Este poderia muito bem ser o título de um qualquer livro escrito pela senhora Enid Blyton ("As aventuras dos cinco"), daqueles que nos ajudaram a crescer, povoando a nossa juventude com tantas e tão variadas aventuras, fantasias e imaginação. Pois é; mas não é disso que falo. Aqui, quando falo no tão famoso número, refiro-me aos candidatos à presidência da República.
Nos primeiros passos de um país livre, em que a nossa democracia se passeava ainda de tenra idade, Portugal era um país acabado de acordar de um longo período de obscurantismo, de silêncios, de solidões e de medos, em que a euforia reinava e tomava conta das mentes mais distraídas. Por essa altura, os portugueses dispensavam normalmente aos seus políticos, duas longas semanas de campanha eleitoral, muito elucidativas, que serviam para estes, alguns com parcos recursos económicos, esgrimirem e cativarem junto dos eleitores a sua preferência, quando chamados ao acto de votar.
Como vão longe esses tempos! Hoje, alguns desses tais políticos, muitos deles convertidos ao “capitalismo global” e outros a tentarem essa mesma conversão, cedo iniciam este badalar de ideias, este rodopio de viagens e de visitas, sempre muito acompanhados de uma gigantesca cobertura mediática.
Uns, nada dizem, temendo a perda de votos ou, quem sabe, não querendo quebrar o tão famoso, gasto e já velho “tabu”. Outros, ao invés, de tudo falam mesmo que, aos olhos dos mais prevenidos, nada digam. Porventura, estes, com tantas promessas e com tantos apelos, nem saberão ao certo para que eleições estarão a concorrer: se para as presidenciais, legislativas ou mesmo autárquicas. Outros há ainda, que prometem a coesão e unidade nacionais, esquecendo-se que, nem na sua própria “casa”, terão conseguido tal desígnio.
Hoje, as tão longínquas duas semanas, converteram-se em mais de dois meses, numa autêntica difusão de vagas ideias, onde o país se sente coagido e pára para “ver a banda passar”! E o que é que eles afinal nos dizem? Nada ou quase sempre o mesmo! Pasmem-se as pessoas que, a acreditar nos discursos de cada um, os únicos em Portugal que não sabem as funções e deveres do Presidente da República são os próprios candidatos. Alguém poderá prometer o "mundo e a teia" se os seus poderes constitucionais não o permitem? Será que nenhum deles se apercebeu ainda que o poder executivo em Portugal, à luz da nossa "Magna Carta", cabe ao governo em exercício?
Que trapalhada vai na mente destes homens. Será que todos eles, não terão ideias inovadoras? Será que não têm uma opinião formada sobre aquilo que atormenta os portugueses e o rumo a dar ao país? Pois é, os tais “cinco” da senhora Enid Blyton ainda nos entretinham e nos ajudavam a criar imaginários. Contrariamente, estes cinco, apenas nos fantasiam o futuro, aparecendo e promovendo-se em badalados “combates” televisivos, massacrando-nos com frases feitas, demagógicas, sem conteúdo e arredadas da nossa realidade. Que saudades tenho das “duas semanas” ou dos "cinco" da senhora Blyton!
Nos primeiros passos de um país livre, em que a nossa democracia se passeava ainda de tenra idade, Portugal era um país acabado de acordar de um longo período de obscurantismo, de silêncios, de solidões e de medos, em que a euforia reinava e tomava conta das mentes mais distraídas. Por essa altura, os portugueses dispensavam normalmente aos seus políticos, duas longas semanas de campanha eleitoral, muito elucidativas, que serviam para estes, alguns com parcos recursos económicos, esgrimirem e cativarem junto dos eleitores a sua preferência, quando chamados ao acto de votar.
Como vão longe esses tempos! Hoje, alguns desses tais políticos, muitos deles convertidos ao “capitalismo global” e outros a tentarem essa mesma conversão, cedo iniciam este badalar de ideias, este rodopio de viagens e de visitas, sempre muito acompanhados de uma gigantesca cobertura mediática.
Uns, nada dizem, temendo a perda de votos ou, quem sabe, não querendo quebrar o tão famoso, gasto e já velho “tabu”. Outros, ao invés, de tudo falam mesmo que, aos olhos dos mais prevenidos, nada digam. Porventura, estes, com tantas promessas e com tantos apelos, nem saberão ao certo para que eleições estarão a concorrer: se para as presidenciais, legislativas ou mesmo autárquicas. Outros há ainda, que prometem a coesão e unidade nacionais, esquecendo-se que, nem na sua própria “casa”, terão conseguido tal desígnio.
Hoje, as tão longínquas duas semanas, converteram-se em mais de dois meses, numa autêntica difusão de vagas ideias, onde o país se sente coagido e pára para “ver a banda passar”! E o que é que eles afinal nos dizem? Nada ou quase sempre o mesmo! Pasmem-se as pessoas que, a acreditar nos discursos de cada um, os únicos em Portugal que não sabem as funções e deveres do Presidente da República são os próprios candidatos. Alguém poderá prometer o "mundo e a teia" se os seus poderes constitucionais não o permitem? Será que nenhum deles se apercebeu ainda que o poder executivo em Portugal, à luz da nossa "Magna Carta", cabe ao governo em exercício?
Que trapalhada vai na mente destes homens. Será que todos eles, não terão ideias inovadoras? Será que não têm uma opinião formada sobre aquilo que atormenta os portugueses e o rumo a dar ao país? Pois é, os tais “cinco” da senhora Enid Blyton ainda nos entretinham e nos ajudavam a criar imaginários. Contrariamente, estes cinco, apenas nos fantasiam o futuro, aparecendo e promovendo-se em badalados “combates” televisivos, massacrando-nos com frases feitas, demagógicas, sem conteúdo e arredadas da nossa realidade. Que saudades tenho das “duas semanas” ou dos "cinco" da senhora Blyton!
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