quarta-feira, julho 04, 2007

Quem "gere" este Richard?

Não sou um especialista em cinema, daqueles que mal o pano cai, as luzes desvanecem, o som ganha fôlego e as imagens surgem, logo ali identificam as personagens que se apresentam no filme, à medida que as cenas evoluem.
Apesar disto, temos sempre aqueles actores que, independentemente dos papéis que desempenham nos filmes onde entram, acabam sempre por nos marcar e por atrair a nossa simpatia e a nossa predilecção.
Por estes dias, encontrava-me refastelado no sofá, a descansar de um árduo dia de trabalho e no meio de um daqueles frequentes “zappings”, percorrendo os vários canais disponíveis na televisão por cabo, detive-me por momentos no canal Hollywood. E porquê aqui? A resposta é simples: porque reconheci de imediato, no filme “Dr. T e as mulheres”, o actor Richard Gere, interpretando o papel de um afamado ginecologista.
Dito assim, esta paragem não terá muito interesse. Digo já, para espanto de alguns, que não foi o tema em si o causador desta pausa! Todavia, a admiração e a simpatia que este actor me desperta, associadas à sua inigualável capacidade representativa, constituem-se como fortes indicadores de uma película de qualidade.
Como em tudo o que fazemos ao longo de uma vida ou de uma carreira, há sempre altos e baixos; há sempre momentos de maior ou menor fulgor. Todavia, apesar desta “lapalissiana” premissa, aos meus olhos, Richard Gere surge sempre associado aos bons filmes e à extraordinária representação.
É sabido que a sua carreira é recheada de êxitos, com inúmeros filmes exibidos que não param de deliciar tantas e tantas plateias! Um dos primeiros e porventura, um dos que mais me terá entusiasmado foi “Oficial e Cavalheiro”, embora outros se lhe equiparem. “Dias do Paraíso”; “Cotton Club”; “Um sonho de mulher”; “Mr. Jones”; “O Chacal”; “A noiva em fuga”; “Amar em Nova Iorque” e “Chicago” são, por assim dizer, aqueles que mais entusiasmo terão arrebatado nas numerosas salas de cinema mundiais.
No entanto, talvez devido à sua proximidade (2002), ao contagiante e maravilhoso enredo e, sobretudo, à sua carga dramática, “Infiel” apresenta-se como uma escolha de incontornável eleição.
Richard Gere apresenta-se como um actor experiente e transversal, evidenciando-se nele três momentos marcantes: “Oficial e Cavalheiro”, “Um sonho de mulher” e “Infiel”.
São pois, papeis como estes, interpretados desta forma sábia, que o levaram a transformar-se numa cintilante estrela da sétima arte, sempre muito adorado e venerado, mesmo pelas paixões menos atentas. É pois, chegada a hora de um novo filme. Quem sabe, um “Pretty Gere”, bem à moda deste Richard!...

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