Sempre ouvi dizer da boca de alguns familiares, amigas ou pessoas com alguma experiência de vida que o acto de ter um filho seria um momento digno de verdadeiro sonho. Embora não comungue do mesmo sentimento, ou melhor, não o posicione neste tão elevado patamar, posso até concordar que assim seja face a tão recheados argumentos de quem já terá sido bafejado por essa maravilhosa e “divina” experiência. Parece-me que, afinal, nada melhor do que senti-lo na primeira pessoa.
Tudo isto vem a propósito de um caso que há uns meses vem alimentando a opinião pública, extrapolando-se esta notícia muito para além da escala estritamente nacional, estendendo-se numa gigantesca dimensão planetária, ultrapassando tudo aquilo que é aceitável. Refiro-me concretamente ao “caso Madeleine” e à tentativa clara de manipulação da opinião pública e de manietar muitas das acções que carecem de um rápido esclarecimento.
Domingo, há hora em que me preparava para a minha primeira refeição do dia, foi um “regalo” ver vários canais a transmitir em directo, imagine-se, a viagem de regresso a casa de um casal de ilustres desconhecidos (pensava eu!), acompanhados pelos dois filhos, procurando no refúgio deste seu lar a paz e o sossego há muito desejados. Mas será que alguma vez este casal terá desejado esta serenidade?
Não vou aqui falar de “arguidos”, “acusados” ou “presumíveis autores”! Isso fica a cargo dos especialistas criminais, pessoas idóneas e que sabem muito mais do que eu e conhecem o caso como ninguém. Agora, causa-me alguma “dor de estômago” alguém esgrimir que pretende tranquilidade para a sua família e desde o início tanto alarido ter feito e tanto ter badalado o assunto junto dos diversos órgãos de comunicação! Não me parece coerente.
Mas, depois de meditar um pouco, pensei para comigo: como terá sido possível a este “desconhecido” par inglês ter sido recebido tão facilmente por Sua Santidade, o Papa? Como foi possível que o porta-voz de há quatro meses da família McCan desempenhe hoje as funções de assessor no gabinete do Primeiro-ministro britânico? Como dormem tanto aquelas crianças britânicas? Isto são questões paralelas mas essenciais que eu gostaria de ver respondidas com a veracidade que se lhes exige.
Todavia, aquilo que mais me indigna é aquilo por onde comecei este meu raciocínio: qual o sentimento de amor, carinho e respeito que este casal teria pelos seus jovens filhos abandonando-os em casa, para se poderem divertir? Sim, eu escrevi abandonarem! Como se pode ter tanto afecto pelos filhos e na primeira oportunidade os trocamos por um bom momento de diversão, uma boa farra ou uma jantarada entre amigos? Com vidas e profissões tão promissoras e abastadas deste casal, sempre poderiam ter contratado uma “Baby Sitter” ou o amor sentido para com as suas crianças não o justificava?
Eu sei que há aspectos culturais a ter em conta mas, em momento algum nos podemos sentir reféns deles, onde os usamos para umas coisas e os menosprezarmos para outras.
Não ouvi, em momento algum, uma fundamentada resposta para esta ausência. Não se deve esconder a insensibilidade e a irresponsabilidade com a capa dos aspectos culturais ou com as diferentes formas de relacionamento familiar vigentes nos países de origem. Se queremos demonstrar afecto e carinho à posteriori, deveríamos tê-lo testemunhado e mostrado antes. “À mulher de César não lhe basta ser séria”!
Sou um leigo nestes casos de polícia não me querendo imiscuir nestes complicados processos. Todavia, independentemente do caso de desaparecimento, penso haver razões sobejamente claras para uma condenação por negligência. Afinal, se “em Roma se deve ser romano”, qualquer cidadão se deve submeter às leis vigentes no país que o acolhe. É assim num Estado de Direito!
Termino indeciso tal como comecei este texto. Perante estes factos, será assim um sonho tão grande ter um filho? Gostava que todos assim pensassem ou então, que fossem responsáveis e pensassem bem antes de os conceberem! É que nós podemos escolher os filhos mas eles não podem fazer o mesmo relativamente aos pais.
Como nota de rodapé, queria relembrar aos “arautos” das boas práticas britânicas, que sempre será mais justo interrogar alguém de quem desconfiamos do que abater a tiro alguém que nada fez para ser assassinado. Foi isto que a “imaculada e perfeita” polícia de investigação britânica fez ao cidadão brasileiro Jean Charles de Menezes, em 2005, suspeito sem qualquer fundamento, dos ataques bombistas perpetrados no metro de Londres. Sempre aprendi que não devemos atirar pedras ao telhado do vizinho quando o nosso tem cobertura de vidro!
Tudo isto vem a propósito de um caso que há uns meses vem alimentando a opinião pública, extrapolando-se esta notícia muito para além da escala estritamente nacional, estendendo-se numa gigantesca dimensão planetária, ultrapassando tudo aquilo que é aceitável. Refiro-me concretamente ao “caso Madeleine” e à tentativa clara de manipulação da opinião pública e de manietar muitas das acções que carecem de um rápido esclarecimento.
Domingo, há hora em que me preparava para a minha primeira refeição do dia, foi um “regalo” ver vários canais a transmitir em directo, imagine-se, a viagem de regresso a casa de um casal de ilustres desconhecidos (pensava eu!), acompanhados pelos dois filhos, procurando no refúgio deste seu lar a paz e o sossego há muito desejados. Mas será que alguma vez este casal terá desejado esta serenidade?
Não vou aqui falar de “arguidos”, “acusados” ou “presumíveis autores”! Isso fica a cargo dos especialistas criminais, pessoas idóneas e que sabem muito mais do que eu e conhecem o caso como ninguém. Agora, causa-me alguma “dor de estômago” alguém esgrimir que pretende tranquilidade para a sua família e desde o início tanto alarido ter feito e tanto ter badalado o assunto junto dos diversos órgãos de comunicação! Não me parece coerente.
Mas, depois de meditar um pouco, pensei para comigo: como terá sido possível a este “desconhecido” par inglês ter sido recebido tão facilmente por Sua Santidade, o Papa? Como foi possível que o porta-voz de há quatro meses da família McCan desempenhe hoje as funções de assessor no gabinete do Primeiro-ministro britânico? Como dormem tanto aquelas crianças britânicas? Isto são questões paralelas mas essenciais que eu gostaria de ver respondidas com a veracidade que se lhes exige.
Todavia, aquilo que mais me indigna é aquilo por onde comecei este meu raciocínio: qual o sentimento de amor, carinho e respeito que este casal teria pelos seus jovens filhos abandonando-os em casa, para se poderem divertir? Sim, eu escrevi abandonarem! Como se pode ter tanto afecto pelos filhos e na primeira oportunidade os trocamos por um bom momento de diversão, uma boa farra ou uma jantarada entre amigos? Com vidas e profissões tão promissoras e abastadas deste casal, sempre poderiam ter contratado uma “Baby Sitter” ou o amor sentido para com as suas crianças não o justificava?
Eu sei que há aspectos culturais a ter em conta mas, em momento algum nos podemos sentir reféns deles, onde os usamos para umas coisas e os menosprezarmos para outras.
Não ouvi, em momento algum, uma fundamentada resposta para esta ausência. Não se deve esconder a insensibilidade e a irresponsabilidade com a capa dos aspectos culturais ou com as diferentes formas de relacionamento familiar vigentes nos países de origem. Se queremos demonstrar afecto e carinho à posteriori, deveríamos tê-lo testemunhado e mostrado antes. “À mulher de César não lhe basta ser séria”!
Sou um leigo nestes casos de polícia não me querendo imiscuir nestes complicados processos. Todavia, independentemente do caso de desaparecimento, penso haver razões sobejamente claras para uma condenação por negligência. Afinal, se “em Roma se deve ser romano”, qualquer cidadão se deve submeter às leis vigentes no país que o acolhe. É assim num Estado de Direito!
Termino indeciso tal como comecei este texto. Perante estes factos, será assim um sonho tão grande ter um filho? Gostava que todos assim pensassem ou então, que fossem responsáveis e pensassem bem antes de os conceberem! É que nós podemos escolher os filhos mas eles não podem fazer o mesmo relativamente aos pais.
Como nota de rodapé, queria relembrar aos “arautos” das boas práticas britânicas, que sempre será mais justo interrogar alguém de quem desconfiamos do que abater a tiro alguém que nada fez para ser assassinado. Foi isto que a “imaculada e perfeita” polícia de investigação britânica fez ao cidadão brasileiro Jean Charles de Menezes, em 2005, suspeito sem qualquer fundamento, dos ataques bombistas perpetrados no metro de Londres. Sempre aprendi que não devemos atirar pedras ao telhado do vizinho quando o nosso tem cobertura de vidro!
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