Desde o fim-de-semana passado que as crianças da minha aldeia vivem numa enorme euforia. Logo após terem tido conhecimento da medida governamental que a senhora Ministra da Educação se apronta fazer, retirando os crucifixos das escolas, que elas não conseguem dormir, não escondendo a imensa felicidade que as invade.
Dizem elas que, com esta importante e estrutural medida, finalmente alguém se lembra delas, de lhes proporcionar um ensino melhor e de lhes oferecer uma escola digna e de qualidade. Estas crianças estão convictas de que, com a “queda” dos crucifixos, finalmente os buracos das escolas poderão ser tapados, o frio e a chuva não mais invadirão as salas de aula, haverá professores a tempo e a horas, serão distribuídas igualitariamente refeições pela totalidade dos alunos… enfim, tudo isso. Que bom a saída do “Cristo”, dizem elas!
Há um outro grupo de adolescentes que vivem um momento igualmente feliz. Dizem eles que, com esta medida governamental, já não vão ter a necessidade de estudar aquela “chatice” dos "Sermões" e do discurso retórico do Padre António Vieira. Afinal não estamos num Estado laico?
Por outro lado, também amigos meus que pertencem às Forças Armadas mostram igualmente o seu contentamento. Isto porque, se a medida atrás referida for igualmente aplicada no Ministério da Defesa, eles deixam de ter de “bater continência” e de aturar os discursos do senhor “Padre Capelão”.
Posto a pensar em tudo isto fiquei eu! Ora, se vivemos num Estado laico, porque terei eu de ouvir frequentemente, em enfadonhos discursos de algumas cerimónias públicas, a frase por que todos os oradores começam: “Excelentíssimo Senhor, Arcebispo Primaz (de Braga), Excelência Reverendíssima”? Se vivemos nesse tal Estado, porque terei eu de ouvir diariamente o repicar dos sinos das igrejas em plena rua? Já agora, porque não obrigar os enormes Seminários a pagarem a Contribuição Autárquica, tal como eu faço, pela minha própria habitação? Pela área que ocupam, o tal Estado laico sempre aí irá arrecadar verdadeiras fortunas! E o “deficit”, está-se mesmo a ver!...
Já agora, para que a medida seja convenientemente explicada, poderá o governo, em vez da transmissão dominical da Missa, quer na Antena 1, quer na RTP1, canais do tal Estado laico, aproveitar este tempo para difundir as suas medidas! Sempre teria um “tempo de antena” mais alargado e assim, as medidas poderiam ser melhor compreendidas!
Pois é, agora quem não dorme descansado sou eu. Isto porque o estado de euforia vivido por mim, pelos meus amigos das Forças Armadas e pelas tais crianças e adolescentes da minha aldeia, transformou-se num estado deprimente. Então não é que, pensando bem, com esta medida, eu vou ter de mudar de rua? É que eu moro na Rua Padre Manuel da Nóbrega e, como em espaços públicos os símbolos religiosos não podem ser exibidos...
Dizem elas que, com esta importante e estrutural medida, finalmente alguém se lembra delas, de lhes proporcionar um ensino melhor e de lhes oferecer uma escola digna e de qualidade. Estas crianças estão convictas de que, com a “queda” dos crucifixos, finalmente os buracos das escolas poderão ser tapados, o frio e a chuva não mais invadirão as salas de aula, haverá professores a tempo e a horas, serão distribuídas igualitariamente refeições pela totalidade dos alunos… enfim, tudo isso. Que bom a saída do “Cristo”, dizem elas!
Há um outro grupo de adolescentes que vivem um momento igualmente feliz. Dizem eles que, com esta medida governamental, já não vão ter a necessidade de estudar aquela “chatice” dos "Sermões" e do discurso retórico do Padre António Vieira. Afinal não estamos num Estado laico?
Por outro lado, também amigos meus que pertencem às Forças Armadas mostram igualmente o seu contentamento. Isto porque, se a medida atrás referida for igualmente aplicada no Ministério da Defesa, eles deixam de ter de “bater continência” e de aturar os discursos do senhor “Padre Capelão”.
Posto a pensar em tudo isto fiquei eu! Ora, se vivemos num Estado laico, porque terei eu de ouvir frequentemente, em enfadonhos discursos de algumas cerimónias públicas, a frase por que todos os oradores começam: “Excelentíssimo Senhor, Arcebispo Primaz (de Braga), Excelência Reverendíssima”? Se vivemos nesse tal Estado, porque terei eu de ouvir diariamente o repicar dos sinos das igrejas em plena rua? Já agora, porque não obrigar os enormes Seminários a pagarem a Contribuição Autárquica, tal como eu faço, pela minha própria habitação? Pela área que ocupam, o tal Estado laico sempre aí irá arrecadar verdadeiras fortunas! E o “deficit”, está-se mesmo a ver!...
Já agora, para que a medida seja convenientemente explicada, poderá o governo, em vez da transmissão dominical da Missa, quer na Antena 1, quer na RTP1, canais do tal Estado laico, aproveitar este tempo para difundir as suas medidas! Sempre teria um “tempo de antena” mais alargado e assim, as medidas poderiam ser melhor compreendidas!
Pois é, agora quem não dorme descansado sou eu. Isto porque o estado de euforia vivido por mim, pelos meus amigos das Forças Armadas e pelas tais crianças e adolescentes da minha aldeia, transformou-se num estado deprimente. Então não é que, pensando bem, com esta medida, eu vou ter de mudar de rua? É que eu moro na Rua Padre Manuel da Nóbrega e, como em espaços públicos os símbolos religiosos não podem ser exibidos...
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