Há já alguns dias que a generalidade da comunicação social faz eco dos acontecimentos que vêm ocorrendo nos subúrbios da capital francesa, Paris.
É com estupefacção e com um ar de incredulidade que assisto a todos estes motins, organizados por gente despida de princípios e valores, ávida de atenção por parte das autoridades que comandam o país.
A incredulidade que sinto não é propriamente pela violência que os ataques perpetrados por estas pessoas descontentes causa. Se atentarmos bem, o descontentamento gera, em qualquer parte do mundo, essa mesma revolta. A minha estupefacção advém de estes actos se praticarem no “país aberto e plural” que é a França, a quem a civilização europeia tanto deve e onde tanto foi buscar.
Num país onde coabitam franceses e outros europeus de quase todas as proveniências; magrebinos; africanos oriundos das suas antigas colonias; das Antilhas e de outras paragens; um país que convive diariamente com movimentos nacionalistas, com democratas, com homossexuais na “prefeitura” de uma qualquer cidade; pensava eu que este país era um território mais despido de preconceitos, mais tolerante e onde a igualdade social fosse mais nivelada por cima.
Afinal não, puro engano meu! As imagens que passam sugerem-me um país igual a tantos outros, com problemas raciais, de desemprego, de exclusão, de assimetrias sociais, enfim, um “déjà vu” como em outro qualquer lugar do mundo.
Não terá sido para isto que Carlos Magno, Voltaire, Descartes, Rousseau, Napoleão, De Gaulle, Miterrand, entre muitas outras marcantes e ilustres personagens francesas, tanto empenho terão dedicado à sua pátria!
Baseando-me nas imagens que vão sendo transmitidas, afinal a França é apenas mais um país. A “facilidade” e a forma com que os ideais da Revolução Francesa que aí foram “semeados” e que ajudaram a redigir alguns dos paradigmas políticos da contemporaneidade, são os mesmos com que hoje se debatem os múltiplos habitantes dos bairros pobres e dos “dormitórios” da periferia de Paris. Ontem como hoje: o descontentamento, as desigualdades geradas no seio de uma sociedade constituem-se como o grande causador das rebeliões.
Todavia, a liberdade pela qual tanto sangue foi vertido, tantas lutas foram travadas e tanto diálogo foi tentado não pode, em momento algum, ser subvertida à vontade de uns quantos que, (des)governados pela capa da exclusão, atropelam e colocam em pânico a generalidade das populações.
É com estupefacção e com um ar de incredulidade que assisto a todos estes motins, organizados por gente despida de princípios e valores, ávida de atenção por parte das autoridades que comandam o país.
A incredulidade que sinto não é propriamente pela violência que os ataques perpetrados por estas pessoas descontentes causa. Se atentarmos bem, o descontentamento gera, em qualquer parte do mundo, essa mesma revolta. A minha estupefacção advém de estes actos se praticarem no “país aberto e plural” que é a França, a quem a civilização europeia tanto deve e onde tanto foi buscar.
Num país onde coabitam franceses e outros europeus de quase todas as proveniências; magrebinos; africanos oriundos das suas antigas colonias; das Antilhas e de outras paragens; um país que convive diariamente com movimentos nacionalistas, com democratas, com homossexuais na “prefeitura” de uma qualquer cidade; pensava eu que este país era um território mais despido de preconceitos, mais tolerante e onde a igualdade social fosse mais nivelada por cima.
Afinal não, puro engano meu! As imagens que passam sugerem-me um país igual a tantos outros, com problemas raciais, de desemprego, de exclusão, de assimetrias sociais, enfim, um “déjà vu” como em outro qualquer lugar do mundo.
Não terá sido para isto que Carlos Magno, Voltaire, Descartes, Rousseau, Napoleão, De Gaulle, Miterrand, entre muitas outras marcantes e ilustres personagens francesas, tanto empenho terão dedicado à sua pátria!
Baseando-me nas imagens que vão sendo transmitidas, afinal a França é apenas mais um país. A “facilidade” e a forma com que os ideais da Revolução Francesa que aí foram “semeados” e que ajudaram a redigir alguns dos paradigmas políticos da contemporaneidade, são os mesmos com que hoje se debatem os múltiplos habitantes dos bairros pobres e dos “dormitórios” da periferia de Paris. Ontem como hoje: o descontentamento, as desigualdades geradas no seio de uma sociedade constituem-se como o grande causador das rebeliões.
Todavia, a liberdade pela qual tanto sangue foi vertido, tantas lutas foram travadas e tanto diálogo foi tentado não pode, em momento algum, ser subvertida à vontade de uns quantos que, (des)governados pela capa da exclusão, atropelam e colocam em pânico a generalidade das populações.
Sem comentários:
Enviar um comentário