É sabido que a Europa viveu um apogeu económico ao longo de todo o século XIX, fruto essencialmente de uma gigantesca “Revolução Industrial” que resultou em economias fortes e prósperas. Esta industrialização cruzou a quase totalidade dos países do “velho continente”.
Enquanto isto, Portugal entretinha-se com lutas intestinas entre absolutistas e liberais, arrasando o país num caos social e financeiro, sem estruturas e sem meios de produção, capazes de ombrear e concorrer com as demais economias europeias.
Foi assim que Portugal cavou e deu início a um fosso profundo de desenvolvimento para com os seus pares, posicionando-se na cauda do progresso europeu. Em vez de aproveitarmos um conjunto de inovações técnicas capazes de catapultar a nossa economia para patamares elevados, entretivemo-nos com brigas pelo poder e com lutas políticas sem qualquer sentido.
Com a ascensão dos países ricos e com a cada vez maior necessidade em falar a mesma língua, Portugal demorou a compreender o quão importante era a obrigatoriedade do ensino de uma língua transversalmente falada. Preocupávamo-nos, pura e simplesmente, em saber ler, escrever e contar, premissas dignas de um Estado arcaico e baseadas na altivez do “orgulhosamente sós”.
Hoje, há muito que a língua inglesa se encontra enraizada no quotidiano das pessoas e há muito que ela se pôs em prática. Contudo, a obrigatoriedade do ensino dessa mesma língua, apenas recentemente surgiu como uma grande bandeira, como um verdadeiro acto heróico governativo!
A mim, soa-me de forma diferente. Acho que com esta medida voltámos ao século XIX a correr atrás do último do pelotão da frente. Hoje, com economias orientais prósperas, com crescimentos nunca dantes vistos, não será fácil de perceber que dentro de uma década, colossos asiáticos como a China são os que dominam os mercados mundiais.
A ser assim, para além da tecla já gasta e envelhecida do inglês nas nossas escolas porque é que o governo, numa atitude inteligente, racional e inovadora, não aproveita o contacto já estabelecido no século XVII, nas relações comerciais entre portugueses e chineses e promove o ensino do “mandarim” nas nossas escolas? Pegando no estilo “Professor Marcelo”, é uma medida arrojada? É! É uma medida possível? É! Traz benefícios futuros? Traz! Dá projecção ao governo? Muita!
Se outrora, em vez da industrialização, optámos pelas lutas internas e fomos mal sucedidos, porque não aprender hoje com os erros do passado e criamos condições e estruturas prontas para responder a desafios futuros, capazes de nos proporcionar um assento privilegiado no pelotão da frente? É que, é sempre preferível ser o último dos primeiros do que o primeiríssimo dos últimos!...
Enquanto isto, Portugal entretinha-se com lutas intestinas entre absolutistas e liberais, arrasando o país num caos social e financeiro, sem estruturas e sem meios de produção, capazes de ombrear e concorrer com as demais economias europeias.
Foi assim que Portugal cavou e deu início a um fosso profundo de desenvolvimento para com os seus pares, posicionando-se na cauda do progresso europeu. Em vez de aproveitarmos um conjunto de inovações técnicas capazes de catapultar a nossa economia para patamares elevados, entretivemo-nos com brigas pelo poder e com lutas políticas sem qualquer sentido.
Com a ascensão dos países ricos e com a cada vez maior necessidade em falar a mesma língua, Portugal demorou a compreender o quão importante era a obrigatoriedade do ensino de uma língua transversalmente falada. Preocupávamo-nos, pura e simplesmente, em saber ler, escrever e contar, premissas dignas de um Estado arcaico e baseadas na altivez do “orgulhosamente sós”.
Hoje, há muito que a língua inglesa se encontra enraizada no quotidiano das pessoas e há muito que ela se pôs em prática. Contudo, a obrigatoriedade do ensino dessa mesma língua, apenas recentemente surgiu como uma grande bandeira, como um verdadeiro acto heróico governativo!
A mim, soa-me de forma diferente. Acho que com esta medida voltámos ao século XIX a correr atrás do último do pelotão da frente. Hoje, com economias orientais prósperas, com crescimentos nunca dantes vistos, não será fácil de perceber que dentro de uma década, colossos asiáticos como a China são os que dominam os mercados mundiais.
A ser assim, para além da tecla já gasta e envelhecida do inglês nas nossas escolas porque é que o governo, numa atitude inteligente, racional e inovadora, não aproveita o contacto já estabelecido no século XVII, nas relações comerciais entre portugueses e chineses e promove o ensino do “mandarim” nas nossas escolas? Pegando no estilo “Professor Marcelo”, é uma medida arrojada? É! É uma medida possível? É! Traz benefícios futuros? Traz! Dá projecção ao governo? Muita!
Se outrora, em vez da industrialização, optámos pelas lutas internas e fomos mal sucedidos, porque não aprender hoje com os erros do passado e criamos condições e estruturas prontas para responder a desafios futuros, capazes de nos proporcionar um assento privilegiado no pelotão da frente? É que, é sempre preferível ser o último dos primeiros do que o primeiríssimo dos últimos!...
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