Fruto de grandes mudanças surgidas nos últimos tempos, as sociedades actuais coabitam envoltas num profundo e muito pouco saudável sedentarismo diário. É o automóvel que nos leva quase sempre até à porta do local de trabalho; é o computador que tudo nos oferece, mantendo-nos especados e imóveis, em poses de verdadeira histeria, durante horas a fio.
Pois é, mas o mundo é muito mais que isto. Lá fora, a vida germina, os campos mudam o seu colorido, com a proximidade da nova estação. Apercebendo-se desta metamorfose, existem pessoas que tentam contrariar aquele sedentarismo com algum exercício físico diário. Uns, os mais preguiçosos, exercitam-no à mesa, degustando belos e fartos manjares, exibindo aí poses de grande heroicidade. Outros, com receio de mostrar o seu “pneuzinho” na época balnear, a muito custo lá vão exercitando com ar enfadado e aborrecido, algumas velozes e suadas caminhadas. Outros há que, estoicamente, vão dando uso às condições que a edilidade oferece e reservam algum do seu tempo para o exercício físico diário.
Muitas cidades, numa clara tentativa de resposta às novas exigências, conceberam amplos espaços de entretenimento, destinados à prática do exercício físico, com percursos pedonais, ciclovias e zonas de lazer, vulgarmente conhecidas por “parques da cidade”. Em algumas outras urbes, não foram acompanhadas estas carências e, tentando reproduzir aqueles saudáveis hábitos, é frequente assistirmos a verdadeiras correrias de ciclistas, a circular em cima dos passeios, pondo muitas vezes em perigo a segurança e a integridade física, atitudes de claro egoísmo e falta de respeito para com os peões que por ali caminham.
É também habitual circularmos na rua, ao volante de um automóvel e depararmo-nos com ciclistas a atravessarem passadeiras com um à vontade como de peões se tratasse! Ora, quem quer exercitar a prática velocipédica, deve fazê-lo, obedecendo às regras existentes para o efeito: ou circular em pistas apropriadas; ou nas faixas de rodagem, respeitando sempre a direcção e a sinalética convencional existente.
O exercício físico é saudável, é aconselhado e é importante mas, praticado em locais adequados. Não imagino as sequelas gravosas e a consequente falta de responsabilização, num possível acidente. É que, a meu ver, é tão grave um automobilista esbarrar num peão em cima de uma passadeira, como um ciclista abalroar um peão em cima do passeio.
Ser cidadão não envolve apenas um número e uma identidade. Connosco e com a nossa envolvente, convivem direitos e deveres dos quais nunca devemos renunciar. Contudo, no dia em que nos demitirmos desta dicotomia e das nossas responsabilidades, jamais teremos decoro para argumentar com o que quer que seja!...
Pois é, mas o mundo é muito mais que isto. Lá fora, a vida germina, os campos mudam o seu colorido, com a proximidade da nova estação. Apercebendo-se desta metamorfose, existem pessoas que tentam contrariar aquele sedentarismo com algum exercício físico diário. Uns, os mais preguiçosos, exercitam-no à mesa, degustando belos e fartos manjares, exibindo aí poses de grande heroicidade. Outros, com receio de mostrar o seu “pneuzinho” na época balnear, a muito custo lá vão exercitando com ar enfadado e aborrecido, algumas velozes e suadas caminhadas. Outros há que, estoicamente, vão dando uso às condições que a edilidade oferece e reservam algum do seu tempo para o exercício físico diário.
Muitas cidades, numa clara tentativa de resposta às novas exigências, conceberam amplos espaços de entretenimento, destinados à prática do exercício físico, com percursos pedonais, ciclovias e zonas de lazer, vulgarmente conhecidas por “parques da cidade”. Em algumas outras urbes, não foram acompanhadas estas carências e, tentando reproduzir aqueles saudáveis hábitos, é frequente assistirmos a verdadeiras correrias de ciclistas, a circular em cima dos passeios, pondo muitas vezes em perigo a segurança e a integridade física, atitudes de claro egoísmo e falta de respeito para com os peões que por ali caminham.
É também habitual circularmos na rua, ao volante de um automóvel e depararmo-nos com ciclistas a atravessarem passadeiras com um à vontade como de peões se tratasse! Ora, quem quer exercitar a prática velocipédica, deve fazê-lo, obedecendo às regras existentes para o efeito: ou circular em pistas apropriadas; ou nas faixas de rodagem, respeitando sempre a direcção e a sinalética convencional existente.
O exercício físico é saudável, é aconselhado e é importante mas, praticado em locais adequados. Não imagino as sequelas gravosas e a consequente falta de responsabilização, num possível acidente. É que, a meu ver, é tão grave um automobilista esbarrar num peão em cima de uma passadeira, como um ciclista abalroar um peão em cima do passeio.
Ser cidadão não envolve apenas um número e uma identidade. Connosco e com a nossa envolvente, convivem direitos e deveres dos quais nunca devemos renunciar. Contudo, no dia em que nos demitirmos desta dicotomia e das nossas responsabilidades, jamais teremos decoro para argumentar com o que quer que seja!...
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