Já passou mais de um século desde a invenção do futebol. No início, um qualquer confronto desportivo tinha como fundamento aquela premissa muito célebre em que “ganhar ou perder era desporto”.
Por norma, o adepto apoiava o clube da sua terra, do seu bairro, da sua proximidade ou mesmo do seu país. Foi assim que, em anos sucessivos, cresceram massas de simpatizantes, ávidos de espectáculo, de bom futebol e, consequentemente, de resultados positivos. Por estas alturas, o dinheiro não era quem mais ordenava e, assim sendo, conjugava-se um misto harmónico entre adepto e equipa de futebol.
Por mais que o queiramos encobrir, os tempos mudaram e hoje, os interesses que regem a actuação dos atletas é outro. Há uma grande conveniência em representar a selecção nacional pelos dividendos económicos que daí se retiram. Não vejo nos dias que correm e estampado nessa representação, o orgulho, o esforço e a dedicação de outrora.
Os jogadores, pomposa e gigantescamente bem pagos, limitam-se a cumprir com os mínimos, coisa que nem sempre conseguem. Derrotas, empates e espectáculos deprimentes, sem brio e sem brilho perante equipas cujo ranking mais se assemelha a um “terceiromundismo do futebol”, são hoje mais do que comuns.
Não compreendo então que, para assistirmos a tamanhos e tão deprimentes espectáculos, se exija aos torcedores um bolso cheio de dinheiro, sobretudo quando se trata do tal “clube do coração”.
Quando vou a uma ópera, a um bailado, ou a um qualquer concerto, depois de pagar o meu ingresso, a única coisa que peço ou de que estou à espera, é de um espectáculo que me encha o olho e não, esperar ansiosamente pelo insubstituível “the end”. Aqui, não me importa que seja o meu vizinho, o meu conhecido ou alguém que mora nos antípodas. Importa que, enquanto actores e artistas me brindem com um espectáculo condizente com a quantia que voluntariamente despendi e com o prestígio que evidenciam junto da sociedade.
Por estes dias, um número elevado de espectadores premiou a selecção nacional de futebol com um estrondoso coro de assobios perante tão paupérrima exibição diante da sua congénere Arménia. Vieram logo a terreiro muitas gargantas argumentar que eles, os jogadores, andavam lá a fazer o seu melhor e a cumprir com os seus objectivos que era vencer! Como se vencer pela margem mínima, alguém que se encontra na cauda da tabela fosse algo de extraordinário!
Não penso assim. Quando se trata de representar e, quando para tal somos pagos e bem pagos para o fazer, acho que temos o direito e o dever de colocar “toda a carne no assador”, sobretudo, por respeito a quem paga exorbitantes quantias e aos acérrimos seguidores do tal clube do coração.
Já terá passado pela cabeça algum dia, quando contratamos um picheleiro para nos consertar o autoclismo do WC e, findo o trabalho com sucesso, batermos palmas ao bem sucedido descarregar da água? Já alguém imaginou eu plantar-me perante a minha impressora e, depois de seleccionar “print” a impressora começar a imprimir um determinado ficheiro e eu ovacioná-la efusivamente? Se assim fosse, no final de cada viagem que faço, o meu “petit Jaguar”, leia-se Opel Corsa, passava a corar com tantas ovações que merece!
Pois é, enquanto houver um conjunto de “prima donas” em determinados sectores do nosso mundo – político, social, cultural ou outro – não deixaremos nunca de olhar apenas e só para a biqueira das nossas botas, impedindo-nos de uma visão um pouco mais além e bem mais abrangente.
Por norma, o adepto apoiava o clube da sua terra, do seu bairro, da sua proximidade ou mesmo do seu país. Foi assim que, em anos sucessivos, cresceram massas de simpatizantes, ávidos de espectáculo, de bom futebol e, consequentemente, de resultados positivos. Por estas alturas, o dinheiro não era quem mais ordenava e, assim sendo, conjugava-se um misto harmónico entre adepto e equipa de futebol.
Por mais que o queiramos encobrir, os tempos mudaram e hoje, os interesses que regem a actuação dos atletas é outro. Há uma grande conveniência em representar a selecção nacional pelos dividendos económicos que daí se retiram. Não vejo nos dias que correm e estampado nessa representação, o orgulho, o esforço e a dedicação de outrora.
Os jogadores, pomposa e gigantescamente bem pagos, limitam-se a cumprir com os mínimos, coisa que nem sempre conseguem. Derrotas, empates e espectáculos deprimentes, sem brio e sem brilho perante equipas cujo ranking mais se assemelha a um “terceiromundismo do futebol”, são hoje mais do que comuns.
Não compreendo então que, para assistirmos a tamanhos e tão deprimentes espectáculos, se exija aos torcedores um bolso cheio de dinheiro, sobretudo quando se trata do tal “clube do coração”.
Quando vou a uma ópera, a um bailado, ou a um qualquer concerto, depois de pagar o meu ingresso, a única coisa que peço ou de que estou à espera, é de um espectáculo que me encha o olho e não, esperar ansiosamente pelo insubstituível “the end”. Aqui, não me importa que seja o meu vizinho, o meu conhecido ou alguém que mora nos antípodas. Importa que, enquanto actores e artistas me brindem com um espectáculo condizente com a quantia que voluntariamente despendi e com o prestígio que evidenciam junto da sociedade.
Por estes dias, um número elevado de espectadores premiou a selecção nacional de futebol com um estrondoso coro de assobios perante tão paupérrima exibição diante da sua congénere Arménia. Vieram logo a terreiro muitas gargantas argumentar que eles, os jogadores, andavam lá a fazer o seu melhor e a cumprir com os seus objectivos que era vencer! Como se vencer pela margem mínima, alguém que se encontra na cauda da tabela fosse algo de extraordinário!
Não penso assim. Quando se trata de representar e, quando para tal somos pagos e bem pagos para o fazer, acho que temos o direito e o dever de colocar “toda a carne no assador”, sobretudo, por respeito a quem paga exorbitantes quantias e aos acérrimos seguidores do tal clube do coração.
Já terá passado pela cabeça algum dia, quando contratamos um picheleiro para nos consertar o autoclismo do WC e, findo o trabalho com sucesso, batermos palmas ao bem sucedido descarregar da água? Já alguém imaginou eu plantar-me perante a minha impressora e, depois de seleccionar “print” a impressora começar a imprimir um determinado ficheiro e eu ovacioná-la efusivamente? Se assim fosse, no final de cada viagem que faço, o meu “petit Jaguar”, leia-se Opel Corsa, passava a corar com tantas ovações que merece!
Pois é, enquanto houver um conjunto de “prima donas” em determinados sectores do nosso mundo – político, social, cultural ou outro – não deixaremos nunca de olhar apenas e só para a biqueira das nossas botas, impedindo-nos de uma visão um pouco mais além e bem mais abrangente.
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