Anualmente, é feito eco das inúmeras festas académicas, conhecidas nos meandros universitários como a “queima das fitas”. Estas festividades apresentam-se como tantas outras, não fosse o alarido e a demasiada importância que os vários media lhes reservam.
É com naturalidade que observo a tentativa que as diferentes academias implementam para transportar para o exterior muitos dos seus usos e costumes, uns mais originais e genuínos que outros, em conformidade com a identidade e a tradição que a cada uma lhes é associada.
É, por assim dizer, uma semana de “arromba” onde tudo se faz em grande: grandes noitadas, grandes loucuras e grandes bebedeiras também. São concertos e mais concertos, ocupando a música “pimba” um lugar de grande destaque.
Os cortejos, um dos momentos mais esperados, deveriam apresentar-se, como a “cereja no cimo do bolo”, exibindo um humor requintado, uma sátira criativa, capaz de desvendar aos olhos da generalidade da população, muitas das vicissitudes que reinam e regem as academias.
Ora, a meu ver, nada disto acontece. Assiste-se ao desfilar dos tais carros alegóricos onde o mote que impera é a “alegoria de Baco”: álcool e mais álcool, asneiras em catadupa, insultos e atropelos; é o vale tudo! Se estivermos atentos, numa academia devia imperar o bom senso do requinte, da criatividade esmerada e um sentido de humor muito mais apurado! Mas, nada disto acontece.
É também por esta altura que dão sinais de vida os “papas” e os “cardeais”, vangloriando-se do seu “estatuto” de abstinência às aulas, envaidecendo-se do seu passado e das inúmeras matrículas que apresentam no seu curriculum.
Pensava eu que seria motivo de orgulho e satisfação para qualquer mortal, obter um curso superior em quatro ou cinco anos, conforme os “curricula” de cada um. Assim não é, pelos vistos! Vêem-se autênticos “sumos pontífice”, com dezenas de matrículas às costas, orgulhando-se do seu feito e o Estado, sorridente, nada faz para despertar a consciência destas alminhas!
A vaga a concurso continua preenchida e nós, sorridentemente, continuamos encantados perante feitos tamanhos! Só para se ter uma ideia, há um elevado número de universitários que de estudantes só têm mesmo o nome e, porventura o cartão, para dele usufruírem. São numerosos os alunos que levam mais de dez matrículas sem concluir um curso de quatro ou cinco anos.
Não querendo individualizar este fenómeno, tive conhecimento da presença de um autêntico “dux veteranorum”, inscrito num curso superior público de cinco anos e que já vai em trinta e três matrículas! Pasme-se, trinta e três matrículas! Isto é um absurdo; isto é a negação de um verdadeiro Estado!
A tutela deveria ser mais exigente no sucesso de quem frequenta os seus cursos. Caso contrário, estamos a estimular o ócio, a preguiça e a desresponsabilização e para o ano, lá estou de novo a ver a “guerra” deste veterano, gozando com a minha cara e com os impostos de tanta gente!
É com naturalidade que observo a tentativa que as diferentes academias implementam para transportar para o exterior muitos dos seus usos e costumes, uns mais originais e genuínos que outros, em conformidade com a identidade e a tradição que a cada uma lhes é associada.
É, por assim dizer, uma semana de “arromba” onde tudo se faz em grande: grandes noitadas, grandes loucuras e grandes bebedeiras também. São concertos e mais concertos, ocupando a música “pimba” um lugar de grande destaque.
Os cortejos, um dos momentos mais esperados, deveriam apresentar-se, como a “cereja no cimo do bolo”, exibindo um humor requintado, uma sátira criativa, capaz de desvendar aos olhos da generalidade da população, muitas das vicissitudes que reinam e regem as academias.
Ora, a meu ver, nada disto acontece. Assiste-se ao desfilar dos tais carros alegóricos onde o mote que impera é a “alegoria de Baco”: álcool e mais álcool, asneiras em catadupa, insultos e atropelos; é o vale tudo! Se estivermos atentos, numa academia devia imperar o bom senso do requinte, da criatividade esmerada e um sentido de humor muito mais apurado! Mas, nada disto acontece.
É também por esta altura que dão sinais de vida os “papas” e os “cardeais”, vangloriando-se do seu “estatuto” de abstinência às aulas, envaidecendo-se do seu passado e das inúmeras matrículas que apresentam no seu curriculum.
Pensava eu que seria motivo de orgulho e satisfação para qualquer mortal, obter um curso superior em quatro ou cinco anos, conforme os “curricula” de cada um. Assim não é, pelos vistos! Vêem-se autênticos “sumos pontífice”, com dezenas de matrículas às costas, orgulhando-se do seu feito e o Estado, sorridente, nada faz para despertar a consciência destas alminhas!
A vaga a concurso continua preenchida e nós, sorridentemente, continuamos encantados perante feitos tamanhos! Só para se ter uma ideia, há um elevado número de universitários que de estudantes só têm mesmo o nome e, porventura o cartão, para dele usufruírem. São numerosos os alunos que levam mais de dez matrículas sem concluir um curso de quatro ou cinco anos.
Não querendo individualizar este fenómeno, tive conhecimento da presença de um autêntico “dux veteranorum”, inscrito num curso superior público de cinco anos e que já vai em trinta e três matrículas! Pasme-se, trinta e três matrículas! Isto é um absurdo; isto é a negação de um verdadeiro Estado!
A tutela deveria ser mais exigente no sucesso de quem frequenta os seus cursos. Caso contrário, estamos a estimular o ócio, a preguiça e a desresponsabilização e para o ano, lá estou de novo a ver a “guerra” deste veterano, gozando com a minha cara e com os impostos de tanta gente!
2 comentários:
Este texto é um óptimo exemplo daquela que deveria ser uma das principais funções de um blog: reflectir livremente sobre a actualidade.
Obrigado por este texto; irei sugeri-lo a vários amigos. Gostava de ser eu a assiná-lo.
P.S. - Em Abril estive na U.M. e assisti a um espectáculo inqualificável: um grupo de alunos comandado por três jovens, gritava a plenos pulmões um conjunto de frases inqualificáveis! Praxe? Em Abril? Pobre do meu filho que este ano será candidato à U.M.!
Pois é meu caro António, já por lá (cá) passaste e sabes o quão "religiosas" são as praxes para alguns, sobretudo para os tais abstinentes e "intelectuais" do traje. É vergonhoso como ano após ano se multiplicam as grosserias, escondidas na capa da tradição. Mas já ambos dissecámos muito sobre o conceito de tradição, sobretudo na universidade a que te referes.
Obrigado, pelas sempre apetecidas palavras elogiosas e simpáticas que aqui me deixaste.
Um abraço e vai-te confortando: na UM, na UBI, na UP ou na UTAD, a verbalização das tais frases que aqui não digo soam da mesma forma. A bola de neve, pelos vistos, veio para ficar, “malreusement”!...
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