Quantos de nós, aqueles por quem os “verdes anos” há muito passaram, não se recordarão da popular e famosa série livreira de “Os Cinco", narrada pelos dedos da escritora Enid Blyton? Estes livros fizeram as delícias da nossa infância. Preencheu-a de imaginação, de aventuras e mistérios e guiou-nos num imaginário de sonho e de heróis, do qual não gostaríamos nunca de ter acordado! Esta foi uma brilhante série que ocupou muito do nosso entretenimento juvenil.
Hoje, pegando naquele célebre número, alguém ousou acrescentar-lhe mais duas unidades e é ver em nosso redor promoções às “sete maravilhas da Humanidade”; às “sete maravilhas de Portugal”; às “sete aberrações disto”; aos “sete pratos típicos daquilo” e até aos “sete maravilhosos atletas”.
Parece-me uma ideia peregrina, ignorante e de um provincianismo primário escolhermos, por exemplo, as “sete maravilhas de Portugal”, pegando em tantos exemplares como monumentos, castelos, igrejas e sítios, elegendo os mais bonitos ou os de maior significado. Trata-se de uma escolha dúbia e composta de uma grande carga de subjectividade.
Tratando-se de obras de arte, produtos do espírito humano na sua expressão mais nobre, edificados à custa do trabalho de centenas de gerações, não me parece muito ajustada a ideia de em apenas sete exemplares conseguirmos expressar toda a nossa magnitude nacional.
Voltando às “sete maravilhas de Portugal”, será que haverá alguém, conhecedor desta realidade, que consegue emitir a sua preferência entre o Mosteiro dos Jerónimos e o Mosteiro da Batalha; entre o Castelo de Guimarães e o Castelo de Almourol; entre o Palácio de Mateus e o Palácio Nacional de Queluz; entre a Sé de Braga e a Sé da Guarda; entre os Centros Históricos de Guimarães e de Évora; entre as fortificações de Monsaraz e de Marvão, ou mesmo entre as aldeias históricas de Monsanto e de Sortelha?
Não será um número demasiado escasso e redondo para reproduzir e representar tamanho simbolismo e beleza? É arriscado delimitarmos e reduzirmos tanta história a um universo tão escasso.
Contrariamente às personagens a quem Enid Blyton deu rosto (Julian, Anne, Dick, Georgina e o cão Timy), aqui os exemplares são muitos e aquilo que representam também. Daí que, circunscrever tanto a tão pouco se afigura tarefa desajustada e despida de um verdadeiro e autêntico rigor histórico. A humanidade agradece!...
Hoje, pegando naquele célebre número, alguém ousou acrescentar-lhe mais duas unidades e é ver em nosso redor promoções às “sete maravilhas da Humanidade”; às “sete maravilhas de Portugal”; às “sete aberrações disto”; aos “sete pratos típicos daquilo” e até aos “sete maravilhosos atletas”.
Parece-me uma ideia peregrina, ignorante e de um provincianismo primário escolhermos, por exemplo, as “sete maravilhas de Portugal”, pegando em tantos exemplares como monumentos, castelos, igrejas e sítios, elegendo os mais bonitos ou os de maior significado. Trata-se de uma escolha dúbia e composta de uma grande carga de subjectividade.
Tratando-se de obras de arte, produtos do espírito humano na sua expressão mais nobre, edificados à custa do trabalho de centenas de gerações, não me parece muito ajustada a ideia de em apenas sete exemplares conseguirmos expressar toda a nossa magnitude nacional.
Voltando às “sete maravilhas de Portugal”, será que haverá alguém, conhecedor desta realidade, que consegue emitir a sua preferência entre o Mosteiro dos Jerónimos e o Mosteiro da Batalha; entre o Castelo de Guimarães e o Castelo de Almourol; entre o Palácio de Mateus e o Palácio Nacional de Queluz; entre a Sé de Braga e a Sé da Guarda; entre os Centros Históricos de Guimarães e de Évora; entre as fortificações de Monsaraz e de Marvão, ou mesmo entre as aldeias históricas de Monsanto e de Sortelha?
Não será um número demasiado escasso e redondo para reproduzir e representar tamanho simbolismo e beleza? É arriscado delimitarmos e reduzirmos tanta história a um universo tão escasso.
Contrariamente às personagens a quem Enid Blyton deu rosto (Julian, Anne, Dick, Georgina e o cão Timy), aqui os exemplares são muitos e aquilo que representam também. Daí que, circunscrever tanto a tão pouco se afigura tarefa desajustada e despida de um verdadeiro e autêntico rigor histórico. A humanidade agradece!...
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