeza!
Por aqui que se vê que, afinal, este pequeno país chamado Portugal, não fez assim um tão mau resultado, perante esta “constelação de estrelas” das mais variadas latitudes. Para um desafio entre Portugal e o resto do mundo até que nem nos saímos assim tão mal!
E se não fosse a representação da América do Sul, o único no terreno de jogo equipado de cor diferente, talvez até tivéssemos conseguido ir mais longe mas, afinal, mesmo pequenos em tamanho, conseguimos incomodar os grandes, os do poder!...

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