terça-feira, setembro 12, 2006

The "champion" and the others!...

Quem me conhece sabe da adoração que habitualmente dedico à música, expressa nas mais variadas formas ou sons. Cedo me habitei a oferecer uma especial atenção à produção nacional, sobretudo motivada pela proximidade à língua pátria e também, pela partilha que adveio no seio dos grupos onde habitualmente me socializava à época, especialmente a escola.
Com o evoluir dos tempos e com a consequente forma diferenciada como a passava a olhar, começo a ter contacto com variados tipos musicais, onde pontificam cantores e bandas estrangeiras como os Pink Floyd, Rolling Stones, Leonard Cohen, Dire Straits e, posteriormente, os U2.
É sabido o fascínio que me provocam músicas como “sultans of swing” dos Dire Straits; “wish you where here” dos Pink Floyd ou mesmo “one” dos U2. Este é, por assim dizer, o meu “ranking”!
Uma coisa muito poucos sabem. Do encantamento que ao longo dos anos me provocou a sonoridade das canções musicadas pelos Queen e pelo seu líder, Freddy Mercury. Reflecti bastante sobre se haveria de escrever alguma coisa sobre esta verdadeira lenda da música mundial, passados que foram há dias, 60 anos sobre o seu nascimento. Obviamente que a resposta só poderia ser afirmativa, perante tão excepcional e marcante figura!
Desde muito jovem que me habituei a ver Freddy Mercury como um génio e um verdadeiro ídolo. Muitas vezes, a sua irreverência em palco me fez entrar em viagens, cujo destino ainda hoje estou por desvendar. Músicas compostas por um misto de ópera e rock tornaram-se emblemáticas para mim e para a época. Quem não se lembrará de “bohemian rhapsody”, "bicycle race" ou “somebody to love”, onde Mercury, por detrás dos seus dentinhos de “rabit”, nos oferecia muita da sua magia e inigualável capacidade musical?
De voz inconfundível, de um coração sem limites e de uma generosidade à flor da pele, Freddy Mercury participa no “Live Aid”, em Londres, levando ao delírio milhares de fãs no estádio de Wembley, em 1985, com transmissão televisiva à escala mundial. Sons como “I want to break free” ou “radio ga ga” foram ecoados por milhões de gargantas, naquela histórica tarde quente britânica.
Mas Mercury apresentava-se como um homem de vida e relações difíceis, envolvendo-se frequentemente em viagens libertinas onde ele próprio não conhecia os seus limites. Foi numa dessas faustosas festas por ele organizadas para celebrar o seu aniversário, que é infectado com o vírus da sida.
Mesmo sabendo da sua doença, Mercury continua a cantar “I want it all” e “who wants to live forever”, autênticos hinos à vida, ao amor e sobretudo à amizade, materializada particularmente em “friends will be friends”.
Embora o seu estado de saúde se deteriore a cada dia que passa, Mercury grava “Innuendo” já com dificuldades de saúde aparentes. As suas canções falam agora em “miracle” ou em “one vision” num incessante apelo ao sobrenatural! Tornou-se então num “invisible man” e acaba por reconhecer que, apesar da gravidade da sua doença, “the show must go on”!
É este homem, tão humano quanto boémio; tão incompreendido quanto irreverente, que acaba por preencher grande parte dos imaginários musicais de cada um. Freddy Mercury acaba assim por marcar fortemente uma época. Não a de 70, 80, 90 ou outra qualquer geração. Ele marcou e marca toda uma família que gosta de música… mas da verdadeira, da genuína! Afinal Freddy, tu não partiste porque “you are the champion”!...

4 comentários:

Anónimo disse...

Este blog é um dos meus pontos de abrigo na peregrinação diária pela blogosfera. Hoje não me serviu de conforto nem me forneceu repouso. Foram-se as pinturas, o ambiente amigável. Está demasiado azul para o meu gosto. Nesta côr, só me sinto bem com a tonalidade monárquica.
Espero que não haja "mãozinha" de dragão... O Benfica ganhou!

Anónimo disse...

Concordo absolutamente.
Tornou-se muito impessoal. A "casa" que habitualmente visitava mudou! Mas que se passou com o bloguista? Vai passar a ter dia para os posts, será que o vai fazer também em "casa" alheia?

Anónimo disse...

Eu pessoalmente discordo. Gosto muito dos novos tons de azul. Inspiram calma, tranquilidade...além disso combinam com os olhos lindos do autor do blog ;)!

Fernando Jesus disse...

Como resposta aos comentários aqui deixados, remeto as explicações devidas para um "post" que hoje mesmo coloquei.
Obviamente que as críticas serão sempre bem recebidas e analisadas.
Acho que os blogs são como as estações do ano: em função da época, assim é a cor que predomina.