Passado um quarto de século, uma grande parte da sociedade civil portuguesa, continua a render homenagem a um homem que marcou profundamente a vida e os ideais da generalidade dos portugueses, sobretudo após a Revolução de Abril. Esse homem tem um rosto e chama-se Francisco Sá Carneiro.
Desaparecido numa gélida noite de Inverno, num trágico acidente de aviação, envolto num profundo mistério, ainda hoje se debatem diversas teorias, se esgrimem ideias, se comparam factos e conjecturam formulas. Para uns, a tese de atentado é por demais evidente. Para outros, face à inexistência de dados concretos, a tese de acidente prevalece.
Perante esta indefinição, é notória uma tríade de posições: de um lado, a família do malogrado governante, desejosa que se faça justiça; do outro, pessoas sobretudo ávidas de protagonismo, requerem com frequência a reabertura do processo; publicam-se livros, realizam-se filmes, tudo vale. Tudo ou quase tudo se faz para que o assunto não caia no esquecimento. Finalmente, um terceiro posicionamento, o dos políticos, que lá vão formando aqui e ali mais uma comissão de inquérito, como que por favor, cujos resultados são quase sempre nulos. É incrível e preocupante que, as conclusões a que normalmente se chega, dependem em muito do partido que está no poder. Não foi para ter uma classe política deste quilate que o Dr. Sá Carneiro tanto lutou.
Como fiquei emocionado ontem ao rever, saudosamente, um homem que tanto fez pelo país! Mais saudosista fiquei quando vi que, as conferências de imprensa, feitas por ele naquela época, eram de olhos nos olhos, de sorriso aberto, mesmo no rescaldo de derrotas eleitorais. Eram feitas sem a demagogia que hoje impera na generalidade dos políticos. Esta, a meu ver, sempre foi a imagem de marca que este inigualável governante transmitiu para a opinião pública.
Foi um homem que, embora não sendo um “mártir” das prisões políticas portuguesas, foi com certeza, um bravo lutador anti-fascista. Mesmo fazendo parte da “Ala Liberal” na Assembleia Nacional, onde entrou a convite do então Presidente do Conselho, Marcello Caetano, cedo se tornou num “desalinhado”, perante o rumo que o regime tomava. Demitiu-se do cargo meses depois, optando por “correr por fora”, através de fortes críticas empreendidas junto do poder fascista. Para tal, não precisou de “emigrar”, como outros o fizeram. Optou por desenvolver internamente uma oposição consertada ao regime marcelista.
A sua frontalidade, o seu carácter, a sua determinação e a sua enorme capacidade política com que vincava os seus ideais, transformaram Sá Carneiro num verdadeiro estadista e num dos homens mais marcantes da contemporaneidade portuguesa. Reconhecimento e gratidão são alguns dos sentimentos mais nobres com que hoje o podemos homenagear.
Desaparecido numa gélida noite de Inverno, num trágico acidente de aviação, envolto num profundo mistério, ainda hoje se debatem diversas teorias, se esgrimem ideias, se comparam factos e conjecturam formulas. Para uns, a tese de atentado é por demais evidente. Para outros, face à inexistência de dados concretos, a tese de acidente prevalece.
Perante esta indefinição, é notória uma tríade de posições: de um lado, a família do malogrado governante, desejosa que se faça justiça; do outro, pessoas sobretudo ávidas de protagonismo, requerem com frequência a reabertura do processo; publicam-se livros, realizam-se filmes, tudo vale. Tudo ou quase tudo se faz para que o assunto não caia no esquecimento. Finalmente, um terceiro posicionamento, o dos políticos, que lá vão formando aqui e ali mais uma comissão de inquérito, como que por favor, cujos resultados são quase sempre nulos. É incrível e preocupante que, as conclusões a que normalmente se chega, dependem em muito do partido que está no poder. Não foi para ter uma classe política deste quilate que o Dr. Sá Carneiro tanto lutou.
Como fiquei emocionado ontem ao rever, saudosamente, um homem que tanto fez pelo país! Mais saudosista fiquei quando vi que, as conferências de imprensa, feitas por ele naquela época, eram de olhos nos olhos, de sorriso aberto, mesmo no rescaldo de derrotas eleitorais. Eram feitas sem a demagogia que hoje impera na generalidade dos políticos. Esta, a meu ver, sempre foi a imagem de marca que este inigualável governante transmitiu para a opinião pública.
Foi um homem que, embora não sendo um “mártir” das prisões políticas portuguesas, foi com certeza, um bravo lutador anti-fascista. Mesmo fazendo parte da “Ala Liberal” na Assembleia Nacional, onde entrou a convite do então Presidente do Conselho, Marcello Caetano, cedo se tornou num “desalinhado”, perante o rumo que o regime tomava. Demitiu-se do cargo meses depois, optando por “correr por fora”, através de fortes críticas empreendidas junto do poder fascista. Para tal, não precisou de “emigrar”, como outros o fizeram. Optou por desenvolver internamente uma oposição consertada ao regime marcelista.
A sua frontalidade, o seu carácter, a sua determinação e a sua enorme capacidade política com que vincava os seus ideais, transformaram Sá Carneiro num verdadeiro estadista e num dos homens mais marcantes da contemporaneidade portuguesa. Reconhecimento e gratidão são alguns dos sentimentos mais nobres com que hoje o podemos homenagear.
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