A desertificação sentida em muitas regiões do interior de Portugal é uma realidade. Foram vários os factores que aceleraram e evidenciaram este fenómeno, nomeadamente, a emigração sentida na segunda metade do século XX, quer em direcção a África (antigas colónias), quer mais tarde, em direcção ao centro da Europa, rica, desenvolvida e próspera.
Esta desertificação traz isolamentos, que acarretam muitas vezes prejuízos incalculáveis. A reprodução populacional é nula; a taxa de natalidade é reduzida, o que provoca ao mesmo tempo o fenómeno de envelhecimento das populações que aí habitam.
Este é um mal que assola o interior do território nacional, de norte a sul. De Miranda do Douro a Alcoutim, a franja populacional dominante é a dos idosos. Para tentar combater este fenómeno, as autarquias e os autarcas desempenham aqui um papel muito importante.
Mértola, situada nas “profundezas” do Alentejo é um desses exemplos. Para além da autarquia ser um dos maiores empregadores do concelho, tenta, desta forma, criar condições para que as pessoas não se afastem dos seus “habitats naturais”, dinamizando o município com iniciativas como a promoção do turismo e da cultura.
Em outra latitude nacional, há dias, a autarca de Vila de Rei, numa tentativa de repovoar o seu concelho, usou de uma medida completamente insólita e inédita: através de um protocolo estabelecido entre a sua autarquia e a da cidade brasileira de Maringá, a edil vilaregense, com a oferta de alguns incentivos criados, conseguiu trazer algumas dezenas de cidadãos brasileiros, numa tentativa de dinamizar o seu concelho, oferecendo-lhes, entre outras coisas, habitação, contrato de trabalho e o acesso a bens e serviços como outro qualquer cidadão nacional. Obviamente que esta permanência obedece a um conjunto de condições e regras!
Quem tem a experiência de viver no interior nota bem o seu esquecimento e sabe das dificuldades que existem para aí fixar as populações. Para combater este flagelo, muitos autarcas socorrem-se de autênticos milagres, embora os resultados nem sempre surjam no imediato, como o pretendido!
Nas entrelinhas, senti nesta medida da autarca de Vila de Rei uma grande repulsa por parte de algumas mentes talvez menos preparadas para aceitarem a ideia de que vivemos hoje num mundo plural e global. No entender de alguns, a autarca vilaregense não tinha a necessidade de recrutar pessoas no estrangeiro para o repovoamento do seu concelho.
Pelas condições oferecidas, não faltariam em Portugal famílias interessadas em se fixarem lá, dizem os contestatários! Isto faz-me lembrar aquela história do “ovo de Colombo”, em que ninguém o mantinha de pé e, quando o navegante habilmente o colocou sobre o prato, todos diziam que qualquer um o teria conseguido!
Esquecem-se os críticos que Vila de Rei tem três parques industriais, totalmente equipados com as infra-estruturas necessárias e que a Câmara vende esses mesmos terrenos a um cêntimo o metro quadrado! E sabem quantos industriais a edilidade conseguiu lá fixar? Talvez tantos quantas as famílias de portugueses lá se fixaram, antes do despoletar desta situação!
Por vezes não é só criticar. Devemos saber sim, porque e como criticamos! Não faltarão certamente quem queira usufruir das condições oferecidas. No entanto, para que tal aconteça é preciso ir para lá e lá fazer a sua vida. Não basta apenas a intenção! De intenções está o mundo cheio!
Esta desertificação traz isolamentos, que acarretam muitas vezes prejuízos incalculáveis. A reprodução populacional é nula; a taxa de natalidade é reduzida, o que provoca ao mesmo tempo o fenómeno de envelhecimento das populações que aí habitam.
Este é um mal que assola o interior do território nacional, de norte a sul. De Miranda do Douro a Alcoutim, a franja populacional dominante é a dos idosos. Para tentar combater este fenómeno, as autarquias e os autarcas desempenham aqui um papel muito importante.
Mértola, situada nas “profundezas” do Alentejo é um desses exemplos. Para além da autarquia ser um dos maiores empregadores do concelho, tenta, desta forma, criar condições para que as pessoas não se afastem dos seus “habitats naturais”, dinamizando o município com iniciativas como a promoção do turismo e da cultura.
Em outra latitude nacional, há dias, a autarca de Vila de Rei, numa tentativa de repovoar o seu concelho, usou de uma medida completamente insólita e inédita: através de um protocolo estabelecido entre a sua autarquia e a da cidade brasileira de Maringá, a edil vilaregense, com a oferta de alguns incentivos criados, conseguiu trazer algumas dezenas de cidadãos brasileiros, numa tentativa de dinamizar o seu concelho, oferecendo-lhes, entre outras coisas, habitação, contrato de trabalho e o acesso a bens e serviços como outro qualquer cidadão nacional. Obviamente que esta permanência obedece a um conjunto de condições e regras!
Quem tem a experiência de viver no interior nota bem o seu esquecimento e sabe das dificuldades que existem para aí fixar as populações. Para combater este flagelo, muitos autarcas socorrem-se de autênticos milagres, embora os resultados nem sempre surjam no imediato, como o pretendido!
Nas entrelinhas, senti nesta medida da autarca de Vila de Rei uma grande repulsa por parte de algumas mentes talvez menos preparadas para aceitarem a ideia de que vivemos hoje num mundo plural e global. No entender de alguns, a autarca vilaregense não tinha a necessidade de recrutar pessoas no estrangeiro para o repovoamento do seu concelho.
Pelas condições oferecidas, não faltariam em Portugal famílias interessadas em se fixarem lá, dizem os contestatários! Isto faz-me lembrar aquela história do “ovo de Colombo”, em que ninguém o mantinha de pé e, quando o navegante habilmente o colocou sobre o prato, todos diziam que qualquer um o teria conseguido!
Esquecem-se os críticos que Vila de Rei tem três parques industriais, totalmente equipados com as infra-estruturas necessárias e que a Câmara vende esses mesmos terrenos a um cêntimo o metro quadrado! E sabem quantos industriais a edilidade conseguiu lá fixar? Talvez tantos quantas as famílias de portugueses lá se fixaram, antes do despoletar desta situação!
Por vezes não é só criticar. Devemos saber sim, porque e como criticamos! Não faltarão certamente quem queira usufruir das condições oferecidas. No entanto, para que tal aconteça é preciso ir para lá e lá fazer a sua vida. Não basta apenas a intenção! De intenções está o mundo cheio!
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