terça-feira, fevereiro 12, 2008

Os Savimbis, os Manés e os Reinados!...

Desde longa data que me habituei a admirar a forma como algumas figuras mundiais executavam e propagavam as ideologias político-sociais em que cegamente acreditavam. Não quero dizer com isto que fosse um fervoroso partidário de muitas delas, muito pelo contrário mas, aquilo que mais me enlevava, era a forma como essas mesmas individualidades acreditavam nelas próprias e naquilo que defendiam, pensando, porventura, serem os donos da verdade absoluta ou os maiores benfeitores a viver à face da terra.
Todos na sua esfera e, sem querer meter tudo no mesmo saco, não é esse o propósito, muitas vezes me interroguei e interrogo sobre como foi possível a Humanidade gerar homens como Estaline (URSS); Hitler (Alemanha); Idi Amin (Uganda); Ceausescu (Roménia) e, mais recentemente, Saddam Hussein (Iraque); Fidel Castro (Cuba) ou Robert Mugabe (Zimbabué)? A meu ver, aquilo que fazia mover todas estas personalidades era suportado por uma vincada ideologia política, carregada de um forte dogmatismo pragmático. Esta será, a razão primeira para a existência de tamanhas individualidades.
Afinal, e perante a anterior justificação, o que terá movido então Jonas Savimbi (Angola); Ansumane Mané (Guiné) ou, ultimamente, Alfredo Reinado (Timor Leste), cujas únicas ideologias que se lhes reconheceram, eram sustentadas pelo disparar das armas, arremessando balas causando carnificinas sem paralelo, conduzindo à destruição das estruturas de Estados que se querem livres, soberanos e de direito?
Nunca as ideologias terão rimado tanto com usurpação, com destruição e com morte. O Homem, ao longo da sua evolução histórica, projectou para si um mundo de diálogo e de respeito mútuos. Ninguém se arrogará no direito de aniquilar quem quer que seja. Viver em sociedade acarreta direitos mas, quem os argumenta, nunca poderá esquecer os consequentes deveres. No dia em que ambos não caminharem lado a lado, voltaremos a ouvir falar de novos Savimbis, Manés e Reinados. Por mim, era preferível que não existissem mas, teimosamente, lá se vão multiplicando, para mal da Humanidade!...

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