Portugal vive, na área do ensino, uma situação caricata. Com a revolução ocorrida em Abril de 1974 e que percorreu os vários sectores da sociedade, o ensino generalizou-se e a forte necessidade de formar professores tornou-se evidente. Foi necessário a implementação de uma adequada formação pedagógica, alicerçada em cursos de licenciatura profissionalizantes, também conhecidos por “via ensino”, onde nos seus “curricula” apresentavam um leque de cadeiras pedagógicas apreciável.
Paralelamente, com o evoluir dos tempos, o país foi tomando medidas diversas no combate à elevada taxa de natalidade, importante indicador de subdesenvolvimento. Como consequência, num médio prazo, as Universidades acabaram por oferecer um número elevado de cursos e de profissionais com as habilitações requeridas e necessárias, para um número cada vez mais reduzido de alunos.
Os cursos superiores profissionalizantes pulverizaram-se de uma forma desmedida, sem o cuidado necessário para as verdadeiras e reais necessidades. Qualquer Universidade ou Instituto Politécnico abriu cursos de “ensino” bem ao jeito da germinação de cogumelos. Qualquer pessoa se pode candidatar a esses cursos, sem que, para tal, lhes seja requerido qualquer reconhecida capacidade pedagógica, do tipo pré-requisitos, tal como acontece em muitos outros cursos. Tudo vale, tudo é possível e todos podem assim ser professores, desde que um qualquer candidato tenha uma média de aprovação que lhe possibilite a entrada. Já alguém terá imaginado um candidato ao curso de Medicina, possuindo uma média de entrada de dezanove valores e ter aversão a hospitais ou ficar impressionado quando em contacto com sangue? Não estou a ver!
Pois é, com um estágio garantido e remunerado e com uma colocação praticamente assegurada, este “mercado” do ensino depressa ficou saturado. Primeiro foram os cursos nas áreas das Ciências Sociais, depois arrastou-se a cursos de outras especialidades do saber.
E o que se fez para combater esta tendência? Nada a meu ver! Continuamos a “assobiar para o ar”, como se nada fosse; continuamos a formar profissionais que muito dificilmente o serão; continuamos a dar-lhes as mesmas cadeiras pedagógicas de há vinte ou trinta anos, como se a realidade não fosse agora outra. Privilegia-se a forma e não o conteúdo. Passam-se árduos anos em estágio com conceitos e com pedagogias completamente desfasadas da actual realidade; fomentam-se aulas assistidas, que de assistidas nada têm; o uso das “novas” tecnologias é apenas uma miragem e de “novas”… só se for para alguns!
Era importante mudar este “status quo”. Era importante que se pré-seleccionassem os candidatos a professores; era essencial que se adequassem as pedagogias utilizadas na formação para daí obter uma resposta eficaz às actuais necessidades. Finalmente, era importante dotar as escolas do ensino primário e secundário de estruturas e de tecnologias capazes para levar por diante um ensino de qualidade, gerador de profissionais igualmente de qualidade. Nesse dia, garanto, não tínhamos quarenta mil professores no desemprego, como por aí se diz!
Paralelamente, com o evoluir dos tempos, o país foi tomando medidas diversas no combate à elevada taxa de natalidade, importante indicador de subdesenvolvimento. Como consequência, num médio prazo, as Universidades acabaram por oferecer um número elevado de cursos e de profissionais com as habilitações requeridas e necessárias, para um número cada vez mais reduzido de alunos.
Os cursos superiores profissionalizantes pulverizaram-se de uma forma desmedida, sem o cuidado necessário para as verdadeiras e reais necessidades. Qualquer Universidade ou Instituto Politécnico abriu cursos de “ensino” bem ao jeito da germinação de cogumelos. Qualquer pessoa se pode candidatar a esses cursos, sem que, para tal, lhes seja requerido qualquer reconhecida capacidade pedagógica, do tipo pré-requisitos, tal como acontece em muitos outros cursos. Tudo vale, tudo é possível e todos podem assim ser professores, desde que um qualquer candidato tenha uma média de aprovação que lhe possibilite a entrada. Já alguém terá imaginado um candidato ao curso de Medicina, possuindo uma média de entrada de dezanove valores e ter aversão a hospitais ou ficar impressionado quando em contacto com sangue? Não estou a ver!
Pois é, com um estágio garantido e remunerado e com uma colocação praticamente assegurada, este “mercado” do ensino depressa ficou saturado. Primeiro foram os cursos nas áreas das Ciências Sociais, depois arrastou-se a cursos de outras especialidades do saber.
E o que se fez para combater esta tendência? Nada a meu ver! Continuamos a “assobiar para o ar”, como se nada fosse; continuamos a formar profissionais que muito dificilmente o serão; continuamos a dar-lhes as mesmas cadeiras pedagógicas de há vinte ou trinta anos, como se a realidade não fosse agora outra. Privilegia-se a forma e não o conteúdo. Passam-se árduos anos em estágio com conceitos e com pedagogias completamente desfasadas da actual realidade; fomentam-se aulas assistidas, que de assistidas nada têm; o uso das “novas” tecnologias é apenas uma miragem e de “novas”… só se for para alguns!
Era importante mudar este “status quo”. Era importante que se pré-seleccionassem os candidatos a professores; era essencial que se adequassem as pedagogias utilizadas na formação para daí obter uma resposta eficaz às actuais necessidades. Finalmente, era importante dotar as escolas do ensino primário e secundário de estruturas e de tecnologias capazes para levar por diante um ensino de qualidade, gerador de profissionais igualmente de qualidade. Nesse dia, garanto, não tínhamos quarenta mil professores no desemprego, como por aí se diz!
Sem comentários:
Enviar um comentário